Experimento canadense mostra que voluntários trapacearam menos do que outros acreditam que fariam na mesma situação

As pessoas tendem a agir mais de acordo com princípios morais do que imaginam. É o que indica um estudo da University of Toronto Scarborough, no Canadá.

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Pesquisadores aplicaram um teste de matemática a dois grupos de voluntários, e ofereceram uma recompensa em dinheiro caso respondessem dez ou mais perguntas corretamente. Para um grupo, os cientistas disseram que havia um problema no software, e que a resposta correta apareceria na tela caso apertassem determinada tecla do computador – mas que ninguém teria como saber que eles fizeram isso. O segundo grupo não recebeu a chance de trapacear.

Um terceiro grupo recebeu uma descrição do dilema moral enfrentado pelos participantes. Os voluntários deste grupo não fizeram o teste, mas tiveram que prever como se comportariam no lugar dos colegas.

Todos os participantes tiveram seu coração, respiração e suor monitorados ao longo do experimento – todos elementos que tendem a ter seu ritmo aumentado em situações de grande emoção.

Os participantes que tiveram a chance de trapacear foram os mais emotivos, e aparentemente as emoções sobre seu dilema moral influenciaram em sua decisão de não trapacear, dizem os pesquisadores.

Os voluntários que tinham apenas que se colocar no lugar dos colegas estavam mais calmos, e disseram que trapaceariam mais do que aqueles que tiveram a chance de fato fizeram, o estudo aponta. Os participantes que fizeram o teste sem chance de roubar também estavam calmos.

O novo estudo contraria alguns experimentos anteriores. “Desta vez, o que tivemos foi um retrato feliz da humanidade”, afirma o coautor Michael Inzlicht, professor de psicologia. "Mas a descoberta essencial é que são as emoções que nos levam a fazer a coisa certa ou errada”.

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