08/05 - 14:22
Cinema, a máquina com dificuldades para fazer sonhar
Cuidado para não atrapalhar a diversão alheia com barulhos insistentes
Lícia Egger Moellwald
Será que existe um lugar melhor para sonhar do que no cinema ? Dizem os aficionados pela sétima arte que não. Os entendidos vão mais longe. Afirmam que, depois da invenção da grande tela, não aconteceu nada de relevante na área do entretenimento.
Verdade ou não, o que se sabe é que o cinema é capaz de levar nossos espíritos e pensamentos aonde a maioria de nós jamais poderia chegar ou acreditar. Quem não se comoveu até as lágrimas, lutou contra um grande monstro ou se apavorou durante um filme?
O cinema faz isso, a sala escura nos leva a esquecer a realidade e nos conduz à ilusão. Assim, nos transportamos facilmente para uma grande aventura ou para um combate implacável.
Mas para que seja possível “entrar”na história do filme é preciso silêncio e aí é que começa a complicação. Celulares, pipocas, chocolates, refrigerantes e conversas têm dificultado que platéia se deixe levar pelo sonho.
Mesmo com todos os avisos, filminhos bem bolados e pedidos de silêncio, a ida ao cinema tem se tornado um grande “corta barato”. Faz parte da brigada do desrespeito não só fazer barulho para comer a pipoca como também infernizar o ouvido do parceiro de cadeira com comentários sobre o que está por acontecer.
É uma pena, porque assistir a um filme é uma das poucas possibilidades que todos nós temos de sonhar. Pensando nisso, é de se acreditar que os que adoram fazer barulho não se permitem ao devaneio.
Seja como for, na próxima sessão de cinema é uma boa lembrar que a pipoquinha inocente, o refrigerante de copão e o celular esquecido de se calar podem estar impedindo alguém de sonhar.
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