As histórias engraçadas de Nina, Maggie e Duda. Entenda também como os animais pensam

Constrangimento: Nina adora livros, mas certo dia comeu uma camisinha
Arquivo pessoal
Constrangimento: Nina adora livros, mas certo dia comeu uma camisinha
Bete Santos, de 50 anos, chegou em casa depois de um longo dia de trabalho e teve uma surpresa desagradável: encontrou um livro despedaçado no meio da sala – obra da cachorra Nina, uma schnauzer que, na época, ainda era filhote. Curiosamente, Nina não escolheu qualquer livro para roer: detonou justo o “Adestramenro Inteligente”, do veterinário Alexandre Rossi. Dias depois, a história se repetiu, e o alvo da vez foi “Marley e eu”, publicação que deu origem ao filme de mesmo nome.

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“A Nina é gulosa por papéis, mas é uma cachorra seletiva, só come os livros que lhe interessam”, brinca a dona. Atualmente, a cachorrinha tem cinco anos, mas a mania continua. “Outro dia cheguei em casa e ela tinha pegado meus DVDs favoritos e mandado ver nas capas. Sorte que ela não gosta dos discos, e os deixou de lado”. A preferência por papéis é tanta que, numa noite de festas com mesa cheia de petiscos, Nina devorou – adivinhe – os guardanapos!

A estranha predileção pelos papéis, certa vez, cedeu lugar à gula por um objeto de borracha – e causou o maior mico que Bete já passou na vida. Numa tarde, ela passeava com Nina por um parque e encontrou duas senhoras, com quem ficou conversando. Quando percebeu já era tarde demais: Nina começou a lançar suas necessidades ali mesmo. Para piorar, no meio das fezes da cachorrinha estava lá, nítida, a prova de que o sexo da noite anterior tinha rolado com proteção. “Quase morri de vergonha”, conta ela sobre a camisinha. Mas nem essas artes aprontadas pela schnauzer diminuem o carinho da dona por Nina – elas costumam dormir na mesma cama todas as noites.

nullO carinho também é característica da relação de Maggie, uma fox paulistinha de 10 anos, com seus donos, uma família formada por cinco pessoas. Sempre que Marina Baptista, 22 anos, tenta sair de casa, Maggie se agita, late e corre de um lado para o outro. Mas é quando sua dona fecha a porta que um fato divertido acontece: Maggie se pendura na maçaneta e por ali fica, presa pelos dentes, por alguns segundos. “Quando ela era filhote agiu assim uma vez e meu pai ficou se divertindo”, conta Adriana, 23 anos, irmã de Marina, “hoje ele incentiva que ela faça isso, como se fosse uma brincadeira”.

Assim como Maggie, a chowchow Duda, de um ano, costuma demonstrar afeto com peraltices. Ela vive em uma casa com a empresária Sonia Fontes, 47 anos, e os filhos Renato Fontes, 17, e a estudante de psicologia Daniela Fontes, 23. “É só a Daniela deitar no sofá e se cobrir que a Duda abocanha o cobertor e sai correndo com ele pela casa”, conta Sonia, que aponta a filha como a vítima preferida da cachorrinha. “Ela só quer carinho. Às vezes chega a rosnar se ninguém corre atrás dela”, diz Daniela ao lembrar que almofadas e sapatos também são sequestrados.

Maggie tira uma soneca: olhando assim, até parece um anjo
Arquivo pessoal
Maggie tira uma soneca: olhando assim, até parece um anjo

Mas Duda também tem seu lado independente. Quando, por exemplo, a fome aperta, ela apela para um truque que aprendeu recentemente: abre a geladeira com o focinho e a patinha e petisca o que estiver em seu alcance – especialmente se for pizza ou queijo. Se sobrar comida pela pia ou na mesa de jantar, Duda também dá seu jeito para devorar tudo e não deixa nem o farelo para contar a história. Pobres formigas...

A fofíssima chow chow Duda. Vai dizer que conseguiria dar uma bronca nela?
Arquivo pessoal
A fofíssima chow chow Duda. Vai dizer que conseguiria dar uma bronca nela?
Quem tem cão de estimação sabe bem as traquinagens que eles são capazes de aprontar. Antes de relacionar tais comportamentos à birra, ciúme ou outro tipo de emoção humana, conheça um pouco mais sobre a mente deles na compilação feita a partir do livro “A Cabeça do Cachorro” (Editora: Best Seller), da pesquisadora Alexandra Horowitz, e aprenda mais sobre como lidar com seu animal. Aproveite também e deixe um comentário abaixo com as peraltices do seu cachorro!

O cachorro não é humano
Por mais que você saiba que são cão não é uma pessoa, talvez nunca tenha refletido sobre isso. Os cães percebem o mundo de forma diferente de nós. Eles podem aprender o que devem ou não fazer, mas nunca vão te desobedecer por “birra” ou qualquer outro sentimento humano. Eles são movidos por instintos, que não devem ser humanizados. O que ocorre, sim, é uma relação de dominação e submissão. É importante que o dono saiba manter seu cachorro submisso ou que procure ajuda profissional para isso.

Cães sentem apenas dois tipos de emoções: alegria e tristeza
Sentimentos como culpa, birra, raiva envolveriam conexões cerebrais mais complexas do que a dos cães. Eles ficam felizes ou ficam tristes. Todas as outras emoções que achamos que eles sentem são humanizações indevidas do cão. Ele é muito mais fácil de decifrar do que isso.

Há dois tipos de relação possíveis com seu cão: dominação ou submissão
Se você não conseguir dominar seu cão, pode pedir ajuda profissional para adestrá-lo. Mas, acredite, é possível submeter qualquer cachorro à vontade do seu dono, até os mais traquinas.

Nós vemos o mundo, os cachorros cheiram
“Quando um cão se volta para nós, não é para nos ver com os olhos, mas para deixar seu seu nariz nos veja”. O focinho é uma poderosa arma que usam para caçar suas guloseimas preferidas. O olfato é o sentido mais apurado dos cachorros e é a forma como mais conseguem interagir conosco. A partir dos cheiros que emitimos, eles são capazes até de deduzir nossas emoções.

Cães se comunicam (e encontram seu jeito de atrair atenção)
Estudos comprovam que cães apontam para os locais onde sabem que há guloseimas escondidas ou tentam indicar ao dono um objeto que queiram muito morder. E eles aprendem as técnicas para chamar a atenção de seus donos. Se, por exemplo, abocanhar seu sapato preferido ou tirar seu cobertor e sair correndo faz com que você se movimente sua direção, pronto, ele sente que te ganhou, mesmo que por alguns minutos.

O cachorro é o animal que melhor observa os humanos
Eles estão antenados com o que estamos fazendo o tempo todo e sabem o que é ou não comum. Conseguem detectar para onde nossos olhos estão apontando e descobrir, por exemplo. Em pesquisas feitas por especialistas, os cães se saíram melhores até do que os macacos e chimpanzés para seguir instruções humanas.

Cães são lobos domesticados
Os ancestrais dos cachorros eram lobos que foram domesticados durante centenas de anos. Nesse período, sofreram mutações genéticas e hoje são animais mansos (na maioria das vezes), que convivem em harmonia com seus donos. Mas a herança genética dos lobos continua lá e pode ser percebida em uivos, latidos mais fortes, rosnadas ou até na caça de um passarinho desavisado.

Cães preferem humanos a outros cães
Em diversos estudos foi comprovado que os cães preferem a companhia e a liderança de seres humanos do que permanecer em bando com outros cães, como faziam seus ancestrais lobos. Está cientificamente provado: o cão é mesmo o melhor amigo do homem.

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