Isabella, segunda menina de Ceila e Roberto, nasceu com a missão de ser irmã caçula da Gabi

Ceila segura Isabella, nome que ela escolheu há quase uma década
Edu Cesar/Fotoarena
Ceila segura Isabella, nome que ela escolheu há quase uma década
Ceila não foi a primeira dos Morais Pereira. Nasceu já com um irmão mais velho. Depois dela, viram outros dois. Um menino e outra menina. Desde sempre, Ceila Aparecida Morais Pereira saboreou todos os prazeres de ter companheiros dentro de casa. Brigou, aprontou, cresceu com os irmãos. Neste domingo, depois de alguns bons meses de tentativa, ela finalmente conseguiu dar de presente à sua primeira filha, Gabriella, de 9 anos, o deleite de não ser filha única.

Mas para essa história começar Ceila, professora de inglês, primeiro precisou conhecer Roberto, o administrador de empresa, que trouxe o casamento e o sobrenome Vignoni para formar um novo núcleo familiar. Há nove anos, o casal recebeu a notícia de que seriam pais de uma menina.

Gabriella, nome “bem brasileirinho” e forte, foi escolha de Roberto. Ceila adorou, mas pensou: “O próximo filho, eu escolho”.

A primogênita trouxe mais do que alegria. Gabriella foi companheira de Ceila e a ensinou que quase sempre é preciso controlar a ansiedade para poder aproveitar os outros sentimentos. “Fiquei mais calma, aprendi que os nossos sonhos nem sempre são sonhados por nossos filhos ou por qualquer outra pessoa. Por vezes, precisamos mudar o rumo das coisas. Fiquei madura”, conta.

Ceila, na verdade, ficou pronta para experimentar a maternidade mais uma vez. Dezesseis meses passaram, o teste não dava positivo e Gabriella continuava filha única. E, mesmo sem ter noção clara, foi nos ensinamentos da filha que a mãe descobriu o segredo para engravidar de novo, agora aos 39 anos, uma idade que ainda desafia o relógio biológico da fertilidade. “Quando eu lembrei que é preciso não deixar a ansiedade falar mais alto, as coisas aconteceram”.

E aconteceram mesmo. O médico deu a notícia de que a família, enfim, iria aumentar de tamanho.

A gravidez foi tranquila mas, por causa dos 39 anos de Ceila, os médicos optaram por uma cesárea. A conclusão das 39 semanas de gestação se aproximava e a data do parto precisava ser marcada.

Ceila faz aniversário dia 10 de maio, na segunda-feira. E dia 9, em 2010, seria o dia das mães. Dia de Isabella, nome forte e delicado, devidamente escolhido pela mãe (nove anos antes).

Às 9h25 a menina nasceu na maternidade paulistana Pró-matre (uma das principais da cidade) com a missão de ser irmã caçula. Gabriella, a mais velha, pediu na noite anterior a “despedida de filha única”. Saiu e brincou com a mãe o pai. Mas o domingo nem tinha amanhecido e a Gabi já estava de pé. Foi para a maternidade junto com a mãe, segurou na mão dela, assistiu ao parto. “Fiquei tão calma por causa da Gabriella, ela não imagina o bem que me fez”.

Gabriella nasceu mais branquinha. Isabella, cheia de cabelo, é mais morena, característica que o Delas descobriu junto com a mãe de segunda viagem. O Delas estava lá quando mãe e filha foram apresentadas. “Nossa, como ela é linda”, Ceila não cansava de repetir.

O dia das mães de Ceila virou Dia de Isabella. E por causa da Gabi, ela diz que o gosto da maternidade agora tem sabor de “amadurecimento, vitória, desafio e encantamento”.

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