A Pesquisa Mosaico Brasil responde a dúvida de muitos brasileiros: do que o sexo oposto gosta entre quatro paredes? Confira os resultados surpreendentes e os comentários dos especialista

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O tema sexo sempre traz algo polêmico na manga. Agora, imagine a sexualidade ser pauta de uma grande pesquisa realizada por todo o Brasil para responder questões como: homens e mulheres fazem distinção entre sexo e afeição? Depois do Viagra, o que mudou no comportamento das pessoas? Dificuldade de ereção é comum entre os brasileiros?

A professora Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com o apoio da Pfizer, organizou uma pesquisa divulgada mês passado, que ouviu mais de 8.200 pessoas (entre homens e mulheres) com mais de 18 anos em 10 capitais brasileiras - e os resultados são surpreendentes. Repercutimos alguns desses fatores levantados.

Sexo para quê?

Para mais de 95% das mulheres e dos homens, o sexo é importante para um bom relacionamento . Mas a surpresa aparece quando se pergunta em qual patamar de prioridade ele se encaixa. Para as mulheres, está em oitavo lugar --  depois de ter uma alimentação saudável, tempo de convivência com a família, qualidade do sono, prevenção de doenças e cuidados com a saúde, trabalhar no que gosta, além de ter tempo para atividades culturais, hobbies e convivência social. Já para os homens, o sexo fica em terceiro lugar , depois de alimentação saudável e tempo de convivência com a família.

Para Eduardo Ferreira dos Santos, psiquiatra e autor do livro Ciúme ¿ O Lado Amargo do Amor (Editora Ágora), as mulheres fizeram grandes descobertas em relação à própria atividade sexual. Para elas, até pouco tempo, era comum o preconceito expresso na colocação ele só queria transar comigo, diz ele. Até que elas descobriram que, de fato, não era exatamente isto, mas sim que a falta de uma relação satisfatória poderia levar o companheiro para bem longe, explica ele.

Medo da hora H

Na hora da relação sexual, ninguém quer decepcionar o parceiro. Sobre o receio de causar esta decepção, os fortalezenses se mostraram mais confiantes: 45,3% delas e 57,1% deles não temem decepcionar na hora do vamos ver.

Nos outros estados, homens e mulheres demonstram maior medo: 72,6% dos homens de Brasília e 66,7% das mulheres de Belo Horizonte se preocupam com a possibilidade de desapontar o parceiro ou parceira .

E as paulistanas são mais rápidas: na hora de abordar o parceiro, 68,2% dos homens de São Paulo precisam de até 30 minutos, contra 53,9% das mulheres. Já o índice de mulheres que abordam o parceiro é de 83,8%. Segundo Carmita Abdo, isso ainda é uma novidade. "Houve uma mudança de atitude da mulher nas últimas gerações, tanto que apenas uma pequena minoria diz não abordar um possível parceiro", diz ela.

E se não funcionar?

Quando esta decepção é causada por uma falha erétil, o assunto pode ser delicado para alguns homens. Entre todos os participantes da pesquisa, 7,4% e 1,4% apresentam esta falha ¿ outra parte (41,4%) lida com alguns probleminhas, mas consegue manter a ereção.

Quando a questão é na visão da parceira , 34% das brasileiras disseram que seu parceiro nunca passou pela situação ¿ quando perguntado aos homens sobre a reação da mulher, 40% afirmaram nunca terem falhado .

"Um fato interessante observado é que homens e mulheres têm quase as mesmas impressões às reações frente à falha de ereção. Isso significa um comportamento amadurecido no relacionamento, inclusive no sexo", comenta Carmita Abdo.

Viagra

29,2% dos brasileiros decidiram utilizar a pílula azul sem consultarem suas companheiras. Os números revelam que as mulheres lidam bem com o tema: apenas 5,6% não aceitariam que o homem utilizasse o medicamento .

Segundo Eduardo Ferreira dos Santos, para esta resistência existir, pode haver uma preocupação com a saúde. Além do preconceito em relação às medicações, muitos homens podem sofrer efeitos colaterais, que vão desde problemas de resposta alérgica até aqueles relacionados a problemas cardíacos, alerta.

Mesmo com um batalhão de perguntas e respostas, ainda existe um longo caminho a percorrer em torno do tema sexo e outros tabus a serem quebrados. Uma pesquisa como esta ajuda a acabar com o constrangimento que algumas pessoas sentem ao se referir ao assunto. Falar sobre relações sexuais é importante e deve ser cada vez mais abordado e descoberto. Afinal, todo mundo quer saber do que eles e elas realmente gostam na cama.

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