Flávia desconfiava de tudo. Acabou perdendo o namorado e ainda juntando o ex com uma amiga, de tanto dizer que a outra era a fim

Flávia Gomes Pereira, assistente pedagógica de 32 anos, recebia constantemente a visita do monstro de olhos verdes. Possuída por ele, chegou a revirar gavetas de namorados procurando provas de traição, tinha ciúme de amigos e amigas, da banda em que ele tocava e não dormia enquanto ele não ligasse e avisasse que estava em casa – anos antes de celulares serem populares. “Acho que só faltava eu ter ciúmes da mãe dele. Eu era o cão”, conta.

Aprenda com outros erros:
- Vício em amor destruiu a minha vida
- Arrisquei minha vida por farra
- Não aceitei a mudança no meu padrão de vida e me endividei

Era tanto ciúme que Flávia passou a viver grudada no namorado. “Esqueci todos os meus amigos, meu mundo girava em torno dele. E olha que os meus pais falavam para eu maneirar, para não ser tão grudenta”, diz. Se numa festa via o rapaz conversando com outra moça, Flávia já interferia e se apresentava: “Olá, sou a Flávia, namorada”. Durante os dois anos em que o namoro durou, ele foi paciente com ela. “Hoje eu vejo que não tinha o menor direito de mexer nas coisas dele. Onde eu estava com a cabeça? Se fosse outro acho que teria me mandado para o inferno por isso”, diz Flávia

O namoro acabou, claro, por iniciativa dele. E o ex foi atrás de uma amiga de Flávia. “De tanto eu encher a cabeça dele dizendo que ela estava a fim, acabei juntando os dois”, lamenta. “Tomei um pé, estava sem amigos e ainda por cima, com dor de cotovelo.” Mas a amargura serviu para Flávia aprender a se controlar. “Comecei a perceber o quanto as minhas atitudes eram infantis. Fui percebendo que não precisava ficar grudada, e que namorado não deixa de gostar só porque está longe.” Ela passou a valorizar mais as amizades também, e decidiu não se afastar mais quando começasse relacionamentos.

Não que Flávia tenha se livrado 100% do ciúme. “Um pouquinho, bem pouquinho, é bom para dar um temperinho na relação, mas tem que bem de leve mesmo”, afirma. “Não adianta ficar controlando horário, telefone, e-mail. Se for para rolar traição, vai rolar de qualquer jeito, independentemente da marcação cerrada”. Para ela, hoje o maior antídoto contra esse veneno da alma é a confiança. Nada melhor do que o coração em paz para poder curtir plenamente os relacionamentos.

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