Com a perda do pai, Pedro teve questionamentos, mas sua fé ainda o conforta

Há quatro anos, o professor de música Pedro Lopes, 23, perdeu o pai, que era um fumante compulsivo, em decorrência de um câncer no pulmão. Quando os médicos descobriram o tumor, em um exame de rotina, ele já estava grande e havia pouco a ser feito. Decidiram operar para retirá-lo. A cirurgia foi um sucesso e familiares ficaram aliviados. No pós-operatório, no entanto, o pai do professor de música não conseguiu reagir a uma infecção e morreu.

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A família toda sempre foi católica praticante. Pedro passou a frequentar regularmente a igreja por volta de seus 13 anos. O pai era o mais religioso de todos. “Eu vou rever meu pai, no Céu. Sei disso.” Pedro acredita que o corpo morreu, mas que a alma do pai jamais vai deixar de existir. “Pensar que passamos por tantas dificuldades e tragédias durante nossa vida para que tudo simplesmente acabe depois da morte não faz sentido para mim.”

Dúvida e indagações
“Creio 100% que meu pai me acompanha em minha vida e continua vendo tudo que acontece conosco. Sei que a morte não é o final”, afirma. Apesar da convicção, ele admite que não é nada fácil encarar a morte quando ela acontece tão próxima.

Pedro passou por um período de muitas dúvidas e indagações. Apesar de sua crença de que Deus faz o melhor para todos os seres humanos, ele ainda busca o motivo da morte de seu ente querido. “Compreendo que houve uma razão, mas ela não me foi esclarecida. Às vezes penso que meu pai morreu tão repentinamente para que seu sofrimento não fosse prolongado. Mas será? Tenho consciência que foi a vontade de Deus, só que é inevitável você querer entender e buscar razão para isto”, completa.

Ter a convicção de que vai reencontrar o pai quando for o momento certo confortou Pedro após a tragédia. Ele confessa que o sofrimento esteve e ainda está presente em sua vida, mas a fé que possui o ajuda a administrar a saudade. “A gente não aceita a vontade de Deus de braços cruzados. É claro que existe dor. Acredito ser inevitável, mas a esperança do reencontro com quem se vai é fundamental para continuar a viver”, diz Pedro

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