¿Estar deprimida¿ é muito mais do que uma expressão de linguagem. Clinicamente, a doença atinge mais mulheres do que homens. Mas como saber quando é depressão e quando é tristeza?

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Uma pesquisa realizada pelo Ibope na cidade de São Paulo, encomendada pela Associação Brasileira de Familiares Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata), concluiu que a mulher é mais vulnerável à depressão do que o homem.

Dos 793 entrevistados, 16% dos homens tem sintomas da síndrome. O índice de mulheres é de 27%. Dessas, 31% eram da classe C e D e 19% da classe A e B. E atinge muito mais as jovens: 25% das entrevistadas com sintomas da doença tinham entre 18 a 29 anos e 23% entre 30 a 39 anos.

Segundo Helena Calil, psiquiatra e presidente da Abrata, a pesquisa é importante, principalmente, para demonstrar que as pessoas podem estar precisando de ajuda. Podemos ver o quanto esta doença é comum nos dias de hoje, o que torna sua aceitação mais fácil. Mas não confunda depressão com tristeza. Veja quais são os sintomas do problema e o que fazer, caso você seja vítima desse transtorno.

Quando é depressão?
Algumas pessoas confundem a depressão com outras doenças: O hipotiroidismo e a anemia são, frequentemente, confundidas com depressão, pois têm alguns sintomas parecidos. Por isso é bom procurar um clínico geral, que pode até atender casos de depressão leve ou  encaminhar para o especialista adequado, diz o psiquiatra Rodrigo da Silva Dias, coordenador científico da Abrata e pesquisador do programa de transtornos bipolares do Hospital das Clínicas.

A diferença básica entre tristeza e depressão,segundo ele, é que na tristeza há um foco. Na depressão, não. A pessoa perdeu a mãe, terminou um namoro, perdeu o emprego, tem saudades de alguém... Mas ela reage quando acontece alguma coisa boa, explica ele. A tristeza não compromete a vida como um todo e é passageira. A depressão é diferente. O paciente não consegue ver um foco e compromete todos os aspectos da vida.

Alguns acontecimentos, como a morte de alguém querido ou o fim de um relacionamento, podem desencadear uma depressão, se já houver a predisposição para o transtorno. A genética influencia. E o primeiro episódio costuma acontecer entre os 15 e 30 anos, que é uma fase de grandes mudanças na vida: trabalhar, estudar, querer namorar... Além disso, algumas mulheres têm mais sensibilidade aos hormônios.

Sintomas da depressão
- Sentir vazio;
- Interesse ou prazer diminuído para quase todas as coisas na maior parte do dia;
- Perda ou ganho de peso;
- Insônia ou aumento de sono;
- Agitação ou retardo psicomotor;
- Cansaço, falta de energia;
- Sentimento de culpa excessiva ou inutilidade;
- Diminuição da capacidade de concentração;
- Pensamento de morte (desde o desejo de estar morto até o suicídio);
- Tristeza sem motivo;
- Aumento do consumo de álcool e drogas;
- Tristeza que perdura por duas semanas, todos os dias e por grande parte do dia.

O que fazer?
Rodrigo alerta que a depressão é uma doença crônica: tem tratamento, mas não tem cura. Depois de um mês de medicação, os sintomas melhoram. Mas o remédio precisa ser mantido por, pelo menos, um ano, diz ele, que ressalta que é necessário acompanhamento médico para isso.

Além de procurar um médico, fazer terapia e psico educação são fundamentais. Mas o que é isso? Conhecer o que é depressão, aprender, trocar experiências com quem teve o mesmo problema. Os grupos de auto-ajuda são muito úteis, diz o coordenador da Abrata, que é uma instituição que atende os pacientes gratuitamente.


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