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Comportamento
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Vinganças femininas: mulheres contam como se vingaram dos ex-parceiros

A vingança não diminui a dor; mas, para as entrevistadas a seguir, ela foi capaz de ao menos propiciar uma boa noite de sono

Glycia Emrich

Getty Images
Mulheres contam como se vingaram dos ex-parceiros
A personagem de quadrinhos Radical Chic, criada pelo cartunista Miguel Paiva, disse certa vez que “para os homens, a vingança é um prato que se come frio. Para as mulheres, é um prato que se come bem quente, com um bom vinho, à luz de velas e em ótima companhia”. Há quem endosse a ideia do ‘perdoar uns aos outros’, mas tem quem não abra mão de uma boa e bem planejada vingança para retribuir aquela safadeza do parceiro. Nos relatos a seguir, elas preferiram a segunda opção: a doce vingança.

Cartas e mais cartas
A cabeleireira catarinense Marie Amperas, 36 anos, passou três meses para conseguir colocar seu plano de vingança em prática. Tudo começou com um bilhetinho estranho que Marie encontrou na carteira do ex-namorado.

“O Toni esqueceu a carteira em casa e me ligou para pedir o numero do cartão de crédito dele. Ao abrir, percebi que um dos compartimentos estava abarrotado de papéis. Puxei um deles para ver o que era e descobri que ele trocava bilhetinhos de amor com uma prima minha, casada com o chefe dele. Durante três meses, enquanto ele dormia, escaneei cada um deles. Em seguida fui em uma gráfica e pedi para imprimir um por um no tamanho de uma folha de sulfite. Foram 213 folhas! Coloquei cada uma em um envelope e postei todas no correio, aos cuidados do chefe de gabinete do Toni. O fim? O otário foi despedido e humilhado na frente de todos os colegas de trabalho. Isso não curou o meu sofrimento, mas me fez sorrir ao menos por um dia”.

Adeus, perfil
A consultora de negócios, Mariana*, 33 anos, resolveu usar a internet como arma potente para chacoalhar a vida do ex-marido. Com a ajuda das amigas, ela detonou o Orkut dele, depois de descobrir que ele não era tão bonzinho como parecia.

“Saí de uma reunião e fui jantar com duas amigas na casa de uma delas. Depois de uns vinhos, fomos xeretar a vida dos outros no Orkut. Minha amiga abriu o perfil dela e rapidinho fechou a janela. Mas não adiantou, mesmo com essa rapidez eu vi a foto do meu marido, naquele espacinho de testemunho. Eles estavam trocando flertes. Meu mundo desabou. Fui pra casa arrasada e, claro, desfiz o casamento. Logo que ele saiu de casa, coloquei meu plano em prática. Consegui a senha dele do Orkut com um amigo nosso, em troca de uma graninha. Apaguei todas as fotos, todos os scraps, todos os testemunhos, todas as comunidades e, claro, removi todos os contatos”.

Sem rodas
Neide T., 38 anos, trabalha com pesquisa de mercado na cidade de Curitiba. Enquanto estava casada, sempre viajava de moto com o ainda marido, um aficionado por essas máquinas. Quando descobriu a traição, foi exatamente a moto o seu alvo principal.

“Ele era gerente de uma multinacional. Descobri que ele me traía com a mesma mulher há 4 anos. Inventou viagens, reuniões, temporadas no exterior. Mas um dia a casa cai. E caiu no dia em que liguei no trabalho dele para pedir o numero do hotel que ele estaria, na Europa, e me disseram que ele havia saído de férias. Logo que descobri tudo resolvi devolver um pouquinho do que ele fez comigo. Um mês depois que voltou de viagem e nos separamos, fui até o estacionamento do trabalho. Ele sempre deixava uma cópia da chave da moto e do cadeado em casa. Fui com um amigo mecânico, que arrancou as duas rodas e tirou o motor. Deixei lá só a carcaça, com um bilhetinho: ‘Foi assim que você me deixou, sem alma’“.

Mãos de tesoura
Foi com os dotes de costura que a costureira Paula*, 41 anos, pregou uma peça na vida do ex-namorado. Após receber uma ligação da amante, 20 anos mais nova, ela não pensou duas vezes antes de agir. E antes que ele chegasse em casa.

“Abri o guarda roupa dele e desfiz as costuras de todas as peças. Calça, camisa, bermudas e até cuecas. Tirei botão, arranquei bolsos, abri laterais de calças. Puxei até os fios das malhas. Não sobrou uma peça inteira para ele vestir. Pra fechar, deixei um kit de costura no meio da gaveta e coloquei um recado no guarda-roupa dizendo pra ele pedir pra amante não se esquecer de colocar os botões que faltavam nas camisas. Fui embora pra casa da minha mãe. Agradeço não ter me casado legalmente com ele. Isso evitou um reencontro e dinheiro com divórcio. No dia seguinte, ele deve ter ido trabalhar pelado”.

Obra de arte
Ao descobrir que o parceiro havia saído com a vizinha dele, a dentista Suzanna Martins, 29 anos, entrou em choque. E, para ela, a única forma de pensar em melhora, seria depois de uma bela vingança.

“O Daniel parecia ser o cara perfeito. Inteligente, romântico e muito companheiro. Ele morava num condomínio perto da minha casa, mas a gente já fazia planos de morar junto. Ele é artista gráfico e, como sempre dormia aqui em casa, alguns dos seus materiais de trabalho ficavam por aqui. Uma amiga minha encontrou com os dois numa casa de swing. Foi super traumático saber disso. Um dia, juntando as tralhas que ele deixou pra trás, achei umas latinhas dele de tinta em spray. Botei na bolsa e segui em direção a casa dele. Como os porteiros do condomínio me conheciam, entrei sem dificuldades. Estacionei meu carro na frente do muro para que ninguém me enxergasse da guarita. Pichei todo o muro dele, o portão, a calçada. Escrevi até palavrões. Na casa dela, só escrevi um único recado: aqui mora uma vaca. Depois desse dia, procurei ajuda profissional e me recuperei da depressão. Ele me processou. Mas isso foi tranquilo perto do que eu senti e tive que suportar”.

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