Às vezes, algo inesperado coloca a vida em uma situação provisória. Conheça histórias de pessoas que tiveram que lidar com isso

Somente pelo nascimento, já são nove meses de espera. Um tempo predeterminado e incontestável, afinal, este período é, naturalmente, fundamental para a formação de um bebê. A psicóloga Moema Galindo diz que “os prazos fazem parte da vida e é preciso saber lidar com eles. Quem busca aprender isto aproveita mais e pode sofrer menos”.

O iG traz, ao longo desta semana, histórias de pessoas que, cada uma com seu prazo, tiveram experiências em situações totalmente distintas.

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Em alguns casos os prazos acabam funcionando como datas de validade: uma mudança cuja chegada vai inviabilizar os relacionamentos existentes; um lar que terá que ser reconstruído; ou, no caso de algumas doenças crônicas, por exemplo, até o prazo da vida.

Para a psicanalista Tatiana Ades, os prazos fazem parte de uma necessidade humana, “a própria idade do ser humano e a passagem dos anos é uma forma de situar a existência do homem na sociedade que precisa ter fases”, afirma.

Tatiana também explica que cada pessoa lida de forma diferente com esses períodos. No caso de um paciente terminal, por exemplo, alguns conseguem ter uma reação inesperada de querer viver mais do que antes, enquanto outros podem se entregar ao desespero, segundo ela.

Além disso, há outro temido prazo, o da velhice, “pois é o momento em que a pessoa percebe que resta pouco tempo de vida, e começa a se questionar sobre a morte e o passado”, afirma a especialista. Para ela, o comportamento humano é cheio de altos e baixos, e oscila em sentimentos quando a questão é tempo.

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