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18/04 - 15:01

Filhos malcriados em lugares públicos: o que fazer?
Um saquinho de balas negado ou um brinquedo que não deu para ser comprado podem dar início ao maior berreiro

Lícia Egger Moellwald

Quem já não presenciou um pequenino ameaçar os pais com gritos e pontapés, só porque não teve o desejo atendido? Em algumas situações dá até para achar graça ao ver uma criaturinha mínima ameaçando o mundo todo só por que não conseguiu ganhar o que queria. Às vezes, a braveza diante de um “não” é tão grande que, aos olhos deles, chutar e chingar os pais parece a melhor  solução.

 

Mas mesmo quando a paciência é grande, quando a molecada exagera e a situação fica intolerável, alguns adultos apelam para as palmadas em público mesmo. Aí vira o samba do criolo doido, a criança apanha, se joga no chão e grita, enquanto o adulto grita mais alto ainda. Pronto: o barraco está armado.

 

É claro que nada justifica a cena, até porque quem está passando pelo local não é obrigado a presenciar criança malcriada e adulto grosseiro. Para a criança, é possível até arranjar a desculpa de que lidar com os impedimentos e proibições da vida não é fácil, mas e para o adulto? O que poderia justificar um show de grosseria?

 

Expor a criança a maus tratos para ensiná-la a ser educada e se conter diante das frustações está longe de ser uma desculpa razoável. Mas como essa conversa não é para analisar o que leva uma criança a ser malcriada, e sim para falar sobre como os pais devem se comportar quando o filho se descontrola em público. Vou dar algumas sugestões:

 

- Antes de tudo, é preciso lembrar de que quem comanda a cena é o adulto – e mesmo não cedendo diante dos insultos e do berreiro, ele deve mostrar respeito para com a criança e com quem está ao lado.

 

- Manter a voz baixa, mesmo que isso custe, já é um ótimo começo. É lamentável assistir a um adulto berrando, pegando de jeito ou levantando a mão contra um baixinho.

 

- O sensato é deixar o local com a criança e deixá-la gritar do lado de fora. Assim, as chances de incomodar quem está passando diminui muito. O que fazer com as compras por exemplo? Deixe de lado e retorne quando a coisa toda acalmar.

 

- Gritar e ameaçar só piora, porque alguém pode sair em defesa da criança, aí  o risco de arranjar uma bela confusão é grande.

 

- Temer aparentar fraqueza ao educar o filho é bobagem, porque educação se ensina em casa e não dando show na rua. Pior é  passar por um adulto grosseiro, louco e sem educação.

 

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