13/12 - 11:04
Festas não são laboratório para invenções caras e sem sentido
Já não é de hoje que as pessoas que organizam um evento acham o máximo distribuir presentes surpresas nas festas
Lícia Egger Moellwald
Está claro que ganhar presente é sempre uma coisa muito boa, mas daí a fazer disso uma obrigação e até uma disputa, para ver quem dá o melhor presente, já é cafonice.
Sandálias havaianas, distribuídas na hora de “cair na gandaia” já estão saindo de moda.
Mesmo assim, tem gente que faz das tripas o coração e gasta mais do que devia, porque alguém disse que é chique distribuir o tal calçado durante a festa.
Aliás, diga-se de passagem, está aí uma coisa brega, você gasta um dinheirão para ir bem vestido e na hora do embalo, tira os sapato e coloca o chinelo no pé.
A moça que era alta, fica baixinha e deselegante porque nada combina com nada. Diga-se o mesmo para os homens que acabam de sandálias brancas, roxas ou amarelinhas e de terno.
Dos brinquedinhos distribuídos na hora que começa o “baile” nem se fala. Pulseirinhas, colares, reco-recos, apitos, óculos e pluminhas, coisas que custam caro e seguramente não contribuem muito para a alegria.
Bem-casados na saída é coisa antiga, tem até algumas “tias” que compram bolsinhas um tamanho maior para levar mais docinhos no final da festa.
Mas a idéia de distribuir caixinhas com doces na despedida não é ruim. Evita mãos e bolsos cheios de guloseimas e para o convidado é gostoso chegar em casa com um docinho para as crianças.
Agora, água no carro, miniatura de bolos, buquês de flores, máquinas fotográficas para cada um registrar seu olhar sobre a festa e outras invenções são caras e de verdade não são responsáveis por tornar uma festa boa ou ruim.
Claro que quando a pessoa dispõe de muito dinheiro não há limites para tentar agradar os convidados. Porém, não é o que costuma acontecer.
Gastar muito dinheiro com a preocupação em agradar além das possibilidades financeiras é um excesso que nunca é muito elegante.
Numa festa, seja ela de qualquer natureza, é preciso se preocupar com o bem estar dos convidados, com a segurança de todos os envolvidos e principalmente com a adequação do que está sendo patrocinado ao bolso de quem vai pagar.
Quando a festa é boa e os espíritos estão em harmonia, ninguém precisa de muito para dar risada, dançar e se divertir.
Aliás, já dizia meu pai, que uma festa para ser boa só precisa de gente divertida, boa comida, bastante bebida e música de qualidade.
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