Dos tempos em que a mulher apenas cuidava da casa e dos filhos, fazia doces por encomenda, costurava e bordava ou dava aulas de piano para jovens imberbes, a atuação feminina no mundo globalizado mudou bastante.

Hoje elas estão à frente de qualquer tipo de negócio antes empreendido apenas por homens e com fala mansa e determinação já comandam orquestras e corais, transformam em livros a história de anônimos e oferecem festas sob medida para crianças.

Maestrina Muriel Waldman
Apesar de ser um universo profissional dominado pelo sexo masculino, Muriel Waldman não abdicou do seu sonho e de sua vocação para maestrina. Filha de pai francês e de mãe italiana Muriel sempre foi apaixonada por música clássica. No entanto, seguindo conselho de seus pais, primeiramente se formou em Física pela USP e durante 15 anos foi professora, mas a paixão pela música clássica nunca a abandonou e Muriel resolveu voltar a estudar para se formar como maestrina. Em 1998 recebeu bolsa para fazer um curso de Análise e Regência das Cantatas de J.S. Bach na Internationale BachAkademie em Stuttgart, na Alemanha, com o maestro e professor Helmuth Rilling, e em 2005 concluiu seu mestrado na USP, onde recebeu o título de Mestre em Musicologia e Práticas Interpretativas. Atualmente é regente dos corais Canticorum Jubilum e Vox Aeterna e também da Orquestra de cordas Laetare - criada no ano passado para as apresentações do projeto "Quem tem medo de música clássica" cujo objetivo - através de apresentações gratuitas em escolas públicas - é levar informações a respeito da música erudita, dos ritmos, dos diferentes estilos musicais e também da vida de músico a um público distante das salas de concerto.

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