As ONGs que recolhem e buscam novos lares para animaizinhos abandonados

Mia, gatinha abandonada e recolhida para adoção no projeto CEL, em São Paulo
Edu Cesar/Fotoarena
Mia, gatinha abandonada e recolhida para adoção no projeto CEL, em São Paulo
Elas recolhem animais das ruas, geralmente vítimas de maus tratos, violência, atropelamento e abandono. Cuidam, dão vacinas, aplicam vermífugo e castram o bichinho. Depois, promovem campanhas para adoção, sejam feiras ou divulgando nos próprios sites. Selecionamos cinco ONGs onde você pode encontrar o seu futuro amigo peludo.

Clube dos Vira-Latas – São Paulo (SP)
www.clubedosviralatas.org.br

Tem 400 cães à espera de uma nova família. Depois de serem resgatados e cuidados, eles ficam no abrigo da entidade, em Ribeirão Pires. A ONG existe há 9 anos e realiza feiras para adoção. Marcelo Glauco, diretor de marketing e divulgação, diz que o Facebook foi um divisor de águas nas campanhas. A rede social é usada para divulgar as campanhas de doação e até 70% dos bichinhos são adotados nas feiras. No site há fotos dos animais disponíveis, todos castrados, vacinados e vermifugados, e informações para colaborar com a ONG, desde doações em dinheiro até como se tornar voluntário. A ONG já mandou um cãozinho para o Recife (PE), onde foi adotado por uma família que, navegando pelo site, se interessou pelo mascote. Para ficar por dentro das feiras, basta seguir a ONG no Facebook. Quem preferir também pode buscar o animalzinho no abrigo. Todos os adotantes recebem um termo de adoção e são conscientizados sobre a posse responsável.

Projeto CEL (Casa Esperança e Liberdade) Para Animais Carentes – São Paulo (SP)
www.projetocel.org.br

Passa de 1.100 o número de animais, entre cães e gatos, doados pela ONG presidida por Eliete Brognoli só este ano. Mas a entidade ainda tem pelo menos 450 bichinhos aguardando por adoção. Vacinados, castrados e com a dose de vermífugo em dia, eles vão para as feiras que acontecem todos os sábados e domingos na loja Pet Center Marginal, na Marginal Tietê, 1.795, das 14h às 20h. O adotante precisa ser maior de 18 anos, apresentar CPF, documento de identidade e um comprovante de endereço, além de passar por uma entrevista antes de levar o amigo peludo para casa. O CEL coleciona histórias de sucesso, como o caso do pit bull Romeu, que chegou ao abrigo com sinais de maus tratos, cego de um olho e com uma das patas amputada. Foi adotado após dois anos e sua nova dona também acolheu outros dois animais deficientes.

Adote Um Gatinho – São Paulo (SP)
www.adoteumgatinho.org.br

O site da ONG traz fotos fofas dos gatinhos que esperam adoção (são 350 no total). Susan Yamamoto, presidente, esclarece que o Adote um Gatinho não faz feira. “Somos extremamente neuróticas para saber quem vai cuidar dos nossos gatinhos. Em feiras, muita gente passa e adota por impulso e a gente gosta de conversar sobre várias questões e ir conhecer a casa da pessoa antes de entregar os gatos.” Para adotar, é preciso acessar o site, escolher um gatinho e preencher o formulário de adoção. “Por retirarmos os animais das ruas sabemos o que eles sofrem: são atropelados, envenenados, pegam doenças, acabam maltratados pelas pessoas. Acreditamos, por esses motivos, que lugar de gato é dentro de casa. Então, somente doamos para pessoas que se comprometam a deixar o gato dentro de casa”, afirma. Passando nos critérios de adoção, as protetoras fazem uma vistoria para averiguar a segurança da casa e entregam o gatinho. “Não cobramos nenhuma taxa, mas queremos a certeza de que nossos gatinhos serão amados e estarão seguros nas novas casas”, enfatiza.

Vira Lata Vira Vida – Piracicaba (SP)
www.viralataviravida.org.br

A ONG mantém o sistema de adoção à distância. O adotante colabora com uma quantia mensal para o animal ficar no abrigo e pode buscá-lo para passar os finais de semana, levar ao pet shop ou passear. Quem faz isso, diz Miriam Miranda, presidente, geralmente são pessoas que não podem ter o animal em casa. A grande preocupação da entidade é a inclusão de cães com deficiência. “Cães deficientes necessitam de uma adoção um pouco mais criteriosa. A família tem que estar preparada para conviver com limitações e as marcas do animal”, explica. A ONG que ganhou notoriedade nacional por abrigar o rottweiler Lobo, que morreu após ser arrastado por uma caminhonete conduzida pelo próprio dono, em Piracicaba, possui 390 cães para adoção e não trabalha com feiras. Os interessados devem ir até o local e a doação só é feita depois de uma entrevista rigorosa, em que se investiga se o adotante tem condições de receber o animal.

UIPA (União Internacional Protetora dos Animais)
www.uipa.org.br

Com mais de 100 anos, é a mais antiga associação civil brasileira, sem fins lucrativos, que instituiu o movimento de proteção animal no país. A UIPA acolhe, recupera e encaminha à adoção mais de mil animais anualmente. Luta contra a exploração, o abandono e a crueldade que vitimam os animais, atua na divulgação e reconhecimento de seus direitos e acompanha cumprimento das leis que os protegem. Tem unidades por todo o Brasil.

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