Nas pistas, a piloto Fernanda Parra deixa muito homem para tras e mostra que essa historia de que mulher n?o sabe dirigir e balela. Fora do asfalto, ela revela que a unica maquina que n?o pilota e o fog?o

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Fernanda Parra era uma recem-formada em marketing pela Universidade de S?o Francisco, na California, quando decidiu se matricular em um curso de pilotagem. Filha do ex-piloto Fernando Parra, ela conta que acompanhava o pai em suas corridas quando era pequena e nunca tinha pensado em entrar nessa area. Fui fazer as aulas com a minha irm?, meio que de brincadeira.

Ha quatro anos a brincadeira virou coisa seria. Depois de terminar o curso, Fernanda decidiu investir na carreira. Mas primeiro precisava convencer o pai. Ele n?o queria que eu comecasse porque achava um esporte caro e frustrante. Hoje, o pai a acompanha em todas as disputas e e o chefe da equipe.

A piloto de 28 anos e a unica mulher em sua categoria, a Copa Webmotors de Pick-Up. E ela n?o se incomoda em viver num ambiente essencialmente masculino. Para guiar um carro n?o tem diferenca: e mais uma quest?o de experiencia do que de sexo, conta.  Apesar de n?o sentir nenhum tipo de preconceito dos adversarios, ela diz que teve que se adaptar um pouco. No comeco, eu tinha receio de bater nos outros carros, mas agora eu tenho que me segurar pra n?o bater demais.

Por ser uma mulher em meio a tantos homens, Fernanda precisou fazer outros tipos de adaptac?o. Eu sempre tenho problema com o banco. Como sou mais baixa, ou n?o alcanco o pedal, ou fico com o braco proximo demais da direc?o, explica. Ela tambem n?o usa mais unhas compridas porque atrapalham na hora de trocar a marcha e faz tranca no cabelo para que ele n?o fique embaracado no fim da corrida. Achar macac?o e luva tambem e dificil. Sempre tenho que comprar tamanho PP, conta.

Fora das pistas

Mesmo depois que comecou a correr, Fernanda n?o deixou de trabalhar com marketing. Mas a piloto afirma que e facil administrar suas duas ocupac?es, especialmente porque a sua categoria tem apenas oito disputas por ano. Ela conta que a grande dificuldade esta mesmo em se adaptar ao ambiente do escritorio depois de um fim de semana no autodromo. Quando volto, n?o paro de pensar na corrida, no resultado, no que deveria ter feito..., comenta.

O automobilismo tambem ajudou no trabalho. Ela diz que aprendeu a ser mais disciplinada e persistente desde que comecou a competir. E garante: depois de uma corrida, desenvolver um projeto e tranquilo.

Mesmo quando n?o esta nas pistas, Fernanda acompanha varias competic?es do namorado, que tambem e piloto. No tempo livre, ela gosta de ir ao cinema e sair com os amigos. E, apesar de gostar, revela que n?o sabe cozinhar muito bem. Pelo jeito, o fog?o e a unica maquina que ela n?o domina...


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