Faça o teste e descubra! Confira dicas de especialistas em comportamento de pets

Ter um animal de estimação requer responsabilidade e bom senso em diversos aspectos da vida, mas as situações de trato social, no entanto, são as que costumam causar mais problemas. Uma pesquisa divulgada no último ano pela administradora de edifícios Lello aponta que 30% dos conflitos dos condomínios paulistas são gerados pelos cachorros – ou pela falta de educação de seus donos. O mesmo levantamento revela um grande crescimento na presença de cães nos apartamentos: se há dez anos havia um cachorro para cada doze apartamentos, a nova estatística sugere um cão para cada três unidades.
Tais dados comprovam o que muita gente já sabia, principalmente por sentir o problema na própria pele: os donos não sabem lidar com os seus bichos. Em lugares públicos, a convivência tende a ser ainda mais difícil. Situações de negligência e falta de responsabilidade são muito comuns, como deixar de recolher o cocô do animal ou não dominar o pet diante de pessoas que têm medo de cachorro.

Para estabelecer algumas regras básicas de comportamento, o Delas conversou com a consultora de etiqueta Claudia Matarazzo e os veterinários especializados em comportamento animal Priscila Felberg, da empresa Cão Cidadão, e Marco Ciampi, da Arca Brasil. Confira!

Cuidado com o filhote destruidor
Filhote rói tudo MESMO. Entre os quatro e oito meses (a fase pode variar de acordo com a raça) os cães passam pela chamada fase oral, na qual descobrem o mundo de uma forma muito particular: mordendo. Assim, qualquer coisa que estiver espalhada pela casa pode ser destruída em minutos por seus dentinhos afiados. Boa ideia é recolher bolsas e pertences dos possíveis visitantes, que certamente vão agradecer pela preservação de seus bens. Invista também em brinquedos apropriados para essa necessidade específica de seu cachorro.

Promova a socialização do animal

É também na fase oral em que o cachorro abre a "janela de socialização com o mundo", conforme afirmam os especialistas. Apesar de não saber direito se controlar em público, ele precisa ver gente e circular por lugares diferentes. A prática é importante para que o animal se acostume com o barulho da rua, trânsito de pessoas e outros bichos. Mas é importante que essa socialização seja feita com segurança. Se ele sentir medo no começo, uma dica é levá-lo no colo ou a bordo de uma bolsa apropriada.

A castração é recomendável
Essa é uma questão conflitante para alguns donos. Contudo, a maioria dos veterinários recomenda que os animais sejam castrados. Além de evitar possíveis problemas de saúde, como câncer e disfunções hormonais, a castração torna os animais mais dóceis e evita que os machos montem nas pernas das visitas ou que as fêmeas entrem no cio e provoquem comoção na cachorrada da vizinhança.

Adestramento é fundamental

Seu cão precisa conhecer os comandos básicos e respeitá-los em qualquer situação. "Senta", "junto", "quieto" e "fica" são ordens que ele precisa obedecer quando uma criança ou um adulto com medo estiverem por perto. Para isso, muitas vezes é necessário pedir a ajuda de profissionais. É importantíssimo que o dono tenha liderança e domínio sobre seu cão.

Faça passeios com qualidade
Passear aos trancos e barrancos por quarenta minutos em que você é puxado pelo cão não é legal. Muito mais interessante é passar esse tempo parado em uma esquina treinando comandos com ele. Isso vai garantir que o cachorro obedeça sempre que for preciso. Leve também alguns quitutes no bolso, para garantir a atenção dele até nas situações adversas.

Às vezes é necessário prender o cão
Por mais que o seu cachorro seja obediente, existem alguns momentos em que você terá que prendê-lo, por exemplo, durante as festas. Com a casa cheia, é altamente recomendável que o cachorro seja acomodado em um cômodo confortável com água e comida. Achou chato? Melhor que tomar um pisão na patinha ou comer besteiras que caem no chão. Mas lembre-se: isolar o seu cão sempre que você receber visitas não o ensinará a conviver com pessoas estranhas, além disso, ele poderá se tornar um animal agressivo. Nas ocasiões em que a reunião for mais íntima, pergunte aos convidados se eles têm medo de cachorro, e a resposta for negativa, vale integrar o seu melhor amigo à diversão.

Elevador é de serviço
E, mesmo no elevador de serviço, se houver alguém subindo com carrinho de compras, crianças ou mesmo uma pessoas que se incomode, espere até a próxima viagem!

Locais pet-friendly
Existem lugares públicos que aceitam animais, os chamados pet-friendly, mas mesmo assim é preciso conhecer as regras e os limites estabelecidos. Em shoppings, por exemplo, muitas vezes a circulação é restrita a apenas um dos pisos. Em restaurantes, é comum que os cachorros fiquem em uma área separada dos comensais.

Só leve se ele for convidado
Nunca leve seu cão para a casa de amigos ou para viagens se ele não for convidado e, mesmo que o convite seja feito, certifique-se de que você não estará causando problemas, tanto para ele quanto para os outros. Por exemplo, se você mora em um apartamento e seu cão não está acostumado a dormir no quintal, tenha certeza de que na casa de praia haverá um cantinho no qual ele possa dormir tranquilo. Providencie um cantinho para instalar um banheiro emergencial também.

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