Planejar antecipadamente o que é preciso facilita na hora da escolha dos móveis

Preparar o quarto do bebê deve ser uma tarefa prazerosa, mas para os marinheiros de primeira viagem pode se tornar um tanto complicada. Não basta escolher a cor e os enfeites mais fofinhos. O espaço precisa ser aconchegante e seguro, particularmente, no que se refere ao mobiliário. O mercado tem uma infinidade de produtos, mas é preciso atenção para não levar itens desnecessários, exagerando em detalhes e economizando no essencial.

O berço é um dos móveis mais importantes, usado, em média, até os dois anos de idade. Por isso, exige um cuidado extra na hora da escolha. Segundo a professora de Economia Doméstica da Universidade Federal de Viçosa (MG), Simone Mafra, especialista em Ergonomia (disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema, a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral de um sistema), não há uma regra oficial para a estruturação de berços no país e, embora muitos fabricantes adotem as diretrizes da Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT), nenhum órgão fiscaliza efetivamente a qualidade dos produtos.

A professora participou da pesquisa Avaliação do conforto e segurança de berços para crianças de 0 a 2 anos. Um dos resultados do estudo foi uma cartilha que dá dicas sobre como deve ser a cama do bebê (veja abaixo). Pretendemos viabilizar o estabelecimento de normas no país e garantir um padrão de qualidade, explica.

Outros itens essenciais para o quarto do bebê, segundo a proprietária da loja de roupas e acessórios infantis Dip en Dap, Ingrid Cincurá, são: poltrona de amamentação e cômoda que possa ser usada como guardador de roupa e trocador. A disposição dos móveis também faz diferença. O berço não pode ficar embaixo da janela e em locais com corrente de ar. Ponha a cômoda próxima ao banheiro, de preferência com prateleiras em cima, onde estarão apetrechos para a troca de fralda e roupas do bebê, destaca.

Os móveis devem acompanhar o crescimento da criança. Já existem berços que vão sendo transformados. Mas, por volta dos sete anos, a cama precisa ser trocada. Simone Mafra diz que os pais não devem comprar uma cama de solteiro. Não é bom adaptar uma cama de adulto para uma criança. Se o fizer, compre um colchão mais baixo. Existem camas infanto-juvenis que podem ser utilizadas até os 12 anos. Simone acredita que o momento de investir em um quarto definitivo é somente a partir dessa idade.

CARTILHA DO BERÇO
- Planeje a compra do berço. Faça orçamentos e tire as medidas do local onde pretende colocá-lo;
- Verifique o manual de instrução, onde estão as dicas de cuidados para aumentar a vida útil do móvel;
- Escolha um colchão firme (confira se a densidade corresponde ao peso da criança) e com medidas adequadas às do estrado. Vire-o de tempos em tempos;
- Evite colchão com revestimento plástico. Caso o tenha, nunca deixe a criança na parte de plástico. Sua única função é ficar junto ao estrado para impedir que o xixi vaze, garantindo a durabilidade da madeira;
- Prefira móveis com altura regulável, com lateral mínima de 60cm;
- Preste atenção no espaçamento entre as ripas das grades. Deve ser de, no máximo, 6 cm;
- Descarte cantos, quinas ou parafusos aparentes;
- Não adquira nada de madeira mole ou de material que solte farpas;
- Elimine os revestimentos plásticos (eles soltam pedaços e o bebe pode engolir);
- Use tintas e verniz atóxicos;
- Prenda bem o mosquiteiro;
- Não ponha muitas almofadas e objetos decorativos dentro do berço (se tiver móbile, o bebê não pode encostar nele);
- Evite berços com balanço por conta da instabilidade. Os com rodinhas, só se tiverem sistema de travamento.

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