Entregadores trabalham com a pressa de quem manda, quem recebe, quem está nas ruas. E mesmo assim, às vezes precisam esperar

Se a pressa para enviar é tanta, por que demoram a receber?
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Se a pressa para enviar é tanta, por que demoram a receber?
ENTENDA: CLIENTES MALCOMPORTADOS

Entregas pessoais, documentos de trabalho, a pizza do fim de semana: o entregador está lá, faça sol ou faça chuva. Indispensável para agilizar a vida cotidiana de quem vive nas grandes cidades, os mensageiros passam por muitos apertos. Muitas vezes, até quem usa o serviço ou recebe a encomenda dificulta um pouquinho mais a vida deles.

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“O maior erro é contratar de última hora. As pessoas pedem para o trabalho de uma semana ser feito em 20, 30 minutos”, diz Gilberto Almeida dos Santos, presidente do Sindicato dos Motoboys de São Paulo. “Outro problema é quando se passa uma entrega de urgência com algum erro nos dados. O motoboy bate cabeça com o guia de ruas, o que gera dificuldades e atrasos.” A responsabilidade de conferir o endereço e de garantir alguém para receber é de quem contrata a entrega.

Deslize comum, demorar para receber a entrega complica toda a rotina. “Já cheguei a esperar 25 minutos. É o tempo que eu levo para fazer quatro entregas. Tem gente que abusa e sequer deixa ramal de contato”, conta Joelson Brasiliano da Silva, biker da Carbono Zero Courier, que chega a fazer 30 entregas num dia pesado.

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“Tem cliente que vai viajar, e pede para adiantar a entrega, como se fosse o único”, completa. Para evitar esse tipo de situação desagradável, o melhor a fazer é se organizar com antecedência para contratar o serviço, e garantir que tenha alguém para receber a entrega. “Sexta-feira é o pior dia. Às vezes temos que voltar no sábado, cobrindo por nossa conta, porque o cliente deveria estar esperando e demora, atrasando todas as entregas”, diz Rafael Mambretti, sócio da Carbono Zero.

Outro problema comum é quando a portaria dificulta, não indicando onde motos podem ser estacionadas e tentando impedir que o entregador pare a bicicleta em postes na rua. Um problema compartilhado de bike messengers e motoboys é o preconceito. “As pessoas generalizam muito”, diz Gilberto, que acredita que os problemas diminuiriam se a categoria fosse regulamentada, com obrigação de placas especiais e licença de trabalho.

PRESTADORES DE SERVIÇO REVELAM MAIS COMPORTAMENTOS DESAGRADÁVEIS:

Porteiros
Garçons
Manicures
Taxistas

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