E possivel educar o filho sem que pai e m?e discutam o tempo todo?

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Um n?o ve problema algum em o filho pequeno ficar acordado ate mais tarde em uma noite de sabado. O outro, porem, acha que a rotina pode ficar comprometida durante a semana seguinte. Para ela, o joguinho de luta do videogame e pessimo exemplo; para ele estimula a inteligencia e a coordenac?o motora. Um pensa A, outro pensa B. Que as diferencas fazem parte do dia-a-dia de qualquer casal, isso todo mundo sabe. A quest?o e que opini?es divergentes de pai e m?e na hora de educar podem, e muito, confundir a crianca.

Pai e m?e tem e sempre ter?o cabecas diferentes, com opini?es diferentes. E o filho cresce percebendo isso. E normal e n?o prejudica em nada sua formac?o, explica Ceres Araujo, professora do Programa de Psicologia Clinica da PUC-SP. O problema, no entanto, ocorre quando n?o ha um consenso do casal sobre alguns aspectos que envolvem diretamente a crianca. Um n?o pode nunca desautorizar o outro, alerta.

Por exemplo: se o pai deixou o filho brincar no computador e a m?e chegou e n?o gostou, n?o deve repreender o marido na frente do menino. Na hora em que recebe a ordem de um dos dois, mesmo que o outro n?o concorde, deve deixar que aquilo seja mantido. Nada e irreversivel, mas e importante conversar sobre as possiveis divergencias longe da crianca, que e para n?o confundi-la, esclarece.

Segundo ela, caso perceba essa falta de dialogo e entendimento entre as figuras paterna e materna, o filho pode comecar a manipula-los. E natural; a crianca tende, a partir de uma certa idade, a querer controlar o ambiente para satisfazer as suas necessidades. Se os pais n?o lidam adequadamente com isso, acabam virando refens, destaca. Em outras palavras, se a m?e e mais rigida, para pedir a permiss?o de ir brincar na casa de um amiguinho, o filho espera ela sair de casa, para poder abordar o pai sozinho. Com isso, tera mais chances de conseguir o que quer, afirma Ceres.

De acordo com a professora, a melhor saida e sempre perguntar para a crianca se ela fez o mesmo pedido a m?e, e caso a resposta seja negativa, aguarda-la, ou mesmo telefonar para saber sua opini?o. Se o filho percebe que ha um dialogo entre os pais sobre o que e permitido e o que n?o e, n?o vai mais tentar manipula-los, justifica.

Lilian Cicolino Moura, de 29 anos, m?e de Yuri, de 8, ainda lembra o dia em que chegou em casa e se deparou com um piercing na orelha do filho. Fiquei extremamente nervosa e, nesta ocasi?o, realmente perdi as estribeiras. Repreendi meu marido, que levou o menino para fazer o furo sem sequer me consultar. Mas n?o o obriguei a retirar o brinco, ele e que depois foi perdendo o interesse e retirou sozinho, diz.

Depois disso, ela conta que combinou com o marido de sempre um consultar o outro quando o assunto e a crianca. Meu marido e mais permissivo do que eu, ent?o realmente n?o ve problema em algumas coisas que o Yuri quer fazer, como assistir a filmes policiais ou de ac?o. Mas eu n?o gosto, e ele sabe. Ent?o agora, quando n?o estou em casa, um ou outro sempre liga no celular para me consultar, completa.

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