Deixar o mais gostoso para o final faz sentido: é geralmente a última parte de uma experiência que fica na memória

As avós tinham razão: o último bombom é sempre o melhor
Thinkstock/Getty Images
As avós tinham razão: o último bombom é sempre o melhor
Você guarda o último chocolate da caixa para comer mais tarde? Comemora o último dia de aula? O último beijo foi o mais especial daquele namoro que acabou? Deixa por último no prato a parte mais gostosa da comida? Aparentemente, saber que a última porçãozinha de uma coisa boa está na sua frente faz com que ela fique ainda melhor, de acordo com um estudo da Universidade de Michigan.

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Os psicólogos Ed O’Brien e Phoebe C. Ellsworth recrutaram 52 estudantes para um teste com bombons para descobrir se alguma coisa que está sabidamente acabando dá mais prazer do que se a pessoa soubesse que via ter mais.

O experimento consistiu em cinco bombons em sabores diferentes (ao leite, amargo, creme, caramelo e amêndoa) em ordem aleatória, oferecidos num saco em que o participante não sabia quantos bombons havia. No quinto chocolate, alguns participantes foram informados de que havia mais um, e outros de que era o último.

Independentemente do sabor, o quinto chocolate tendia a ser classificado como mais gostoso quando era avisado que era o último. Quem estava no grupo avisado do último chocolate também afirmou que todos os chocolates estavam mais gostosos do que o outro grupo.

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Fernanda Coronado estende o prazer de alguma coisa deixando-a para o final
Arquivo pessoal
Fernanda Coronado estende o prazer de alguma coisa deixando-a para o final
A fotógrafa Fernanda Coronado, 36 anos, tem “mania de último”. “Deixo no prato aquela parte que é mais gostosa, mais temperada e que me dá mais prazer no paladar”, afirma. Até uma guloseima qualquer tem hora especial. “Deixo pra comer depois que eu já fiz tudo que era importante. Assim, aquele prazer de relaxamento fica marcado junto com o sabor”, afirma. “Se você sabe que é o último, tende a gostar mais”, diz O’Brien. “É motivacional.”

Portanto, mesmo se você teve um dia ruim, ele pode acabar bem. “Experiências longas e dolorosas que terminaram de forma relativamente prazerosa são melhor lembradas do que experiências dolorosas curtas mas que acabam mal”, diz o psicólogo. Portanto, vale experimentar a técnica de Fernanda. “Também deixo para fazer por último no dia as coisas mais gostosas. Trabalho em casa. Então, no final do dia, com aquela brisa da noite, dou uma volta de bike por dois ou três quarteirões”.

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