Em conversa com a gente, a atriz Mônica Martelli revela suas vontades e conta seus segredos mais hilários quando o assunto é o tão desejado amor!

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Entre uma peripécia e outra, Mônica Martelli vai levando a vida. Vive entre a ponte aérea Rio-SP e não pára um instante. Descoberta por Chico Anísio no programa Zorra Total, Mônica interpreta ela mesma na peça 'Homens São de Marte... E É Pra Lá que Eu Vou' e revela nos palcos detalhes de sua vida agitada e nada normal. A peça foi concebida sem patrocínio, com ajuda apenas da família e com idéias surgindo quando ela estava mais desesperada, dura, louca e solteira. A atriz deu a volta por cima e hoje é uma das artistas mais respeitadas quando o assunto é humor na TV e nos palcos.

Surpresas à parte, Mônica deixou de lado sua participação no programa humorístico para se dedicar ao teatro e ao cinema, e é a protagonista de Só por Hoje, novo filme de Roberto Santucci, diretor de Bellini e a Esfinge, além de ter ganhado um papel pra lá de especial na nova novela da Globo Beleza Pura.

Sem segredos e surpresas, ela não dá a mínima para truques e dicas de beleza, não é consumista e diz que o básico jeans + camiseta a satisfaz. Confira abaixo a entrevista exclusiva com uma personalidade que foi de completa desconhecida para ícone de uma geração e ainda vai dar muito o que falar.

IG - Você faz algum tratamento estético para manter a forma? Qual seu ritual diário de cuidados com a beleza?
Mônica Martelli - Bebo muita água, faço ginástica localizada e yoga. Como minha vida está muito corrida, não estou conseguindo malhar como gostaria, mas pelo menos duas vezes por semana faço alguma coisa para o corpo. Vou com freqüência à dermatologista, e hoje evito tomar sol no rosto, o que é um sacrifício, pois moro no Rio de Janeiro. Então quando vou à praia uso filtro solar fator 100 no rosto para não manchar, 25 no corpo e um chapéu bem grande, pareço uma perua.

Há alguma preocupação com o que você come? Em quantidade de calorias, proteínas e acima de tudo, qualidade?
Não me preocupo com calorias, não faço nenhum tipo de dieta, apenas tento comer coisas saudáveis. Tenho prazer em comer comidas com qualidade. Como de três em três horas, sou como um relógio. Preciso comer o dia inteiro, mas como pouco. E é claro, como ninguém é de ferro, adoro uma sobremesa, então pelo menos uma vez por semana como um doce bem gostoso.

Você já trabalhou no Zorra Total e no extinto Sob Nova Direção. Agora tem sua própria peça de teatro: Os Homens São de Marte... E É pra Lá que Eu Vou. Qual é a diferença entre fazer televisão e teatro?
O teatro é do ator, lá nós somos os donos e comandamos o barco. E como no teatro trabalhamos com a repetição, temos a possibilidade de alcançar um requinte na interpretação. A cada noite descobrimos nuances diferentes, são detalhes que vamos aperfeiçoando ao longo de uma temporada e isso é muito prazeroso. A televisão é um grande exercício para o ator, o ritmo é mais rápido, temos que estar muito atentos a tudo, temos que resolver as cenas com muita agilidade e competência e isso também é muito desafiador e instigante. O bom mesmo é poder fazer os dois.

Na peça Os Homens São de Marte... E É pra Lá que Eu Vou, você retrata a grande saga das mulheres solteiras em busca de um par perfeito. Você já fez alguma loucura por amor?
Várias. Acho que foi o que mais fiz na vida. Estava no sul da Bahia apaixonada por um cara alternativo, dono de um bar na beira da praia que servia caipirinha. Telefonei para minha mãe, expliquei a situação e disse que estava apaixonada e que iria casar com ele. E pedi que ela fosse para a Bahia para conhecê-lo, pois eu iria mudar radicalmente minha vida. Bom, minha mãe chegou, ficou chocada com tudo que viu e nem conseguiu dar uma opinião sobre a situação. Naquele momento ela deve ter pensado: Minha filha está muito mal, enlouqueceu. Meu Deus, ilumine essa criatura!!!. Bom, não casei com ele... O romance acabou uma semana depois.

