Na casa dos 60, Teresa conseguiu realizar seu grande sonho de fazer uma viagem de jipe pelo deserto

Esporte e aventura mudaram sua maneira de encarar a vida
Arquivo pessoal
Esporte e aventura mudaram sua maneira de encarar a vida
Ela nunca foi de ficar quieta: aos 37 comprou uma bicicleta e depois de alguns anos formou um grupo de mulheres que pedalam à noite em São Paulo. “Eu tinha o sonho de fazer uma viagem 4x4 para o Atacama, queria uma aventura. Ir daqui para lá de jipe”, conta Teresa D'Aprile, fundadora do grupo de ciclistas maduras Saia na Noite . “Consegui fazer isso depois de mais velha”.

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Ela partiu no dia 11 de janeiro em um dos oito veículos do comboio guiado por uma agência especializada em rotas pouco convencionais. “O marido da minha amiga, que estava com a gente, teve um infarto no ano passado, mas ninguém reclamou de nada. Ele conseguiu fazer tudo: subir, descer montanhas. Curtimos tudo o que é possível imaginar”.

Conseguiu realizar seu sonho depois de mais velha
Arquivo pessoal
Conseguiu realizar seu sonho depois de mais velha
“Tudo que eu fazia era tomar conta dos filhos”
Entre as peripécias que o grupo fez, Teresa conta que a mais engraçada foi “fazer xixi ao ar livre, como nunca tinha feito na vida”. Paravam a cada duas horas durante a viagem em lugares muito improváveis, mas se adaptaram. Até mesmo em relação às refeições: “A gente saía de manhãzinha com um sanduíche na mão e acostumamos a não almoçar. Tivemos que mudar os horários, mas, para mim, quanto maior a dificuldade, melhor”. Não é de se admirar que no meio do caminho ela tenha sido apelidada de “bicho-grilo” pelos demais. Olhava cada plantinha, se jogava nas dunas e foi a única da turma a fazer – pasmem! - cavalo de pau com o motorista. “Um dia o carro atolou e tivemos que puxá-lo, fazer loucuras”, vibra.

Teresa não imaginava que um dia fosse realizar este sonho. “Demorei demais para entender certas coisas. Se não fosse a bicicleta, não sei onde estaria”, afirma. “Eu era uma perua, tudo o que eu fazia era tomar conta dos filhos”. Para ela, todas as pessoas podem fazer o que quiser: é só querer respeitando o próprio ritmo. Envelhecer pode deprimir, ela concorda, mas o esporte e a aventura dão uma outra visão. “Quando as pernas não aguentarem mais pedalar, brinca ela, provavelmente comprarei um triciclo”. Alguém duvida?

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