Cinco perfis inspiradores de mulheres urbanas de várias regiões do Brasil: Val, de Belém, PA

Osvaldina Batista Valadares, Belém, Pará

Val Batista mora em Belém, no Pará, seus ancestrais são índios, ela começou a vida costurando e hoje é estilista, sua agenda está lotada de nomes famosos de Belém
Acervo pessoal
Val Batista mora em Belém, no Pará, seus ancestrais são índios, ela começou a vida costurando e hoje é estilista, sua agenda está lotada de nomes famosos de Belém
A capital do Pará tem a maior densidade demográfica da região Norte e é uma das 10 cidades mais movimentadas e atraentes de todo o Brasil. É na “metrópole da Amazônia”, como Belém é conhecida, que vive Osvaldina Batista Valadares, 45 anos. A Val, que tem ancestrais índios, começou a vida costurando e hoje é consultora de moda e estilista. Comanda um ateliê de moda em Belém do Pará e na sua agenda estão vários nomes da alta sociedade paraense.

Val é apaixonada pela vida e pelo povo paraense. “Somos afetivos, carinhosos, “chameguentos””, fala. Teve o primeiro filho aos 42 anos, sem ter programado e não vai arriscar outro “por causa da idade”. Mora em um apartamento com o marido, o filho e uma sobrinha de 21 anos que veio ajudar quando João, que hoje tem 3 anos, nasceu, e nunca mais foi embora: “Ela é a segunda mãe do João!”.

Quem manda na casa é ela, avisa. “Por incrível que pareça ainda consigo administrar minha casa, não sei se tão bem, mas consigo.” A rotina de Val é pesada, na sua ausência, é o marido, professor da Universidade Federal do Pará, que assume os cuidados familiares. A família tem ajudantes para as tarefas domésticas, mas Val gosta de ajudar quando consegue.

Na hora do programa de mulherzinha, ela dispara: “adoro fofocar com as amigas no salão de beleza”. Não que sobre muito tempo para dedicar a si mesma. “Gasto uma hora e meia por dia comigo, adoro passar meus cremes, caminhar...”

Nos finais de semana, o almoço da família é ela quem prepara e inclui, nas ocasiões especiais, o prato favorito a moqueca de filhote. Apesar do nome, filhote é o apelido do maior peixe de água doce do Brasil, a piraíba. Como faz quase todo mundo em Belém, Val compra o peixe no Ver o Peso, o mercado tradicional que deixa os turistas de queixo caído. Lá ela aproveita para comprar também a maniva (mandioca brava) para fazer maniçoba, uma espécie de feijoada típica do Pará. O capricho compensa, “nossos amigos adoram a ‘moqueca da Val’”.

Entre os projetos de Val para 2012 está conseguir perder 7kg. Mas com a fartura de frutas e legumes da culinária local, deve ser bem difícil. O doce favorito? Creme de cupuaçu. “é o doce mais típico daqui”.

Val acorda às 5h para caminhar, mas a sujeira nas ruas incomoda: “as praças de Belém, principalmente nos finais de semana, ficam cheias de lixo e os muros são cheios de pichações”.

O grande problema do Brasil é a pobreza, acha a estilista paraense. E a corrupção: “corrupção gera pobreza, se os políticos corruptos não desviassem verbas públicas para os seus cofres, teríamos uma nação próspera”.

Brasileiras do Norte ao Sul

Helena Silvia Fialho Moreira, de Brasília, Distrito Federal

Rejane Maria Siqueira Cavalcanti, de Recife, Pernambuco

Márcia Cristina Borges da Silva, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul

Osvaldina Batista Valadares, de Belém, Pará

Thais Prado Horta, de São Paulo, São Paulo

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