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Novas meninas de rua assumem vaidade e liderança

Primeira reportagem da série especial sobre as novas meninas de rua mostra mudanças no perfil das garotas

Fernanda Aranda e Heloisa Ferreira, iG São Paulo

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Enquanto um grupo de meninas de rua de São Paulo virava notícia nacional por furtar e assaltar lojas do bairro da zona sul paulistana chamado Vila Mariana, no centro da cidade Bruna pintava as unhas no estilo francesinha, Bia alisava os cabelos com chapinha com ajuda de um creme especial, Silvia passava batom rosa e pensava se finalmente beijaria na boca.

Foto: Daniel CB

“Não é porque a gente mora na rua que não gosta de se arrumar. Sou mulher, ué”


Entenda: Mães de meninas suspeitas de arrastões na Vila Mariana são presas

Os produtos de beleza eram usados a céu aberto e ajudavam a transformar a aparência de três das 6.800 garotas que dormem, vivem e sobrevivem ao relento, conforme contabilizou o censo de meninos e meninas de rua feito em 75 cidades brasileiras e divulgado há cinco meses pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

Durante os últimos 40 dias, o iG acompanhou a rotina de Bruna, Bia, Silvia e outras 11 “meninas do asfalto” da região central de São Paulo para tentar desvendar quem são estas garotas espalhadas pela cidade. Esta é a primeira reportagem da série, que continua nos próximos dias.

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“Tive que aprender a amar meus filhos”
“Formiguinha” de 1,50 metro lidera grupo de 20 crianças de rua

O salto alto e as roupas que imitam peças de grifes famosas chamam a atenção de especialistas e educadores por enfeitar quem não tem casa. Dentro da complexidade de facetas destas meninas, em meio ao furto, uso compulsivo de drogas, ingenuidade e realidade perversa, eles notaram também uma outra mudança: a ascensão feminina à liderança dos grupos de crianças de rua.

Foto: Daniel CB Ampliar

Eliane prefere passar esmalte clarinho quando não tem acetona. “Senão fica tudo borrado”

Três papéis
Para Elder Cerqueira, coordenador de Psicologia Social da Universidade Federal do Sergipe e pesquisador da situação de vulnerabilidade das crianças brasileiras, houve mudanças nos últimos anos, e a menina de rua hoje pode desempenhar, em linhas gerais, três papéis diferentes.

Um deles, já bem antigo, é quando ela se masculiniza - com cabelos curtinhos e bermudões - para se proteger. “Não é reflexo de uma possível homossexualidade, mas uma ferramenta de inserção em um grupo já quase totalmente masculino”, pontua Cerqueira.

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Outra possibilidade é usar a própria sexualidade como mecanismo de aceitação. Ser a namoradinha de um dos garotos ou uma espécie de objeto sexual que passa de mão em mão entre os meninos da turma.

A terceira função, mais recente e ainda minoritária, é a de líder do grupo. Caso das meninas da Vila Mariana e daquelas que a reportagem acompanhou no centro.

No mesmo colchão
Sob um viaduto do centro de SP, a reportagem encontrou os três perfis descritos por Cerqueira dormindo em caracol, com mais 20 meninos e meninas emaranhados no mesmo espaço, para tentar amenizar o frio de 10º C.

Deitada no colchão de espuma, Gisele, 15 anos, exibia orgulhosa uma aliança dourada na mão direita, símbolo do compromisso com Marcos, que se esquentava com ela embaixo das cobertas.

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Gisele é amante e cúmplice. Naquele final de manhã, eles foram despertados pelos gritos de dois policiais militares que questionavam o “comportamento suspeito” de Marcos. O menino se defendeu das acusações de furto, usando a figura da “esposa”. “Estou aqui tranquilo com minha mulher. Não fiz nada de errado”. Ela sorria aos homens de farda e escondia a carteira com notas de R$ 10 que o garoto jurava não ter pegado de uma pedestre.

Foto: Daniel CB Ampliar

Gabriele prefere os cabelos lisos. “Eu fiz chapinha, você viu?”



Muito próxima a Gisele, no mesmo colchão fino, uma criança de cabelos curtos e corpo franzino quase passava despercebida de tão pequena. Muito quieta e usando roupas largas, Kelly, 12, é facilmente confundida com um menino. E quando confundem, nem sempre ela corrige. Gosta de ser dúbia assim.

Já para Bruna, 12 – que tirava piolhos de Kelly – a melhor forma de proteção não são os bermudões ou namorados e, sim, a presença de Bia, 19, aquela de unhas francesinhas e a quem Bruna chama de “mãe de rua”.

