Hoje é dia de Nossa Senhora Desatadora dos Nós

No Santuário de Nossa Senhora Desatadora dos Nós, em Campinas, a prefeitura espera receber 20 mil fiéis e 240 ônibus

Verônica Mambrini, iG São Paulo |

O francês Denis Bourgerie, ex-aviador, já havia corrido mundo, sobrevoado do deserto do Saara ao extenso e profundo verde amazônico. Católico praticante, já era devoto de Nossa Senhora. Com um mês de vida, foi consagrado pela mãe, Jeanne, na catedral de Notre Dame e, devoto, em todos os países por onde andou, buscou conhecer as igrejas que pudesse, sobretudo às dedicadas à Maria.

Reprodução
O dia de Nossa Senhora Desatadora dos Nós é celebrado em 11 de dezembro
Chegou no Brasil há 35 anos, como piloto. “Vida de piloto é arriscada, voei muitos anos em garimpo, apesar da dor e de riscos, não morri. Não porque era melhor do que os outros, mas porque ela me protegeu. A mão dela estava sobre mim.”

Apesar da devoção antiga, um dia Denis foi tocado de forma diferente. Diante de uma das denominações de Nossa Senhora, recebeu um chamado: era a Desatadora dos Nós, celebrada em 11 de dezembro. Denis já morava no Brasil e já havia mudado de profissão, mas foi nesse momento que teve uma iluminação. “A primeira vez que eu vi a imagem da Desatadora foi impactante. Como um tapa na cara. É tão forte a mensagem que ela passa para mim”, relata. A história é contada em detalhes no livro “A Poderosa Nossa Senhora Desatadora dos Nós” (editora Verus), livro que acaba de lançar com Suzel Bourgerie.

Denis já havia construído uma capela dedicada à Maria Porta do Céu, por conta de uma experiência anterior, no Canadá. Localizada em Campinas, a capela recebia liturgias, missas, homilias e cantos gregorianos que começaram a atrair cada vez mais fiéis, e o espaço deixou de dar conta. Os fiéis recebiam a comunhão na rua mesmo. Ao encontrar a Desatadora de Nós, Denis pediu que ela cuidasse da ampliação da capela.

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No meio tempo, uma boate localizada em frente foi colocada à venda. Denis ficou aliviado, afinal, a cada fim de semana, ele recolhia dezenas de garrafas de bebida, seringas e preservativos. Um dia, o ex-aviador foi procurado por uma das fiéis que freqüentava a capela, casada com o dono da boate: ele queria vendê-la. Sem dinheiro para efetuar o negócio, Denis encerrou a conversa. Os meses se passaram e a boate não foi vendida. Oito meses depois, num dia 8 de março, Denis voltou a falar com os donos da boate e fechou negócio.

“Compramos, sem muito dinheiro, em muitas prestações, um templo imenso consagrado ao prazer, diz Denis na introdução do livro. Ele se lembra em detalhes das gaiolas de ferro onde as gogo dancers faziam suas performances, imediatamente destruídas, assim como os camarotes de vidro preto e o balcão onde ficava o bar. Só para aterrar a pista de dança, foram necessários 18 caminhões de terra.

Denis acredita que o que fez tem paralelo com o que aconteceu com muitos templos pagãos da França e da Itália, que foram transformados em igrejas cristãs. Aos poucos, a nova capela foi se transformando num santuário, com missas diárias, e chega a receber 3.500 pessoas, que enchem as paredes de faixas e cartazes de agradecimento por graças alcançadas. “Como se iniciou a igreja católica há 2 mil anos atrás? A maioria das templos pagãos se transformou em igrejas. Uma multidão de igrejas na Europa nasceu assim”, lembra.

Para maiores informações sobre como chegar no Santuário de Nossa Senhora Desatadora dos Nós, em Campinas, consulte o site .

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