Rosemary perdeu o emprego. Conseguiu um que pagava menos, mas continuou gastando como antes. O resultado: dívidas

Rosemary não aceitou a mudança em seu padrão de vida e continuou gastando como antes
Arquivo pessoal
Rosemary não aceitou a mudança em seu padrão de vida e continuou gastando como antes
Rosemary Ferreira, 40 anos, é assistente financeira. Passa o dia lidando com dinheiro, acertando contas e cobrando dívidas e pagamentos atrasados. Mas isso não impediu que se visse na situação oposta: foi ela quem passou a receber cobranças. Há cinco anos, Rose perdeu o emprego. Conseguiu outro, mas passou a receber um salário equivalente a um terço do anterior. No mesmo ano, sua mãe, com quem morava, morreu. “Ela costurava em casa e recebia aposentadoria. Eram três fontes de renda, que caíram para uma, reduzida.”

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Mas Rose continuou saindo à noite e mantendo o mesmo estilo de vida e nível de gastos, bancados com a reserva financeira que tinha guardada. “Eu descontava a tristeza pela perda da minha mãe saindo, tentando me divertir”, conta. Quando se deu conta, já estava com dívidas de mais de R$ 5 mil. “Fui ao banco, negociei e consegui pagar, mas comecei a bola de neve de novo. Encerrei a conta lá, abri conta em outro banco, e logo estava devendo mais uma vez”, conta.

Envidada pela segunda vez, Rose passava mal de ansiedade. “Nunca deixei de comer, mas perdi muitas noites de sono pensando em como ia pagar as contas. Estava perdendo tudo. Me perguntava para onde estava indo essa minha vida?”, conta. Negociou novamente a dívida no banco, com juros mais baixos, mas não mudou o padrão de consumo. “Pensava: já estou lascada, deixa seguir mais um pouco, não vou deixar de me divertir.” Por medo do Serviço de Proteção ao Crédito, pagava as contas de água, luz e gás da casa pontualmente, mas com o desconto em folha de pagamento da parcela da dívida, sobrava muito pouco do salário.

As mudanças só foram definitivas quando ela fez um curso de reeducação financeira. Cancelou um cartão de crédito, reduziu o limite do banco e começou a cortar detalhes que nunca tinha pensado, como identificador de chamadas no telefone fixo, racionalização no uso água, luz e energia. Programas de lazer caros foram trocados por outros mais baratos, e o almoço em casa foi substituído por marmita, para poupar gasolina. Mas, acima de tudo, aceitou que não poderia continuar vivendo como se tivesse um dinheiro que não tinha. “Quando vi, já não estava devendo mais nada, e agora estou conseguindo até poupar. Em um ano e meio me livrei da dívida e mudei meu modo de vida.” Rose vive bem hoje com o mesmo salário e, de nome limpo, está poupando para dar entrada numa casa própria.

Agora que aprendeu, a assistente financeira garante que não entra mais no vermelho. “Esse foi meu erro: minha renda mudou e não mudei meu padrão de vida. Agora, além de poupar, consigo viajar e fazer coisas que eu quero”, comemora.

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