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Líder
Entre gritos e palavras de conforto, Bia organizava o grupo – meninas e meninos. “Júlio, pede desculpas já!”, ralhava, depois de uma confusão por causa de um brinquedo. “Pega aquilo para mim. Vai lá e compra um lanche. Vem aqui que eu vou te arrumar. Vai tomar banho porque você tá muito sujo”, foram só algumas das ordens dadas por Bia e testemunhadas pelo iG em menos de meia hora de convivência com o grupo.

Foto: Daniel CB Ampliar

O macacão roxo com fivelas é só uma das formas de Karen mostrar sua vaidade

Marina, 17, manda mais quando a amiga Bia não está presente. Em um dos dias em que acordou de mau humor, pediu o celular emprestado para um assistente social, telefonou para a mãe biológica e, quase antes de dizer alô, ordenou: “Mãe, vê se limpa a casa direitinho que hoje eu vou voltar para aí e levar meus amigos!”. Com a mesma rispidez, trata os adolescentes que orbitam o entorno da menina de mechas claras nos cabelos e inseparáveis brincos de argola.

Em um grupo de meninos e meninas de rua diferente, Manuela, 26 – que após quase duas décadas na rua perdeu a maior parte dos dentes e acumula escaras na pele - ainda guarda características femininas que fizeram dela uma líder e a ajudam permanecer no “poder”.

São características também de Marina e Bia. Elas, ao mesmo tempo em que expressam cuidado materno com os mais novos, também são responsáveis por fornecer cola, tíner e maconha às crianças. Os entorpecentes misturados à proteção fazem os filhos fictícios não quererem sair de seus domínios.

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Estes dois lados da liderança das meninas são considerados pelos educadores ora saudáveis, ora cruéis. “Não sabemos quanto tempo vai durar este papel de líder assistido recentemente nas meninas, mas o que percebemos é que esta garota, ainda que na posição de liderança, acaba caindo no mesmo ciclo que já destruiu os meninos no passado”, prevê Elder Cerqueira. “Este ciclo é formado por droga e disputa de poder, dois fenômenos que aproximam a violência do universo feminino”, conclui.

Expulsão e refúgio
Também como já aconteceu com os meninos, um ponto comum que permeia a história das meninas do asfalto está na trajetória das 14 que contaram um pouco de sua vida para a reportagem: todas, de alguma forma, já experimentaram capítulos violentos em suas residências de origem. Isto faz das ruas um lugar aparentemente mais seguro.

“São vários fatores que expulsam as crianças do convívio familiar”, afirma Marcelo Caran, coordenador do Projeto Travessia, que atua na defesa dos direitos das crianças em situação de rua do Centro.

Segundo ele, ficar sem teto acaba sendo uma opção de refúgio para quem viveu conflitos graves familiares, miséria absoluta, uso de drogas e violência por parte dos pais ou padrastos.

Bruna, por exemplo, faz tempo que não toma banho quente, mas nunca mais precisou ajoelhar no arroz por três horas, como diz que sua mãe a obrigava a fazer quando ela não limpava a casa direito. Marina também não precisa mais lidar com o espancamento do pai, que deixou cicatrizes por todo o corpo. Gabi, 15, não fica mais sozinha, como acontecia quando os pais saíam para usar crack e álcool e passavam três ou quatro dias sem dar notícia

“A priori, a rua se apresenta como uma nova opção de liberdade. Mas isso não se confirma a partir do momento que a criança ou adolescente começa a ter um convívio com as perversidades próprias da rua”, diz. “Com a utilização delas para o tráfico de drogas e o abuso sexual, o sonho de liberdade começa a se transformar em um universo perverso.”

Menina-mulher
A utilização da mão de obra destas meninas para o tráfico, roubo ou furto, além do corpo delas para a exploração do sexo, traz tons de ressalva para a vaidade que, em alguns casos, as acompanha.

“Na rua, as crianças ou atraem olhares de raiva, como se as pessoas repudiassem a existência delas, ou de pena”, descreve Maria Stela Graciani, doutora em Pedagogia da Educação pela PUC e membro do Conanda. “A beleza e a preocupação com a estética chegam para brigar com esses dois estigmas. Cabelos pintados, unhas pintadas, tudo contribui para diminuir este tipo de julgamento.”

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"Não é porque a gente mora na rua que não gosta de se arrumar. Sou mulher, ué”, diz Eliane, 20, na rua desde os treze. As meninas, de alguma forma, sabem o poder de transformação da vaidade. Por isso, elas acordam parecendo que têm 5 anos de idade – já que a maioria é desnutrida - e ficam com a imagem infantilizada até a hora do almoço, período em que só esmolam.

Com o cair da tarde, tiram a chapinha com estampa de onça da mochila, passam sombra e blush e saem dos banheiros dos comércios do centro – onde usam tomada e espelho – com aspecto já adulto e até um pouco sensual. É aí que podem furtar ou atender aos pedidos de adultos que as convidam para uma volta de carro ou a pé.

