Muitas vezes o nome é de gente, mas as quatro patas denunciam que nem só de seres humanos se fazem as redes sociais. Não faltam perfis de bichinhos, criados e atualizados por seus donos, mas com depoimentos e publicações em primeira pessoa. Mais ou menos como nas "conversas" que têm em casa. Há até livro foi lançado como se tivesse sido escrito por uma cachorra. Dar voz aos bichinhos de estimação pode não passar de uma grande diversão, mas muitas vezes é a maneira encontrada pelo dono de se comunicar com o mundo sem deixar explícito que a opinião dada é a sua.
Teste: você é um dono educado?
A psicóloga Andréa Jotta, membro do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-CP) explica que, quando uma pessoa escreve como se fosse seu gato, cachorro ou qualquer outro animal, está praticando uma espécie de “treino” para expressar suas próprias opiniões e sentimentos. “Muitas pessoas usam seus pets para mostrar ao mundo coisas que nem sempre têm coragem de falar com sua própria voz. Isso não é regra, mas observamos que essa tendência está crescendo. É uma forma de evitar lidar com as consequências naquele momento”, analisa.
Os donos dos bichinhos se divertem com a prática, mas é preciso prestar atenção se é apenas uma brincadeira ou um indício de falta de diálogo. “Quando uma pessoa coloca na internet, ou em qualquer outro lugar, que o cachorro está falando ‘como minha mamãe é bonita’, por exemplo, é um sinal de que ela gostaria de ouvir este elogio e acabou projetando no cão essa necessidade”, explica a psicóloga clínica Rachel Zausner Skarbnik.
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Rachel compara o comportamento a um hábito similar com bebês. “Não são raras as pessoas que fazem a mesma coisa com crianças que ainda não aprenderam a falar”, afirma. A psicóloga diz que, mesmo que pareça estranho para alguns, falar como se fosse seu pet não traz necessariamente prejuízo psicológico a ninguém.
Para superar a perda
A paisagista Luciana Fonseca, 34, queria fazer uma homenagem à cachorrinha Carol, que morreu há quase oito anos, e começou a escrever um livro sobre os momentos que passaram juntas. Por ter encontrado muita dificuldade em superar a perda da companheira, achou que seu texto tinha ficado muito melancólico. Luciana resolveu então escrever como se fosse Carol. “Eu sempre fiz esse exercício de tentar descobrir o que ela estava pensando. Com a convivência, a gente acaba interpretando as ações de nossos animais.”
O livro “Carol por Carol” (Ed. SSUA Editora) conta a rotina da cadelinha e sua dona. “Quando perdi a Carol, todos achavam um absurdo a minha tristeza. Falavam que era ‘apenas’ um animal. Mas para mim, ela era minha grande companheira”. De acordo com Luciana, escrever foi uma forma de tentar superar o trauma. Além de ser uma autora publicada, Carol também tem site e twitter, que a paisagista alimenta quase diariamente.
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A psicóloga Rachel Zausner Skarbnik esclarece que, às vezes, é muito difícil mesmo superar a perda de um bicho de estimação. Ela relata que toda perda envolve um período de luto, que deve ser respeitado. “Os sentimentos que os donos nutrem por seus animais são os mesmos que têm em relação a outras pessoas. Isso é perfeitamente aceitável. Só configura um problema quando a pessoa não consegue se readaptar e voltar à sua rotina normal.”
Lili tem blog, perfil em diversas redes sociais e mais de cinco mil seguidores
Invasão nas redes sociais
A blogueira Renata Góes, 31, criou um site para sua gata há três anos. Começou como um blog que falava sobre a rotina da Lili, mas cresceu e hoje trata de qualquer assunto relevante aos animais. “Ela tem blog, facebook, twitter e orkut. Todos juntos têm quase cinco mil seguidores e 16 mil pageviews por mês. Atualmente, meu objetivo é lutar pelo direito dos animais. Estou apaixonada por este mundo, tanto que vou prestar vestibular para me tornar uma veterinária.”
Já a publicitária Mariana Gogu, 31, confessa que não atualiza mais os perfis de seus três gatos com tanta frequência. “Começou a me dar muito trabalho e fui deixando de lado”. Além disso, ela conta que ficou com receio de que escrever como se fossem os gatos que estivessem falando pudesse “ficar meio bobo, sem propósito”. Hoje quem fala é a própria Mariana. “Mas Penetra, Bigode e Barbarela continuam como editores do site”, diverte-se a publicitária.
