Relatório de organização norte-americana analisa a situação das mulheres nas hierarquias de poder do país

Nos Estados Unidos, as mulheres estão dentro de
todos os setores e ocupam de um a dois de cada
três cargos, entre pequenos e médios
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Nos Estados Unidos, as mulheres estão dentro de todos os setores e ocupam de um a dois de cada três cargos, entre pequenos e médios
Atualmente as mulheres compõem apenas 18% dos cargos de liderança em diferentes setores da área trabalhista norte-americana – e ainda ganham 21,3 centavos a menos do que cada dólar faturado pelos homens. Porém, de acordo com recente relatório lançado pela White House Project, organização norte-americana que luta pelo aumento das mulheres em postos de comando, 89% dos norte-americanos se declaram tranquilos com uma força feminina à frente.

Embora haja uma aceitação maior que antes de figuras femininas como líderes, de acordo com as principais revelações do relatório, as mulheres ainda ocupam apenas 3% dos postos de dirigentes das 500 maiores companhias públicas eleitas pela revista Fortune e, globalmente, os Estados Unidos ocupam o 71º lugar no ranking de 189 países em relação à força da mulher em representações políticas. Reino Unido, Japão, França, Afeganistão, Cuba e Paquistão são algumas das nações com maior presença feminina na política.

Marie Wilson, presidente do White House Project, afirmou ao programa de TV “Good Morning America” que a nova pesquisa demonstra que a inovação feminina deve dar as caras para que haja mudanças, seja na área empresarial ou governamental, entre outras.

De acordo com o estudo, ainda que as mulheres conquistem um número maior de diplomas universitários do que os homens, são poucas as que alcançam altos níveis nos setores de trabalho. No entanto, conforme afirmou Wilson, se as mulheres atingirem um terço dos cargos de liderança, a coisa muda. “Uma representação feminina de um terço realmente permite às mulheres que sejam elas mesmas, assim como aos homens. E o que estamos buscando é atingir um número suficiente de mulheres líderes para que, ao lado dos homens, ambos consigam contribuir igualmente”, disse.

No campo militar, a presença feminina representa o avanço mais rápido que em todos os outros setores. Entretanto, ainda há poucas mulheres no topo da hierarquia – assim como em indústrias petrolíferas, automotivas e bancárias, bem como a presidência do país: elas nunca estiveram no comando.

De acordo com Marie Wilson, a atual crise econômica apresenta uma oportunidade para as mulheres chegarem a lideranças, mas “cabe à sociedade realizar as mudanças necessárias para elas chegarem lá”. Dado o fato de que a paralisação do progresso feminino não se deve à falta de capacidade das mulheres, e muito menos à falta de desejo para exercer papéis líderes, a White House Project planeja novas maneiras de avanço, entre eles, definir metas e prazos para ocupação de altos cargos pelas mulheres, plano seguido pela Noruega – que, em 2002, obteve um aumento de 29% de presença feminina em postos de liderança em três anos.

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