Não importa de onde elas sejam, as mães costumam ser guiadas por uma preocupação principal: o cuidado com os filhos

“Mãe é sempre igual, só muda de endereço”. Quantas vezes você já não ouviu essa frase? E não é que nela há um fundo de verdade? Não que todas as mães sejam iguais, mas elas definitivamente têm algo em comum quando o assunto é relacionamento com os filhos: a vontade de protegê-los a qualquer custo. Porém, as maneiras de fazer isso são diversas e variam de acordo com os hábitos culturais de cada país.

Na Itália, o maior cuidado das mães é com cabelos molhados dos filhos. Sim, é isso mesmo! Faça frio ou faça sol, elas não deixam seus filhos saírem de casa se as madeixas não estão secas. A desculpa para convencê-los é que o ato pode causar problema na coluna cervical.

Na China, há uma superstição, que é passada de mãe para mãe há milênios. Quando o filho ainda é pequeno, ela o ensina a jamais, em uma conversa entre eles, pronunciar o número quatro. Em hipótese alguma a palavra pode ser dita. Isso porque, dizem os costumes, ela chama a morte. Ou seja, quando eles têm que falar “quatro”, são obrigados a sinalizar com a mão.

As mães japonesas, que têm a maior expectativa de vida do mundo (85 anos) e a menor taxa de obesidade (3%), segundo a Organização Mundial de Saúde, ensinam os filhos desde pequenos a não comerem demais: elas falam "hara hachi bunme", que quer dizer algo como "coma até estar 80% satisfeito".

Mães de famílias gregas tradicionais ensinam os filhos desde pequenos a não deixarem a roupa virada do avesso nunca. Chinelos de casa também não podem ficar com as solas para cima. O mito é que dá azar e chama a morte. Além disso, desde que se entendem por gente, os filhos aprendem com as mães a carregarem consigo um olhinho grego para afastar o mau-olhado.

Na tribo Kung, no deserto do Kalahari, na África, as mães são verdadeiras mães-cangurus: elas carregam seus filhos junto ao corpo o tempo todo com a ajuda de tiras de couro, inclusive enquanto dormem. Pesquisas feitas na tribo comprovaram que o esforço delas vale a pena: os bebês nascidos ali praticamente não choram.

No Brasil, parando em cidades do interior do Nordeste, é comum ver mães proibindo os filhos de dormirem com a cabeça molhada ou tomarem banho após as refeições - depois do café da manhã, reza a lenda, a pessoa pode ficar até com a boca torta caso entre embaixo do chuveiro. O mal que elas querem evitar que os filhos tenham, na verdade, é congestão, mas a prevenção é mito puro.

Ainda hoje, também no Nordeste, a quarentena – ou “resguardo” – é respeitada por muita gente, e mãe e filho ficam 40 dias trancados em casa, em repouso. O costume é seguido por famílias católicas tradicionais e as orações fazem parte do ritual. Além disso, as mães se submetem a uma dieta de comidas leves, em que a base é a canja de galinha.

As matriarcas brasileiras, em especial pelo interior do país, costumam ainda ordenar que os pequenos não misturem leite com manga – quem já não ouviu essa quando era mais novo? Este costume, aliás, é um dos mais difundidos em todo o país. Herança da época da escravatura, quando os senhores de engenho, para impedir que os negros tomassem o leite, teriam criado a lenda de que misturar manga com leite daria congestão e isso acabou incorporado pelas famílias, independentemente da cor da pele. 

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