Na França, “mademoiselle” não existe mais; no Brasil, o MPF briga para mudar verbete da palavra “cigano”; você concorda?

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Ao longo da história, palavras caíram em desuso por serem prejudiciais a minorias
Em 2012, as palavras estão em julgamento. No dia 22 de fevereiro, o primeiro ministro francês, François Fillon, ordenou que o termo “mademoiselle”, o equivalente em português a “senhorita”, fosse banido dos registros oficiais do governo. A decisão foi uma vitória de grupos feministas do país, que há tempos questionavam a necessidade da existência de uma palavra designando o estado civil da mulher – uma vez que tal distinção não existe para os homens.

No Brasil, o Ministério Público Federal entrou com uma ação em Uberlândia, Minas Gerais, para tirar o dicionário Houaiss de circulação . O motivo seria o fato de o verbete “cigano” ter como uma das acepções, a seguinte descrição: “que ou aquele que trapaceia; velhaco, burlador”. Ainda que esteja identificado o fato de se tratar de um sentido pejorativo.

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A palavra escolhida para comunicar algo pode ser a diferença entre xingamento e elogio. Alguns animais, por exemplo, geram comparações lisonjeiras: “tal garota é uma gata”, “ele está forte como um touro”. Outros indicam comportamentos pouco louváveis: “Galinha” é uma pessoa promíscua, “cobra” indica falsidade.

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Qual o limite do “politicamente correto”? Ao longo da história, diversas palavras podem ter caído em desuso por serem prejudiciais a grupos étnicos e minorias, mas se mantiveram nos dicionários como memória.

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