“Eu vejo essa transformação diária. Nesse ponto, a vaidade muitas vezes pode estar associada à exploração sexual”, afirma Márcia Lima, educadora do Projeto Travessia.

A criança de 5 anos e a mulher de 30 que, ao mesmo tempo, moram na mesma menina de rua aparecem, por vezes, simultaneamente. Tem dias que elas só usam maquiagem para pular amarelinha ou brincar de Corre Cotia, no mesmo espaço em que cheiram cola e seduzem meninos.

Das 14 meninas mulheres acompanhadas pelo iG, 3 foram apreendidas na Fundação Casa (Marina, Bruna e Silvia) por furtarem refrigerantes; uma delas nunca mais apareceu no grupo; uma quarta abandonou o emprego e as outras podem estar por aí, brincando e retocando o batom.

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42 Comentários |

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  • Denise | 22/08/2011 22:22

    Excelente matéria. Não, as meninas não foram transformadas em heroínas. Acredito que a sociedade tem sempre muito a ganhar ao ver os dois lados da moeda de todas as histórias. Entender o que há por trás da atitude de pessoas que agem de má fé e então conhecer o que realmente pode ser feito para "curar" estes problemas. De que adianta ficar a tarde inteira assistindo ao Datena, que só critica e instiga a raiva em todos aqueles que o assistem? O intuito desta matéria não é mostrar anjos e nem demônios, mas sim nos fazer pensar. Pensar, oras bolas! Somente descobrindo a origem dos problemas e a essência das pessoas é que se pode fazer uma real transformação. Levar estas meninas pro abrigo e dar um prato de comida? É bonito, prático e rápido, mas não resolve toda a questão dos problemas que passaram e passam em casa, dos problemas da nossa política e da sociedade (me incluo nesta. O que tenho feito para mudar esta situação? Confesso que não muito). Precisamos ter mais uma visão CRÍTICO-ANALÍTICA. E se conhecermos sempre somente um lado da história, estaremos sendo somente críticos, cegos e coniventes com tudo.

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  • Bia Cardoso | 14/08/2011 22:04

    Fico muito feliz de ver uma reportagem como essa no IG. É uma realidade cruel e real que precisa ser mostrada e mais do que isso, essas meninas precisam ter voz, pois na sociedade elas não são ninguém. Todos lhe viraram as costas. E em meio a tantas contradições vemos que o futuro de diversas meninas pode estar marcado pela violência e pelo abandono. Excelente matéria! Precisamos agora pensar em como mudar essa realidade.

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  • Mauricio | 14/08/2011 16:49

    Excelente! Parabéns à equipe da IG pela reportagem. Parabéns também ao Sr. José Eduardo pelos comentários.\nOs seres humanos que estão à margem da sociedade também têm sonhos e vaidades, mesmo que já em tão tenra idade já estejam de alguma forma fadados a um futuro sem expectativas.\n

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  • Ônus-Afetivo | 14/08/2011 12:47

    Tradução da "matéria" (se é que isso pode ter esse nome)\n.\nO IG, petista até a medula (será que é por causa dos incentivos oficiais, propaganda de estatais? Será possível?), apresenta aos leitores e incautos, o novo curral eleitoral petista: os meninos e meninas de rua e toda a rede "sociológica" que os circundam e que fatura (alto) em cima de sua miséria (deles, meninos e meninas de rua)\n.\nPT, o partido mais corrupto e anti-brasileiro da história!\nCurrais eleitorais prá cima de nós, PT!

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  • José Eduardo | 14/08/2011 10:11

    Parece claro que a matéria está muito acima da compreensão de certos leitores que, do alto da salinha confortável com acesso à internet, passam a vida com medo de tudo o que pode tirar deles um pouco do muito que têm. A reportagem é um momento raro de humanidade, um sopro do que se vê na imprensa quando se fala em pobreza e meninos (as) de rua. O fato de as meninas terem vaidade, ou se vestirem de determinadas maneiras para sobreviver, não releva a futilidade na abordagem, como alguns querem acreditar. Mostra que são crianças iguais a todas as outras: não são pessoas sem gosto ou vontade nem vivem com caras de abortadas, como alguns simpatizantes de grupos de extermínio que se manifestam aqui adorariam que acontecesse. Elas simplesmente estão vivas. E liderança, vaidade, orgulho e coragem - tudo o que foi mostrado na matéria - são sinais de que essas meninas estão vivas, e dispostas a viver. Ainda. Esse é o erro delas, na avaliação de muitos que usam este espaço para dar vida a um discurso de higienização. Estes estão mais preocupados com a segurança do toca-fitas do que em entender o que faz com que essas meninas sejam empurradas para uma realidade aparentemente diferente da deles. Uma realidade que, no fim, não fica tão longe da dos filhinhos da classe média que pegam o carro dos pais, arrebentam mendigos nas ruas, botam fogo na balada, agride professores (sim, porque estão pagando). Transgressão existe em todas as classes, em todas as idades (ou álcool e drogas são só consumidos em favelas?). A diferença é que uns podem trocar de camisa, pagar empregada, um carro novo ou um bom advogado. Aos que sobram (literalmente), só a dureza da lei, e a insensibilidade de gente se acredita vítima da insegurança e é simplesmente incapaz de olhar além da linha que aponta o seu nariz.

