"Tinha um marido maravilhoso e dois filhos ótimos. De repente, veio a doença e tudo desmorou", conta Adélia

A mãe de Reinaldo, Adélia Santina Reginato Tozarini, costureira aposentada de 71 anos, lembra que entre a descoberta da doença e a morte do filho foram apenas oito meses. “Naquela época, há mais de duas décadas, não havia tratamentos avançados e pudemos fazer muito pouco ou quase nada para ajudá-lo.” Reinaldo morreu de câncer no fígado, aos 22 anos.

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Adélia conta que seu filho sempre foi interessado pelos ensinamentos espíritas, mas que ela nunca tinha pensado em conhecer a crença. “Para ele, a vida não acaba aqui, tem algo além. Mas, naquele momento, minha rotina era tão boa que eu estava acomodada. Tinha um marido maravilhoso e dois filhos ótimos. De repente veio a doença e tudo desmorou.”

Em busca de respostas
A morte do filho foi um momento decisivo para Adélia. Ela procurou um centro espírita atrás de respostas para tamanho sofrimento. Não conseguia entender por que Reinaldo tinha ficado doente tão jovem. “Como tanta gente que perde um filho, eu queria trocar de lugar. Já tinha vivido 49 anos e ele estava no começo de tudo. Esse pensamento estava acabando comigo”, confessa.

Quando começou a estudar os ensinamentos espíritas, o objetivo era achar conforto. “Acreditar que vamos nos encontrar me deu esperança e abreviou meu sofrimento. Eu aprendi que uns vão mais cedo que outros, e agora aceito melhor a morte”, explica.

Adélia não acha que esse conforto possa ser confundido com resignação. Ela afirma que a doutrina ensina que é necessário cuidar da alma e do corpo também. “A minha crença não me faz ficar acomodada diante dos acontecimentos da vida. Temos que agir e tomar nossas decisões. Eu apenas compreendo melhor e aceito melhor minhas dores hoje do que no passado.”

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