Lançado há 18 anos, o Dia Internacional Contra a Dieta propõe autoaceitação do corpo e diversidade de padrões

As musas de Fernando Botero, pintor colombiano: formas generosas
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As musas de Fernando Botero, pintor colombiano: formas generosas
Em 1992, a britânica Mary Evans Young assistia à televisão quando viu uma reportagem sobre uma mulher que voltava, pela terceira vez, para a mesa de cirurgia a fim de reduzir o estômago. Na notícia seguinte, uma adolescente de 15 anos cometera suicídio porque "não podia lidar com o fato de ser gorda". Ela usava manequim 14 - o que corresponde mais ou menos ao tamanho 42 brasileiro. As reportagens fizeram com que Mary Evans lançasse, quase sem querer, o 6 de maio como o International No Diet Day - em tradução livre, "Dia Internacional Contra a Dieta".

A inusitada sequência de reportagens atingiu Mary Evans de tal forma que ela decidiu enviar um manifesto para algumas emissoras e jornais locais. Intitulado "As Gordas Contra Atacam", o texto chamou a atenção da mídia e levou a ativista para a tv. No meio de uma entrevista, para dar continuidade à causa, ela conclamou o público a não deixar de celebrar o dia 6 próximo como o Dia Internacional de Não Fazer Dieta - inventando a data na hora.

Simbolizado por um laço azul - parecido com o vermelho que representa a luta contra o HIV, ou o cor de rosa, contra o câncer de mama - o dia se espalhou e virou uma tradição. A ideia da data é estimular a autoaceitação das mulheres em relação a seus corpos, além de promover a diversidade de padrões de beleza.

No site do INDD , Mary - também autora de um livro chamado "You Count, Calories Don't" (algo como "Quem conta é você, não as calorias") lista 10 razões para não fazer dieta - entre elas, "dietas não são sexy", "dietas podem se tornar distúrbios alimentares" e o simples e direto "dietas não funcionam".

Mas não se engane: a filosofia do INDD não endossa, de forma alguma, a ideia de excessos como atacar um pote de sorvete como se não houvesse amanhã. Entre as metas do dia, está a divulgação e defesa de "padrões alimentares não-restritivos e saudáveis, e atividades físicas não-punitivas e acessíveis a todos".

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