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  • José Neto | 14/08/2011 03:27

    É curioso ler alguns comentários e perceber que muitos qualificam este grupo de adolescentes como outra espécie. Estes leitores, como juízes, aplicam a pena máxima aos menores de exílio da raça humana.\nE, ainda, curioso a revolta de alguns com os jornalistas que entregaram a informação que não é digerida. Perceba, ninguém está exaltando a atitude das garotas. Apenas tenta-se detalhar os pequenos atos destes meninos, para que todos percebam que estes ainda são seres humanos. Para que a sociedade se identifique e tente criar uma solução ou uma atenção devida ao problema, não apenas que se sintam mal consigo mesmo, culpem as pessoas que trouxeram a informação, e mudem de site, para ler o que aconteceu no programa "A fazenda".\nPerceba, leitor, que ao criticar este tipo de entrevista, vc está colaborando para que tais crianças continuem sendo ignoradas pela sociedade. Este é um problema que não pode calar! Parabéns aos autores por levar estas informações ao confortável lar desfrutado pela minoria cega.

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  • Alberto | 13/08/2011 22:12

    Saudações a todos!\n\n\nDiferença:\n\nPoderiamos ler algo diferente em relação aos jovens.\n???????????????????\nEra da tecnologia.\nNa asia podemos ver na Indonésia jovens que com 23 anos saem da faculdade e são Engenheiros na área de computação se conversar com eles, não sabem o que é boate, sexo, balada, são virgens, isso tanto eles como elas.\nMas aqui é diferente, uma menina apanhou das amigas por dizer que era virgem.\nA diferença esta aí.\nA educação.\nSer educado se for homem é gay.\nE o Gentlemam, onde foi parar?\nTempos bons.\nInfelizmente tudo é oba, oba e assim vai e vai.\nUma professora que estava a fazer um curso pela USP Pós na França, relatou algo que sabemos.\nComo somos vistos lá fora?\nE a mulher que é decente aqui no Brasil, passa a ter uma imagem ruim.\nCertas mulheres Guerreiras, Lutadoras, Decentes sofrem por isso essa do Pós na França lutou conseguiu um lugar ao sol ser negra não a abalou foi e conseguiu (ser mulher e negra é uma barra) mas mostrou seu valor e por merecimento conseguiu.\nExiste muitos jovens jogados nesses depósitos desperdiçando a inteligência, a sabedoria, muitos poderiam prosperar, mostrar o lado Excelente que tem, mas...\nAi vem o merla e mela tudo.\nQUE TRISTEZA.\n

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    José Eduardo | 14/08/2011 11:36

    Alberto. A Indonésia está de portas abertas para vc. Não entendo por que alguém tão decente como vc perde tempo num país tão decadente como o nosso. Ah, a princípio, leia um pouco sobre a realidade de outros países antes de cuspir no seu. Vai saber que prostituição, exploração e vulnerabilidade infantil não são crimes que acontecem só debaixo do seu nariz. http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/indonesia-prostituicao-infantil

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  • edson | 13/08/2011 22:05

    Aquela garota com vidro de esmalte e o cigarro na outra mao. se é garota. nao devia estar fumando. a foto está mais para sensacionalismo do que para um alerta. pois nao devia aparecer com o cigarro. se a mensagem seria pelo abandono. o cigarro trais mau exemplo

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  • Jairo | 13/08/2011 21:24

    Poxa vida, como a inversão de valores está cada vez mais às vistas! Diante de crimes e barbáries que uma turma de trombadinhas fazem pelas ruas, a mídia os divulga como se fossem heróis, como se roubar, desacatar as autoridades fossem a coisa mais linda do mundo, como se estivessem na moda!! Como é que podem dar ibope à esse tipo de coisa, à essa nojeira... um bando de adolescentes que com certeza, por uma certa desestrutura em suas vidas, estão roubando, agredindo logistas, idosos pelas ruas (que poderão ser nossos pais, avós) e são mostradas ao público de um jeito enfeitado... disfarçado...com um ar de apologia.... \nPáginas no TWITER no FACE BOOK, onde já se viu, acompanharemos em tempo real a desgraça, o roubo, a agressão, o vício, a rebeldia? !!! exemplo para que as outras comecem a fazer também!!! \nSinto muito Fernanda, nota ZERO pra vc e para TV que divulga esse nojo de notícia!!

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