Muitas crianças precisam ficar pelo menos meio período com as avós, enquanto suas mães trabalham; no entanto, a educação dada pela avó é diferente da dos pais

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O nascimento de uma criança na vida da mulher moderna exige o planejamento de uma nova rotina. Após o período de licença maternidade, é preciso estudar a melhor forma de garantir o bem-estar da criança. E, nessa hora, nada é melhor do que a ajuda dos avós, que desempenham um importante papel na formação dos netos.

Porém nem tudo são flores. Quem pode contar com a ajuda de sua mãe ou sogra precisa entender que o dia-a-dia da criança pode sofrer algumas alterações para se adaptar às regras de outra rotina.

Apesar das possíveis dificuldades, Ling Chiou, psicóloga, diz que o contato com os avós durante a infância é muito benéfico, mesmo que esta relação seja prejudicial aos olhos da mãe. As avós representam os laços familiares. Não é muito aconselhável deixar a educação de uma criança apenas por conta dos professores.

Aceitando novas regras

A jornalista Kamila Assis, de 24 anos, é mãe de João Pedro, 3. A dupla acorda às 7h, pois a criança entra às 8h da manhã na escola. Eu gostaria que ele fizesse o período integral, mas minha mãe não concorda e prefere passar a tarde com o João. Como a mãe de Kamila acorda muito cedo, já que trabalha no período da manhã, ela e o neto dormem durante a tarde. A jornalista explica que chega às 19h em casa e que precisa brincar e distrair o filho até 0h30, pois ele espera pela mãe com a corda toda.

A maior parte das crianças com 3 anos faz alguma atividade física, mas minha mãe não quer ter o trabalho de levá-lo à natação, por exemplo, como eu gostaria. Se eu compro uma roupinha nova para ele e minha mãe não gosta, ele passa a não usá-la, pois ela acaba influenciando nas escolhas do João.

A fisioterapeuta Carla Ramos, 31, enfrenta problemas com sua sogra, que passa as manhãs e noites com Clara, de 4 anos. Vegetariana desde sua infância, Carla prefere não incluir carnes na alimentação da filha. Como prioriza alimentos saudáveis e não-industrializados em sua dieta, evita oferecer doces e refrigerantes à filha.

Se minha filha tiver vontade de comer carnes e doces, jamais vou proibi-la, mas ela não sente falta e eu acho ótimo. Porém, basta eu me arrumar para o trabalho e minha sogra, que mora em frente de casa, começa a dizer que vai dar para a Clara balas, chocolates, bifes, pois ela acredita que isso faz parte de uma infância saudável.

Se a relação com a avó de seu filho virar um pesadelo e a conversa não ajudar, lembre-se que a avó, mesmo que contrariando suas vontades, é uma importante referência familiar. Com mais tempo livre, uma avó normalmente conta histórias, revisa lições, enfim, participa das atividades. Isso é muito mais produtivo do que a criança passar o dia em frente da televisão ou navegando sem limites na internet, conclui Chiou.

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