Outra: estava muuuito a fim de um cara, um músico, e soube que ele ia fazer um show numa cidade perto do Rio de janeiro, duas horas de carro do Rio. Peguei o Fiat Uno que eu tinha na época e fui para a tal cidade sozinha, correndo perigo de vida. Fui para o show nervosa e, claro, fui falar com ele depois. Ele ficou chocado com a coincidência, a gente ali naquela cidade, naquela noite! Mas ele disse que não acreditava em coincidências e que estávamos numa sintonia, na mesma vibração. Ele me deu um abraço e eu não queria nunca mais sair daquele abraço de tão apaixonada que eu estava. Me convidou para ir jantar com ele e a banda. Adorei, era tudo que eu queria. Depois fomos para o hotel dele. Rolou tudo que devia e o que não devia, e foi maravilhoso. Saí do hotel e disse que estava indo para a casa de uma amiga que fui visitar na cidade. Ele disse que assim que chegasse ao Rio me ligaria. Fiquei nas nuvens. Fui embora para o Rio já fazendo planos do nosso casamento, janela do carro aberta, som alto e muito feliz. Resultado? Ele nunca mais me ligou, desapareceu sem deixar pistas.

Como surgiu a idéia da peça Os Homens São de Marte... E É pra Lá que Eu Vou?
Fiquei solteira três anos e durante esse tempo resolvi escrever histórias que eu vivia, via e ouvia. Histórias de encontros, desencontros, solidão, paixão, tristeza, alegria e otimismo, muito otimismo. Li o texto para o Jerry, meu atual marido, que na época (em 2003) era meu namorado há três meses. Ele achou ótimo, me deu a maior força para fazer o espetáculo e disse que produziria.  Me apresentou para o Víctor Garcia Peralta, diretor da peça,e ele ficou muito entusiasmado com o texto e me falou que poderia resultar num ótimo espetáculo. Víctor foi embora para Buenos Aires dirigir alguns espetáculos, e eu me envolvi em outros projetos. Em abril de 2004, fui para Buenos Aires, nos encontramos e passamos a noite andando pelas ruas falando da peça. E resolvemos ali, naquela noite, que Os Homens São de Marte... E É pra Lá que Eu Vou seria nosso próximo espetáculo. Cheguei ao Rio, fiquei quase um ano trabalhando no texto e em abril de 2005 estreamos no teatro Candido Mendes no Rio de Janeiro. Ensaiamos a peça na sala da casa da minha mãe e com patrocínio da família, cada um ajudou como pôde. Para surpresa de todos, a peça virou um grande sucesso de público e crítica e mudou a minha vida.

Sobre compras: Você consome bastante ou compra roupas e acessórios novos apenas quando precisa? Dá preferência a marcas conhecidas ou o que importa mesmo é a qualidade?
Gosto de roupas básicas e boas, gosto de qualidade. Nunca fui muito consumista, até porque nem tinha dinheiro para consumir, e como sou alta e magra sempre me virei bem com um jeans e uma camiseta. Hoje quando vejo alguma coisa que gosto eu compro mesmo quando não estou precisando, mas o problema é que tenho a sensação de que estou sempre precisando. Então já viu, né?

Você tem uma vida bem corrida e agitada. Participa das gravações da novela Beleza Pura e ainda tem que dar conta de sua peça no teatro Procópio Ferreira. Qual seu truque para relaxar e descansar o máximo durante os dias de férias, ou em até um simples final de semana?
Não tenho final de semana, estou trabalhando de segunda a segunda. O que faço é tentar dormir o máximo que posso. Em São Paulo consigo dormir muito porque só trabalho à noite. Também faço shiatsu uma vez por semana.

Humoristas e comediantes sempre fazem o público rir. Isso é fato. Mas você poderia nos contar alguma situação muito engraçada que aconteceu com você fora dos palcos? O que faz você rir? E como melhorar um dia que começa mal, como colocar graça na vida?
Dou muitas risadas com amigos e com minha irmã Susana. Tem momentos que uma olha para a outra e já ri. Então tento ficar perto dessas pessoas que me fazem dar boas risadas. Gosto de gente figura, espontânea. A graça é tentar olhar as situações de uma forma positiva, se não tudo pode virar um grande drama. Tem gente que tem talento, vocação para ser feliz.

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