Jaqueline, 20 anos, não imaginava que o parto doesse tanto - nem que seria tão feliz ao ver Maria Clara, sua primeira filha

Na véspera do Dia das Mães, a estudante Jaqueline Martins da Silva realizou o sonho que acalentou durante nove meses – o de ser mãe. De parto normal, após uma espera de quase 24 horas com muitas contrações e muita dor, a pequena Maria Clara veio ao mundo – para alegria dessa jovem que, aos 20 anos, trouxe para si a responsabilidade e o dom da maternidade.

O bebê foi, para ela e para o marido Jones Maia dos Santos, de 24 anos, querido e ansiosamente aguardado. Casados “no papel”, segundo a jovem mamãe, não são, mas a gravidez foi planejada e amparada no amor que os une. A notícia de que a família ia ganhar um novo integrante mexeu com todos. “Quando o pessoal descobriu que um bebê estava por vir foi uma festa na família inteira, uma alegria só. Meu pai, que é avô pela primeira vez comprou logo uma camisa do Flamengo para a bebê”, conta ela, que pretende ter mais cinco filhos.

Os pais de Jones cederam um espaço na parte de cima da casa onde vivem para que o jovem casal construa seu próprio lar. O quarto de Maria Clara já está quase pronto. O bebê vai ter seu próprio espaço.

Pré-natal e parto

Jaqueline, como milhões de brasileiros, não tem plano de saúde. Mas não reclama do atendimento público, apesar da distância do posto até sua casa. “Mesmo público, o posto me deu um atendimento muito bom. Fui bem tratada, em todas as consultas conversavam muito comigo, me ofereceram ajuda psicológica e curso para mamãe de primeira viagem. Não usei porque tinha total apoio da minha família. A parte melhor era ouvir o coraçãozinho do bebê nos exames. Fiz três ultrassonografias. Tive que pagar porque não tinha paciência de esperar a marcação, demorava muito”, conta.

Quando o grande dia estava para chegar, Jaqueline foi encaminhada primeiramente para a Maternidade Leila Diniz, na Barra da Tijuca. Como lá não tinha vaga, acabou indo parar na Maternidade Carmela Dutra, no Méier. A mãe e o marido estavam todo o tempo ao lado da parturiente. “Os dois queriam assistir o parto, mas o Jones acabou ganhando a vez (a direção da maternidade prefere que o pai acompanhe o parto como forma de participar efetivamente do nascimento da criança). Ele ficou emocionado, até chorou quando viu a filha nascer”.

A maternidade, que também é pública, não desapontou a jovem mãe. “Achei legal porque a maternidade não separa o neném da gente. Saí da sala de parto com meu bebê e, quando cheguei à enfermaria, comecei a amamentar a Maria Clara”. Os momentos mais difíceis? As longas horas em que Jaqueline sentiu dores e contrações até o nascimento do bebê. “Foi muita dor, eu confesso que não imaginava que doía tanto, mas valeu a pena tanto sofrimento”, frisou Jaqueline, olhando para Maria Clara, que mamava com olhos bem abertos para um neném com pouco mais de duas horas de nascido. “Eu não imaginava que (o amor de mãe) era assim tão grande e tão forte. Quando engravidei eu já amava a minha filha. Mas foi realmente no momento em que ela nasceu, que colocaram ela toda sujinha em cima de mim e eu vi a carinha dela, que senti uma emoção tão forte, mas tão forte. Foi uma sensação muito boa! Eu chorei muito”.

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