Hospital inaugura serviço em que parentes e amigos podem acompanhar, virtualmente, o nascimento do bebê

Talita acompanha o nascimento do sobrinho diretamente de Barcelona, na Espanha
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Talita acompanha o nascimento do sobrinho diretamente de Barcelona, na Espanha
Enzo nasceu no dia nove de abril, às 11h09, horário de Brasília. Em Barcelona, na Espanha, onde Talita Faleiros assistiu ao parto da irmã, o relógio marcava 16h09. O parto do menino foi transmitido via web.

Além de Talita, o nascimento de Enzo também foi acompanhado por Priscila, uma amiga de Tatyana Gonçalves, mãe do bebê, que vive em Piracicaba, interior de São Paulo.

O serviço, que começou ser oferecido pelo Hospital e Maternidade São Luiz, de São Paulo, nesta segunda-feira, 12, encurta distâncias e coloca, virtualmente, um número ilimitado de amigos e familiares dentro da sala de parto, seja ele normal ou por cesariana. A idéia do projeto, segundo a coordenadora clínica da Maternidade da Unidade Itaim, Márcia Maria da Costa, é permitir que a emoção seja compartilhada.

“Em geral, os parentes e amigos que não podem estar presentes no momento do parto ficam bastante ansiosos por notícias. Com esse novo serviço, o hospital possibilita a essas pessoas, que podem estar em outras cidades ou países, a oportunidade de acompanhar, em tempo real, a chegada do bebê.”

A câmera instalada no centro obstétrico é controlada por um técnico, posicionado em uma cabine anexa à sala de parto. O aparelho capta apenas a imagem do rosto da mãe e do acompanhante, além do bebê. Costa explica que a proposta não é expor ou mostrar detalhes do parto, mas sim a emoção do primeiro contato dos pais com a criança. “Oferecemos um serviço ético, que não compromete a paciente, não dá detalhes do parto, apenas socializa a emoção.”

Caso ocorra alguma complicação no momento do parto, a transmissão é interrompida imediatamente, ressalta a médica. Para que não haja pânico entre os familiares, uma mensagem informando falha na conexão aparecerá na tela. “A mensagem de erro informará falha na conexão. Depois, cabe ao acompanhante informar aos que acompanhavam a transmissão o ocorrido.” Ela afirma, porém, que o uso desse tipo de serviço não é aconselhado quando a gravidez apresenta algum risco.

O conteúdo das gravações é confidencial e o acesso às imagens é feito pelo site do hospital. No momento da internação, um login e uma senha são entregues à paciente, que distribui o código aos parentes e amigos. “O hospital não tem acesso à senha. A segurança da informação depende da paciente, que decide quem pode assistir ao parto.”

As imagens ficam armazenadas no site durante 90 dias. O serviço é opcional e gratuito a todas as mães que realizarem seus partos no hospital. Todas as salas da unidade do Itaim já têm a ferramenta. Para quem está do outro lado, basta uma conexão de internet com banda larga.

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