Devagarzinho elas abocanharam o mercado e já são maioria na compra de produtos que incrementam o prazer (delas e dos companheiros). Bem vinda ao mundo dos sex shops!

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Eles eram os responsáveis por grande parte das compras, mas elas viraram a mesa (ou a cama) e chegaram para por fim ao papai e mamãe. Em um mercado com movimentação anual em torno de R$ 800 milhões ao ano e taxa de crescimento de 10 a 13%, as mulheres representam 70% das vendas de produtos em sex shops brasileiras.

Em São Paulo, são 150 sex shops faturando R$ 50 milhões ao ano com o foco no público feminino, afirma Evaldo Shiroma, presidente da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual e criador da maior feira do setor, a Erotika Fair.

A mulherada resolveu desbancar os homens e levar pra casa produtos que estimulam o casal e aumentam o próprio prazer. De olho nesse mercado, alguns sex shops (conhecidos como boutique sexy) investiram em lingeries ousadas e acessórios para mulher nenhuma botar defeito. Elas são mais curiosas e não tem medo de experimentar o novo. Isso ajuda na hora de conhecer todas as novidades que existem hoje em dia para aumentar o prazer, para conhecer o prazer e, consequentemente, aprimorar o relacionamento, conta Ana Maria Faro, uma das sócias da chiquérrima Revelateurs ( www.revelateurs.com.br ).

Sem vergonha

A nutricionista Amanda Carina Souza, 35 anos, decidiu enfrentar a vergonha de ser vista em um sex shop em nome de algo muito importante: o próprio prazer. Precisava descobrir melhor o meu corpo e de um aditivo extra na hora do sexo. Nada que substituísse o meu parceiro, mas fosse um plus para me levar às nuvens, comenta ela.

Valeu a pena enfrentar a timidez? Depois da minha primeira aquisição (um vibrador), posso dizer que sou outra mulher. Nada de entrar na loja com um saco na cabeça. Agora eu até faço propaganda e recomendo pra todas as minhas amigas. Descobrir o meu corpo não tem preço, ri a nutricionista.

E essa auto-descoberta é responsável pelas altas vendas de acessórios que podem ser usados quando bem entenderem (com parceiros ou sem). O que elas mais gostam são os estimuladores clitorianos e os vibradores com estimulador, conta Ana Maria. Mas também fazem questão de apetrechos que são úteis e prazerosos para os dois lados. O anel peniano é o campeão de vendas disparado. Ele é muito procurado porque o casal pode aproveitar junto. Segundo as minhas clientes, ele não compete com os homens, revela a proprietária da boutique erótica Constantine ( www.constantine-sp.com.br ), em São Paulo, Luciana Keller.

Supermercado ou Sex Shop?

Sex shop!, responde sem pestanejar a escritora Gisela Rao. Autora do livro de contos eróticos Sex Shop, Gisela já frequenta as butiques eróticas há pelo menos 10 anos. O primeiro que conheci foi em Nova York e chamava Eve´s Garden. Era só para mulheres, diz ela. A primeira coisa que ela comprou? Morri de vergonha, mas comprei o Nestor, meu inseparável vibrador clitórico, confessa ela que acabou homenageando seu novo amigo também no livro Tchau, Nestor (Matrix Editora).

Sempre que dá dou uma visitadinha nas butiques eróticas em São Paulo. Elas costumam ser caras, mas os brinquedinhos são cada vez mais lindos; alguns chegam até a ganhar prêmio de arte moderna., admira-se ela. E qual a sua última aquisição?, perguntamos à escritora. Foi um anel peniano vibratório, envolto em silicone cor de rosa. O produto é bem legal, e o clitóris agradece.

Brincadeira não tem idade

E se você pensa que existe um limite de idade para incrementar o sexo e descobrir o que realmente dá prazer, amargo engano. O meu público tem entre 30 e 45 anos, mas eu tenho uma cliente com mais de 70! E ela é mais antenada que muita gente!, diverte-se Luciana Keller.

Cada vez mais as mulheres buscam realização e satisfação sexual e os brinquedos eróticos estão fazendo parte da vida delas e do casal, afirma a dona da Constantine.

Lubrificantes especiais, óleos de massagem, vibradores, estimulantes clitorianos. A lista é extensa e só traz felicidade. A ideia é se liberar e descobrir qual brinquedinho tem a sua cara. A mulher tem mais criatividade e, com a nossa ajuda, elas desenvolvem mais a capacidade criativa sexual. A gente só dá uma forcinha, conta Luciana.

Que tal trocar as compras no shopping por outras coisinhas mais interessantes? 

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