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Comportamento
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Quando vale a pena dar uma segunda chance?

Terminar um relacionamento está cada vez mais fácil. Psicóloga ajuda a entender até onde insistir na tentativa de manter o romance

iG São Paulo |

Getty Images
Segundo psicóloga, muitos casais se gostam muito, mas que não têm ideia do que é conviver junto

A possibilidade de realizar um divórcio diretamente no cartório, garantida por lei a partir de 2007, teve seus efeitos sentidos na pesquisa do Registro Civil feita pelo IBGE e divulgada esta semana. De 2004 para 2008, o índice de divórcios cresceu e o de separações (afastamento do casal sem registro legal) diminuiu. A desburocratização do processo de divórcio facilita a vida do homem ou da mulher que acha que a relação acabou, mas é criticada por oferecer o fim definitivo com rapidez – e diminuir, assim, a possibilidade de reconciliação.

Como saber, então, se vale a pena investir em um recomeço ou partir para outra?

Segundo a psicóloga e terapeuta de casais Carmen Lúcia, a falta de diálogo leva a má compreensão do outro. Ela explica que, depois da empolgação inicial, a personalidade de cada um vem à tona. “Neste período, os traumas antigos aparecem e os problemas começam a se acumular”. Carmem fala que é muito comum que as pessoas joguem suas frustrações em cima do cônjuge e tenham dificuldades de se comunicar.

Daniela da Costa, 36 anos, personal trainer, passou por uma separação recentemente. “Eu e o Thiago estávamos juntos há dois anos e o relacionamento estava desgastado pelas brigas. Conheci outra pessoa e resolvi terminar. Após um mês, percebi o quanto fui intolerante e o culpava o tempo todo de minha infelicidade. Quando percebi o quanto estava errada, conversamos e resolvemos retomar o namoro. Hoje levamos tudo com muito mais leveza e tenho certeza de que o amo”, conta.

A psicóloga explica que muitos dos casais que ela atende se gostam muito, mas que não têm ideia do que é conviver junto. Não trazer problemas e inseguranças do passado para o relacionamento atual é para poucos, mas é um exercício que precisa ser feito diariamente. Avaliando o caso de Daniela, Carmen fala que o período de luto vivido pela personal trainer foi fundamental para o entendimento do casal. “A reaproximação é resultado da reflexão dos dois sobre o que foi feito de errado”, expõe.

Clara Fonseca, 27, jornalista, terminou uma relação de seis anos quando perdeu o emprego e resolveu passar uma temporada em Londres, para estudar. “Era o momento de realizar um sonho e queria viver isso intensamente. Resolvi terminar com o João. Foi muito difícil acabar e eu fiquei um ano e meio fora. Quando eu voltei, a gente conversou e resolvemos dar mais uma chance ao outro. Ele ainda está magoado, mas sei que foi melhor assim. Foi a única forma de eu não passar a vida me culpando de ter deixado essa chance para trás”, relembra.

A psicóloga diz que os casos descritos neste texto são situações reversíveis a partir de um entendimento restrito ao casal. “Estresse, falta de tolerância e de paciência podem sim ter volta”, avalia. No entanto, ela alerta que há um limite: “Nem a mulher, nem o homem jamais podem aceitar agressões físicas e verbais. Determinados problemas requerem uma ajuda profissional, ou podem desencadear feridas difíceis de serem fechadas”, explica.

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