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O fofinho Ziggy só tem seres humanos como amigos. O cachorro tem perfil no Facebook e até já fez uma surpresa para a dona, a bióloga Amanda Mirasierras, 27. “No meu aniversário, o Ziggy me deu os parabéns. Claro que foi o meu marido, mas adorei a ideia.”
Amanda diz que gosta de colocar fotos do cachorro para que os amigos possam acompanhar seu crescimento. Como o marido viaja bastante a trabalho, ela manda recadinhos através do perfil de Ziggy. “Encaramos tudo isso como uma brincadeira”, enfatiza.
A psicóloga Andréa Jotta afirma que se o perfil nas redes sociais não é usado para prejudicar ou ofender ninguém, não traz problemas. “Não precisamos encarar tudo de forma tão séria. Os pets são membros a mais dentro de uma família. Contanto que você não espere que seu bicho de estimação seja gente, está tudo bem!”.
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GOSTARIA DE APROVEITAR A OPORTUNIDADE E FALAR PELOS ANIMAIS DE RUA, OS ABANDONADOS E TODOS AQUELES SEM RAÇA DEFINIDA, QUE SOFREM MAUS TRATOS DIARIAMENTE E NÃO TÊM A QUEM APELAR! MUITOS SÃO ATROPELADOS, PASSAM FOME, SENTEM DOR....NÃO EXISTE UM ORGÃO, UM LUGAR P ACOLHER...SÃO TANTOS VOLUNTÁRIOS PORÉM SEM RECURSOS P AJUDAR....AI SE EU PUDESSE E MEU DINHEIRO DESSE, EU TIRARIA DAS RUAS TODOS Q PASSASSEM POR MIM..OS CEGOS, OS DOENTES, OS ATROPELADOS E SEM DENTES....CUIDARIA E DARIA MUITO AMOR! COM CERTEZA O RETORNO DE GRATIDÃO É GARANTIDO!\nPORFAVOR QUEM GOSTA DE ANIMAIS, NÃO ESCOLHAM SÓ BELEZA, VAMOS ADOTAR AO INVÉS DE COMPRAR...
Responder comentário | Denunciar comentárioTive uma gata, que morreu há aproximadamente quatro anos e até hoje não consegui digerir muito bem a sua morte. Acho que é devido ao fato da grande companheira e amiga que ela era. Sei que é difícil algumas pessoas entenderem, acham que é pura frescura. Mas só quem tem ou já teve um bicho de estimação, entende o amor que temos por essas criaturas tão meigas, que não pedem nada em troca. Mas nos dão grande parcela do seu amor. Dificilmente conseguirei superar por completo a morte da Belinha.
Responder comentário | Denunciar comentárioAdorei a reportagem,bicho é tudo de bom.Tenho uma gata,duas cadelas e uma cocóta,amo todos eles incondicionalmente e posso garantir,são o meu melhor remédio para qualquer coisa.Nunca tomo remédio para nada,raramente vou em médico.Elas são minha melhor energia,minha maior alegria,fazem parte da minha vida como se fossem as minhas filhas.Sou muito feliz com os meus animaizinhos,claro que dão despesa,trabalho,mas compensa e muito.Vale a pena tê-los na minha vida.
Responder comentário | Denunciar comentárioEu sou totalmente apaixonada por animais. Primeiro criei varios gatos antes de casar. Depois no dia 10 de dez de 1988, (ja casada e com 2 filhos adolescentes, 14 e 16 anos) peguei duas gatinhas, Mina e Shana, só q a Shana com 2 meses faleceu e a Mina ficou com a familia até o dia 29 de set de 2008. Foi terrivel pra mim sua passagem até porque eu estava sozinha em casa. Em julho de 2009, adotei uma cachorrinha de rua que estavam fazendo ela de alvo de espingarda. Primeiro fiquei resistente em te-la, afinal, nunca havia criado cachorros. Hoje ela é nossa filhinha caçula, amada e muito mimada. Espero q eu va embora antes dela porque seria insuportavel perde-la.
Responder comentário | Denunciar comentárioAdorei a reportagem sobre os animais, tenho dois cachorro da raça akita que são tratados com reis todos aqui na minha casa amam de paixão.Parabens pela matéria maravilhosa e vamos proteger nossos animalzinho .
