Mulheres que consomem ecstasy obtêm um maior efeito eufórico em relação aos homens, mas também apresentam efeitos negativos mais severos nos dias seguintes ao uso da droga, além de correrem maior risco de entrar em coma

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Esse é o resultado da análise de 29 estudos realizados em diversos países, publicada pela revista Neuroscience and Biobehavioural Reviews e apresentada durante o Congresso Internacional sobre a Saúde Mental de Mulheres, que está ocorrendo na Austrália.

A pesquisa foi apresentada por Kelly Allott, do Centro de Estudos Psiquiátricos da Universidade de Melbourne. "O que pudemos concluir com todas as evidências é que para as mulheres a euforia da droga é maior e mais intensa, mas os efeitos colaterais nos dias seguintes parecem ser também muito mais intensos ", disse ela, concluindo que "as mulheres tendem a experimentar os extremos opostos da droga".

Alguns estudos biológicos concluíram que as mulheres sofrem mais efeitos negativos do uso do ecstasy a longo prazo. Os homens têm maior probabilidade de morrer após consumir a droga, mas testes toxicológicos indicam que isso se deve ao consumo de doses maiores ou ao uso de várias substâncias ao mesmo tempo.

Ainda não está claro o por quê da diferença de reação da droga entre os sexos e segundo Kelly existem diversas teorias.

"É possível que o hormônio sexual feminino estrogênio aumente a sensibilidade aos efeitos de substâncias como a 3,4 metilenodioximetanfetamina (MDMA), a substância base do ecstasy, que age no sistema (de produção) da serotonina, que tem efeito sobre o humor", disse a pesquisadora.

As diferentes reações à droga podem também depender de características da estrutura cerebral ou do modo como homens e mulheres metabolizam a droga no organismo.

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