Cariocas que vão viajar para lugares frios enfrentam o calorão carioca de início de verão e compram roupas de inverno

O verão, a estação mais quente do ano, chegou. Para muitos pode significar dias de tranquilidade numa praia ensolarada, chope gelado à beira da piscina ou uma ótima oportunidade de aproveitar as férias escolares para viajar pela região litorânea do país. Para outros, no entanto, as altas temperaturas são uma verdadeira tortura e fazem com que biquínis sejam substituídos por lã e cashmere em sobretudos. Esse é o caso, por exemplo, da veterinária Fernanda Cavalcante que planejou com bastante antecedência uma viagem ao lado do marido para Paris. “Tenho pavor de calor e sol. Por isso, vamos aproveitar a chance de uma segunda lua de mel no meio de muita neve e frio”, comentou Fernanda.

De sandália e roupas leves, ideais para o nosso dia a dia, ela sabe que precisa de um agasalho quente o suficiente para aguentar temperaturas negativas no continente europeu. “O pouco que tenho de casaco no armário até me ajudou a segurar o frio de Campos do Jordão no inverno, mas para o meu próximo destino preciso de algo mais apropriado”.

Segundo Fernanda, esse tipo de roupa tem que ser encarado como um investimento necessário por causa dos altos valores. Em média, um casaco na Loja de Inverno, no shopping Tijuca, pode variar entre 400 e 900 reais. “Sei que não vou usar tanto, mas é preciso. Então, não tem jeito”, disse ela que também comprou protetores de orelha, luvas de couro e um gorro de lã.

Já a estudante de Relações Internacionais, Karla Medeiros, de 23 anos, acha que o verão é a melhor estação do ano e não troca os finais de semana se bronzeando por nada. “Prefiro calor. Sou menina de praia mesmo. Toda vez que viajo para lugares frios, sofro. Não gosto daquele vento gelado que chega a doer os ossos”, afirmou Karla que elege shorts curtos, decotes e chinelos como suas roupas preferidas para o verão. No entanto, a moça decidiu investir em um sobretudo preto de cashmere para sua próxima viagem. “Costumo viajar muito com o meu pai que tem uma loja de motos. Sempre uso os casacos de couro dele, mas senti necessidade de algo mais quente. Daqui a pouco, ele inventa outra aventura na neve e lá vou eu”, contou.

A sub-gerente Zoeth Navegante, que há 3 anos trabalha no segmento roupas de inverno, avalia o movimento na loja assim que chega o verão. “É calor aqui mas é alta temporada de inverno na América do Sul e na Europa. Então, faturamos bastante, principalmente com as roupas térmicas para esporte e passeio urbano”, explicou a profissional sem revelar qual o lucro da empresa nessa época.

Além das chamadas ceroulas, a loja vende cerca de 10 casacos por dia. “A maioria deles em tons escuros já que ninguém quer se preocupar em lavar uma roupa por causa da sujeira. E em roupas claras elas aparecem muito mais”, ressaltou Zoeth.

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