Conheça as histórias de quem já aderiu à moda de levar animais de estimação ao escritório

O arquiteto paisagista Marcelo Faisal estava procurando um animal de estimação quando a vira-lata Luanda apareceu na porta de sua casa, em São Paulo. Desde então, ele a leva para correr todas as manhãs e, no mínimo duas vezes por semana, Luanda o acompanha também ao trabalho. Segundo Faisal, ela costuma fazer uma grande diferença no astral do ambiente.

“Acho que ela desperta um bem-estar maior com o próximo, porque quando você faz carinho num animalzinho, você ameniza os teus impulsos mais agressivos e o estresse diminui”, acredita. Ele, que sempre se preocupa em não deixar a cadela muito sozinha, afirma que todo mundo que vai ao seu escritório adora a cachorra. “Ela é muito social e gosta de carinho e atenção, nunca tive problema algum”, revela.

Animal de estimação é incentivo

Atualmente, nos Estados Unidos, uma em cada cinco empresas permite a visita de pets, segundo a Associação Americana de Fabricantes de Produtos para Animais (APPMA), que garante que 75 milhões dos norte-americanos acreditam que a presença dos bichinhos no local de trabalho faz as pessoas mais felizes e 70 milhões acreditam que eles reduzem o estresse dos empregados. Empresas como o Google e a Amazon.com se denominam amigos dos animais.

Desde 1999, nos Estados Unidos, a campanha “Take Your Dog To Work Day” (http://www.takeyourdog.com/) incentiva a aceitação de animais de estimação no local de trabalho e, todo o dia 20 de junho, muitas empresas norte-americanas abrem caminho para que seus empregados levem seus companheiros caninos.

No Brasil, a arquiteta Tânia Eustáquio, de São Paulo, aderiu ao costume de ter pets no ambiente de trabalho há tempos: o seu escritório de arquitetura é ao lado de sua casa e, por isso mesmo, seu cachorro e sua galinha estão sempre presentes.

“A minha casa e o escritório têm o mesmo jardim, por isso os animais estão sempre juntos”, explica a arquiteta. Ela conta que, vira e mexe, quando entra na sala de reunião para encontrar seus clientes, ela se depara com o cachorro no colo deles. “Ele se chama Pastel, é um border collie, e costuma receber presentes de quem passa por aqui”, diz.

Enquanto Pastel é a simpatia do escritório, a galinha chamada Ginja é a diversão. “Ninguém imagina que encontrará com uma galinha no jardim, então a reação das pessoas é bem engraçada”, afirma Tânia. Segundo ela, a ideia de ter Ginja como um animal de estimação surgiu de seu filho, de 12 anos. Mas ela não vê nenhum problema nisso: “A presença deles transforma o ambiente de trabalho, parece que o lugar fica mais afetuoso”, diz.

Estratégia de Marketing

Para Tânia Zaragoza, proprietária da Perfumaria Bariloche, no Ipiranga, em São Paulo, seu poodle toy chamado Bingo é ainda mais do que isso. Há quatro anos acompanhando Tânia em sua rotina, ele passou a ser uma referência no bairro. “As pessoas conhecem a Perfumaria por causa dele, é a loja do cachorrinho”, conta. Segundo ela, muitas vezes ele fica na porta e todo mundo que passa brinca com ele, principalmente crianças. “Agora não tenho mais coragem de deixá-lo em casa, ele fica muito mais contente aqui”, revela.

No caso de Márcia Aparecida Menezes, a pinscher de estimação Yumi não pode visitar o escritório de advocacia no qual trabalha com tanta assiduidade. “Eu a trago eventualmente, quando dedetizam o prédio, por exemplo, ou quando percebo que ela está triste”, afirma Márcia. Mas isso só quando ela não tem compromissos sérios. “As pessoas que a conhecem acham graça, mas não posso trazer em dias de muito movimento, ela late muito”, explica.

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