Saiba o que dizem as experts em psicologia para n?o sofrer com o ?sim? das amigas

Casamento
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Você já parou para pensar por que chora toda vez que vai a um casamento? Será emoção, uma pontinha de inveja ou uma mistura desses e outros sentimentos?

“Eu me acabo em lágrimas. Fico feliz, sim, mas sinto que estou perdendo uma aliada. Ela não vai ter mais tempo para ouvir ou falar a qualquer hora do dia ou da madrugada, muito menos continuar nos acompanhando nas viagens e baladas. Mas, lá no fundo, também fico imaginando ‘por que não eu?’”, confessa Ana Carolina, publicitária de 29 anos.

Os muitos porquês
É preciso estar bem resolvida para não se sentir incomodada em situações assim. “Trata-se de uma difícil prova de maturidade, de entender que o momento do outro nada tem a ver com o seu. Afinal, traz à tona fracassos anteriores e mexe com a expectativa de também encontrar a sua 'cara-metade'”, explica a psicóloga Denise Alves de Toledo.

E não é só. “A idade da solteira tem suas peculiaridades, pois se ela estiver acima de 35 anos o sentimento pode ser bem pior”, avisa a psicoterapeuta Arlete Galhardi.

Apesar de não ser o mais comum, presenciar um casamento alheio não é perturbador quando realmente se quer continuar só. “Mas é raro encontrar mulheres que escolheram ser solteiras por opção”, comenta a psicóloga Heloisa Yoshida, terapeuta de casal e de família e coach pessoal e profissional.

Sonho adormecido
E se no passado era o maior corre-corre para pegar o buquê da noiva, hoje as moças casadoiras parecem demonstrar constrangimento. “Elas se negam a participar do ritual, adotando um comportamento contrário ao seu real desejo de casar”, aponta Heloisa.

Reflexo dos novos tempos? Que nada, o medo de “ficar para titia” continua assombrando solteiras de todas as faixas etárias. O problema é que muitas não assumem isso. “No casamento da minha melhor amiga, meu namorado insistiu para que eu fosse apanhar o buquê. Mas eu nem sai do lugar”, recorda Maria Isabel, fisioterapeuta de 31 anos.

Nas cerimônias religiosas, além de lidar com as próprias frustrações, é preciso encarar a curiosidade alheia. “Uma solteira de 30 anos pode passar por situações embaraçosas como, por exemplo, responder seu estado civil, lidar com a ansiedade das pessoas de vê-las casadas, ficar sozinha com outra amiga solteira ou ainda ouvir senhoras da família perguntarem para o novo namorado quando vão casar”, comenta a terapeuta de casal.

As poucas soluções
Independentemente do caso, é sempre bom estar preparada para viver essa situação. A primeira coisa é pensar nela como uma boa oportunidade de reflexão.

“Faça um balanço de seu momento afetivo e se abra para a generosidade. Permita-se curtir a felicidade das outras pessoas, entregue-se a um momento que não é seu, mas poderá ser um dia. Aproveite para renovar seus objetivos nessa área e, quem sabe, até dinamizar sua vida sentimental”, aposta Denise Alves de Toledo.

Agindo assim, fica mais fácil aceitar sua condição de solteira com maturidade. “A mulher que sofre com o seu estado civil tem a crença limitante de que as casadas são hierarquicamente superiores à solteira”, considera Heloísa.

Então, cabeça erguida: “Sou solteira, e daí?”. “Acredite que a solterice não é doença e brinque com a situação. Uma coisa é certa: deixar de participar do ritual do buquê deixa-a mais vulnerável”, comenta a terapeuta. Se quer tanto casar, porque não tenta a sorte? Afinal, como diz o costume, quem pega as flores da noiva se casa depois!

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