22/11 - 08:15
Pensar antes abrir a boca é sempre prudente
Depois que a briga de Dado Dolabella e Luana Piovani ganhou espaço na mídia, uma “falinha” da atriz Carolina Dieckmann sobre o episódio serve para lembrar que antes de abrir a boca é melhor pensar no que vai ser dito
Lícia Egger Moellwald
Durante uma entrevista, para mostrar que está numa nova fase, Carolina Dieckmann criticou Luana Piovani por ter levado o namorado a perder as estribeiras numa boate.
A frase de Carolina foi infeliz: ”No meu caso, isso não teria acontecido. Eu não provocaria meu namorado bêbado em uma boate. Também não brigaria em um local público. Simplesmente iria embora”.
Numa flechada só Carolina Dieckmann foi indelicada ao lembrar o episódio, disse que Dado estava bêbado e fora de controle, que a outra foi tola ao tomar a atitude que tomou e que agiria de maneira mais digna.
Depois de pensar na possível repercussão das suas palavras, a atriz recuou e tentou explicar "Olha, não estou tomando partido. Só estou dizendo que minha atitude seria diferente."
Embora este seja um episódio bobo e próprio do mundo dos artistas, serve muito bem de aprendizado para todas nós. Nada do que se fala pode ser pensado como gratuito. As palavras têm peso e dependendo do momento e de como são ditas podem melhorar ou denegrir a imagem de quem fez o comentário.
Neste caso, a infelicidade premiou Carolina porque, provavelmente, sem ter nada de peso para comentar, usou a briga do casal para mostrar que agora estava mais comedida e cautelosa na forma de agir.
Uma pena, porque a atriz se expôs mostrando uma grande falta de solidariedade feminina. Afinal, Luana e a camareira foram agredidas e estão processando o ator, que de bandeja foi colocado na condição de bêbado descontrolado.
Atitudes como estas não são incomuns, também, fora do mundo artístico. Quantas vezes, para mostrar que estamos por dentro de um caso, não comentamos sobre qual seria a melhor saída e, ainda, aproveitamos para adicionar uma pitadinha de maldade?
Comentar sobre a vida dos outros ou falar o que se pensa nem sempre é prudente. Principalmente quando a pessoa em questão não está perto e não tem como se defender. Neste caso, mesmo admitindo que Carolina Dieckmann é tão humana quanto qualquer uma de nós, teria sido mais elegante não falar nada. Afinal, além do comentário não ter ajudado a carreira dela, ainda a fez passar por indelicada.
Para Carolina só resta um conselho para ser usado no futuro, quando a língua coçar: é só lembrar que o silêncio não cobra nenhum ônus; ao contrário, costuma ser muito lucrativo.
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