Mãe dos ídolos dos adolescentes Pe Lu, Fiuk e Mia falam sobre ciúme, saudade e a vida em casa

Fiuk ao lado da mãe ciumenta e das irmãs
Divulgação
Fiuk ao lado da mãe ciumenta e das irmãs
Nos palcos, na rua, nas redes sociais, eles são celebridades. Mas em casa, os ídolos adolescentes Pe Lu, Fiuk e Mia são apenas os filhos de Tereza, Cristina e Rita. “Aqui você é meu filho e não um superstar”, costuma dizer Tereza Convá, mãe de Pedro Lucas (Pe Lu), do Restart.

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O cantor mora na casa dos pais e, assim como quando era mais novo, horários e limites ainda são discutidos. “A vida noturna sempre foi negociada, mas agora ele já tem 20 anos”, contemporiza a mãe. O horário pode até ser flexível, mas uma regra é obrigatória e Tereza diz que Pe Lu tem de cumprir religiosamente. “Não importa a hora, ele tem que nos dar boa noite com beijo e abraço”, revela.

Em meio a tantos shows e a uma agenda tão movimentada do filho, os momentos em família são mais raros e Tereza sofre com saudade. "Depois da fama, eu sinto muito a falta dele. É mais difícil ficarmos um bom tempo juntos, pois a agenda agora é cheia de compromissos fora de casa", desabafa.

Ciúme

Pe Lu, ainda bebê, no colo do pai e ao lado da mãe, Tereza
Arquivo pessoal
Pe Lu, ainda bebê, no colo do pai e ao lado da mãe, Tereza
Para diminuir o sentimento e acompanhar mais de perto o universo do filho e a movimentação dos fãs, ela usa a internet. Uma conta no Facebook, duas no Twitter, mais o perfil engraçadinho feito para ela – o @sogrinhatereza - pelo fã-clube da banda. Nesse último, simpática, ela se comunica com as inúmeras candidatas ao posto de nora e garante que não se sente enciumada.

Ao contrário dela, a artista plástica Cristina Kartalian confessa ter ciúme – e muito! – do assédio ao filho, o cantor Fiuk. "Ciúme de mãe não muda, com ou sem fama", confessa.

As redes sociais têm sido extremamente úteis para elas acompanharem mais de perto a vida dos filhotes. Assim como Tereza, Cristina segue a vida do filho famoso por meio dessas ferramentas. “Tenho Twitter, Facebook e compro todas as revistas em que o Fiuk aparece”, conta, no melhor estilo tiete.

O telefone também é fundamental nessa relação à distância. A cantora Mia, vocalista da banda CW7, liga para a mãe várias vezes ao dia. “Meus amigos comentam: ‘você vai ligar de novo para sua mãe? É a quinta vez'", ri.

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E quando só o virtual não dá conta de aproximar mães e filhos, o jeito é mexer nas agendas e tentar um encontro, mesmo que rápido. "Quando eu passo dois meses em São Paulo, sempre dou um jeito de ficar pelo menos dois dias em Curitiba, onde moram meus pais. Ou eles tentam vir a São Paulo, inclusive para assistir aos shows", afirma.

Mia saiu de casa há um ano e hoje mora na capital paulista com os primos - integrantes da banda -, mas confessa que se sente muito segura mesmo vivendo longe. A mãe não estranha. “A Mia sempre foi muito independente, por isso acho que não foi muito difícil“, admite Rita de Cássia Neves.

Reconhecimento
A fama dos filhos acabou alcançando também suas mães. Cristina é reconhecida na rua e já foi parada para tirar fotos. “Abro um sorriso enorme quando sou abordada pelos fãs do meu filho”, relata a mãe coruja. Rita de Cássia Neves também passa pela mesma situação. No último dia 17, depois de uma apresentação da banda CW7, teve de posar ao lado dos admiradores. “Você não imagina quantas fotos eu tirei!", comentou.

Sucesso e trabalho
Em comum, além dos filhos famosos, essas mães têm a preocupação de evitar que aquela criança carinhosa, atenciosa e leal não se deslumbre com a fama e o sucesso. Cristina, que deu a primeira guitarra ao filho Fiuk e insistiu para que ele continuasse nas aulas de música, dá a receita. "Devemos encarar e tratar o trabalho deles como outro trabalho qualquer. A fama é apenas uma consequência daquilo que ele constrói. E isso é positivo", afirma. "Sempre conversamos a respeito de tudo. Ensino, mas também aprendo com ele. Ninguém vive a vida do outro."

Para Rita de Cássia, conversar ajuda não só a manter os pés no chão, mas também a evitar o envolvimento com pessoas de índole duvidosa. ”Trocamos muitas ideias sobre interesse e outros assuntos, e hoje vejo que ela está bem preparada.” Tereza completa reafirmando os valores familiares. “Temos amigos e uma família grande, então, quem nos cerca de verdade são eles.”

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