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Negócio de mulher

Marlene Ortega fala sobre carreira e trabalho

é pós-graduada em administração pela FGV-EAESP, diretora da Universo Qualidade e Presidente do Business Professional Women de São Paulo.

Qual será a sua percepção sobre suas realizações?

Sentir que foi capaz de construir uma vida de realizações, com resultados sólidos, perceptíveis, importa muito

29/01/2010 08:43

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Para abordar o assunto é fundamental considerar que cada indivíduo estabelece seu próprio programa de ação para a vida, injetando nele metas para a carreira, para a família, para o crescimento pessoal e outras dimensões humanas. Para acompanhar a performance desse plano, cada pessoa estabelece sua métrica, criando uma espécie de régua personalizada que mede os resultados obtidos em consequência das ações efetivamente tomadas. Esses resultados são considerados grandes ou pequenos, dependendo da régua que se decidiu usar.

De maneira geral a obtenção de bem-estar financeiro é um de nossos desejos de realização e, sendo um indicador com interpretações distintas, depende do ângulo de visão de quem o avalia, não existindo parâmetro universal que defina o que seria o uma posição financeira diferenciada ou superior. Talvez uma poupança rechonchuda, capaz de assegurar sono tranquilo no estágio da aposentadoria?

Sem dúvida diminuir as ansiedades relacionadas ao dinheiro (ou à falta dele) é um propósito legítimo que mereceria ser atingido por todos, sobretudo após longos anos de trabalho árduo e correto. Essa meta ganha mais ênfase na medida em que aumenta a expectativa de vida e diante da multiplicação de possibilidades de planejamento, estimuladas pelos programas de educação financeira que começam a ser amplamente difundidos em função das boas perspectivas econômicas do país.

Ao observar as diferenças individuais devemos admitir que, apesar da representatividade dos aspectos financeiros, principalmente para a proteção de nosso microcosmo familiar, nem sempre o conforto material será suficiente para que haja em determinado momento do futuro a percepção íntima de realização plena, de satisfação consigo mesmo, podendo, ao contrário disso, persistir o pensamento de que faltou algo a fazer.

Acredito que queremos sentir que fomos capazes de retribuir aqueles tantos privilégios que tivemos no decorrer da vida, que oferecemos oportunidades aos outros da mesma maneira que nos foram oferecidas, estando convictos de que ajudamos a mudar, ao menos um pedacinho, pelo menos um pouquinho do mundo que está ao redor.

Homens e mulheres devem aprimorar continuamente o auto-conhecimento e reconhecer os caminhos que serão mais favoráveis para a geração de resultados sustentáveis, que permitam ganhos mútuos e a sensação agradável de missão cumprida.

A mulher nesse contexto contemporâneo parece estar potencialmente mais preparada para o desafio de construir um futuro melhor para si, considerando também beneficiar outros. Ela reconhece, por exemplo, que pode aproveitar os atributos da mãe zelosa, que educa o filho na adoção de valores morais e vitais, para aplicá-los nas comunidades com as quais se relaciona, incluindo aí a promoção de melhorias no ambiente empresarial que passou a frequentar mais intensamente na última década.

Também quando falamos da questão da educação como única via para a promoção do crescimento sustentável é a mulher que vem investindo mais nos estudos, dando um show de empenho , o que certamente a preparará para identificar objetivos relevantes para seu programa de ação pessoal. De fato, somente quando estivermos bem lá na frente, mais velhos e sábios, conseguiremos avaliar a qualidade de nossas obras e apontar se esses feitos foram capazes de gerar alegria e paz interior.
 

Sobre o Colunista

Marlene Ortega - marlene.ortega@ig.com.br - é pós-graduada em administração pela FGV-EAESP, diretora da Universo Qualidade e Presidente do Business Professional Women de São Paulo.

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