Responder comentário | Denunciar comentárioQuem realmente ama seu animal de estimação sabe com é a dor da perda, perdi um poodlezinho de 14 anos no ano passado, ficamos muito tristes é um vazio enorme, quando voltamos para casa e sabemos que não teremos mais o rabinho agitado, pulos de alegria e lambidas de saudades... Eles estão aqui para nos ensinar muita coisa: amor incondicional, \namizade, lealdade, perdão....
Responder comentário | Denunciar comentárioPerdi ano passado um poodlezinho - 14 anos de idade - só quem realmente ama seu animalzinho de estimação sabe com é a dor da perda, eu e minha família ficamos muito\ntristes; dá uma vazio enorme, principalmente quando voltamos para casa em saber que não temos mais o rabinho agitado, pulos de alegria, e as lambidas de saudades ..... eles nos amam incondicionalmente ...... eles estão aqui para nos ensinar muita coisa: lealdade, amizade, amor, perdão...... Parabéns a todos que amam e cuidam dignamente de seus bichinhos de estimação. Vou deixar aqui um blog muito legal para quem ja perdeu seus animaiszinhos de estimação e querem prestar homenagens para eles: PET MEMORIAL CAPELINHA DE SAO FRANCISCO da amiga Rejane, entrem vocês irão se encantar com esse blog - Quando perdemos nosso poodlezinho esse blog nos confortou e amenizou muito a dor da perda, porém a SAUDADE é eterna ....
Responder comentário | Denunciar comentárioBOA TARDE MINHA MENSAGEM VAI PARA AS AUTORIDADES QUE SABEM DESTAS CRUELDADES E SE FAZEM DA MORTOS, PAREM COM ESSA NOJEIRA, POR FAVOR VAMOS RESPEITAR CRIAÇÕES DIVINAS, COMO OS ANIMAIS, CONCORDO COM A OPNIÃO ACIMA "SE AFASTE DE ALGUÉM QUE DIZ NÃO GOSTAR DE ANIMAIS COM CERTEZA ESTA PESSOA OU SUB PESSOA, NO CASO AMEBA NÃO TEM BOA ÍNDOLE" O ANIMAL SENTE ISSO, QUANTO AO "SAFÁRI" FIQUEI ENOIJADA COM A CARA DAQUELA CURRIQUEIRA QUE APARECEU RINDO ENQUANTO O POBRE ANIMAL AGONIZAVA, JUSTIÇA HUMANA? AHHHHH, MÁS TENHA CERTEZA DE QUE DA DIVINA NINGUÉM ESCAPA, DARÁ A TODOS ELE O QUE LHE É DE DEVIDO MERECIMENTO, O PROPRIETÁRIO DESTA FAZENDA E AS PESSOAS CONIVENTES A ELE TERÃO UM FIM EM LONGA AGONIA, GRAÇAS A DEUS.
Responder comentário | Denunciar comentárioOlha eu tenha uma gata que se chama Latifah, ela é muito dócil e amorosa, aqui em casa todos temos afinidade com ela, é recíproco o seu comportamento, porém, comigo ela tem mais afinidade do que com a minha esposa e minha filha, ela dorme do meu lado e brinca muito, é amável e obediente, coisa que geralmente nos gatos não se vê muito, já que eles são independentes, mas a Latifah é uma graça, ela se chama assim porque em árabe significa delicada e seu nome completo é Latifah Zahrah, ou seja, "Delicada Flor", ela é super limpa e muito educada, é uma zahrah delicada...conclusão: é preciso entender os animais e entendê-los, só assim eles passarão a ter carinho recíproco, tanto é, que a minha gata quando me escuta chegando mia muito e a primeira coisa que eu faço é abraçá-la e beijá-la, é a minha segunda filhota, com muito amor eu a chamo de minha "Tifinha do papai"!
Responder comentário | Denunciar comentárioTenho cães e gatos.Amo-os. Sim, são meus amigos, recebem e me dão carinho, não me decepcionam em nada, o problema é querer encontrar um seres humanos que consigam transmitir puramente seus sentimentos. Muitos agem apenas por necessidade física, outros são hipócritas, abusam de pesoas carentes e se fazem de pessoas maravilhosas, a ponto de nos fazer sentir culpa por não ter encontrado estes seres antes. É, a natureza, a terra, árvores, plantas, bichos, minhocas e seja lá o que for que não se comunicam por palavras, verdadeiramente possuem extremo valor, chegam a minha alma, ao que espero de bom na vida, pois ainda espero algo da vida. Mas protejo meus bichinhos, eles merecem. eu preciso muito mais deles do que imaginam.
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