Conheça dicas preciosas para que sua relação amorosa tenha uma vida financeira saudável

"Um amor e uma cabana é o paraíso sem tirar". A citação é de um repente nordestino popular, mas logo desperta um suspiro seguido do comentário "isso até as contas começarem a chegar". Dinheiro pode ser um problema em qualquer relação amorosa. Mas é possível não só contornar essa questão como aprender a enriquecer junto com o parceiro. Autor de "Casamento dos $onho$", o economista Marcos Silvestre dá algumas dicas para que os casais tenham uma relação financeira saudável.

Para evitar que problemas financeiros afetem sua vida amorosa - e vice-versa - é preciso organização e planejamento
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Para evitar que problemas financeiros afetem sua vida amorosa - e vice-versa - é preciso organização e planejamento
"Estou enrolada, mas não posso deixá-lo na mão esse mês"
Alguns casais dividem as contas de casa meio a meio, sem respeitar a diferença de salário entre os dois. Ok, essa opção é de cada um. Mas para que os dois continuem a preservar sua individualidade e consigam realizar compras necessárias (ou desejadas), uma boa seria dividir as contas proporcionalmente. Fica mais fácil de atingir os objetivos financeiros individuais e os em comum.

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"Estou cheia de dívidas no cartão, mas prefiro não preocupá-lo"
Pois deveria! É, inclusive, aconselhável que todo casal tenha uma reunião mensal para rever os gastos em comum, identificar possível excessos ou impulsos e tentar melhorar juntos. Só assim vocês vão conseguir conversar em paz, sem que algum dos problemas financeiros do dia-a-dia venha à tona e faça um dos dois explodir. Converse antes que venha a briga.

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"Se ele souber que comprei esse vestido, me mata"
Quem já não confessou uma compra escondida a uma amiga? De acordo com uma pesquisa realizada pelo instituto paulista H2R, 28% dos casais brasileiros escondem o salário dos parceiros e 25% não sabem para onde vai o dinheiro do outro. Além de comum, isso é bem saudável ¬- até certo ponto. É importante que cada membro do casal tenha para si uma porcentagem sobre seu salário para que possa gastar com individualidade, da maneira que bem quiser - desde que isso não interfira nas contas que os dois acordaram em dividir.

"Ele quer uma moto nova, mas eu queria tanto conhecer Paris"
E vocês dois podem realizar seus sonhos! É saudável que cada membro do casal tenha seu sonho individual. A vantagem é que os dois podem trabalhar juntos para realizar um de cada vez. Escolham o que vem primeiro e juntem forças para alcançar, juntos, seus objetivos individuais.

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"Cansamos do aluguel, queremos comprar uma casa nova"
Segundo o professor Marcos Silvestre, existem dois tipos de pessoas no mundo: as que pagam juros e as que lucram com os juros. Se você quer pertencer ao segundo grupo, essa é a hora de se planejar. Se a parcela de um financiamento, por exemplo, for igual à do aluguel, pense que ficar mais algum tempo de aluguel, juntando dinheiro para dar uma entrada maior alivia os gastos com juros. Dependendo do seu plano, você pode pagar, no total, um valor referente a quatro apartamentos - e só terá um. O ideal é sempre comprar à vista. E aí não tem receita melhor: é bater pernas até encontrar uma casa com a sua cara e que caiba no seu bolso.

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"Estamos pensando em abrir uma conta conjunta"
Essa é uma questão delicada. Se o casal não tiver um bom diálogo em relação às suas finanças, a conta conjunta pode só atrapalhar. Mas se os dois estão dispostos a trabalhar juntos para fazer seu dinheiro render, então a conta corrente é uma boa. Desde que cada um se comprometa com uma quantia fixa mínima mensal a depositar e que o dinheiro acumulado nessa conta tenha sua função muito bem definida (pode ser apenas para juntar dinheiro, ou para cobrir despesas). A conta conjunta é interessante porque terá um montante maior de dinheiro, o que traz vantagens ao casal, como juros mais baixos.

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"Tivemos outra infiltração e o conserto vai me quebrar este mês"
Precisava chegar até esse ponto? É preciso se planejar: carros precisam de revisão, paredes precisam ser pintadas e mensalidades de escolas aumentam de preço. De quanto em quanto tempo essas coisas costumam acontecer? Quanto elas custam? Não seria interessante ter um investimento mensal de, por exemplo, R$ 100 para cobrir esses gastos de manutenção da vida a dois? Isso deve te livrar de surpresas desagradáveis.

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"Amiga, vou casar"
Então planeje. Começar a vida conjugal com dívidas é a pior coisa que um casal pode fazer. Comece fazendo uma lista de tudo o que será gasto na cerimônia: casamento civil, igreja, roupas dos noivos, noite de núpcias e lua-de-mel. Daí é hora de colocar tudo em uma planilha para fazer um orçamento detalhado - e não deixe de consultar, ao menos, 5 opções para cada item. Os preços dos serviços prestados chegam a variar em 10%. Com o valor do casamento em mãos, aí você precisa optar. Se quiser pagar à vista - o que lhe garante descontos de até 20% - a dica é: abram uma conta conjunta em que só depositem dinheiro destinado à cerimônia. Caso escolha apelar para linhas de crédito, lembre-se: essa dívida deve estar quitada até a data da cerimônia. Se for o caso, adie para começar a vida a dois sem dores de cabeça.

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"Parei com a pílula: estamos tentando engravidar"
Ótimo. Esta é uma importante decisão e, para que você receba seu pequeno com algum alívio financeiro, aí vão algumas dicas. A primeira delas é, dois anos antes da chegada do bebê, começar a poupar cerca de 20% do orçamento do casal. Isso deve cobrir as despesas do primeiro ano. Se a gravidez não for planejada, não se desespere. Liste todas as coisas de que vai precisar: berço, banheira, enxoval, fraldas, etc e comece a orçá-los. Refaça seu planejamento familiar para conseguir dar conta dessas compras até o sexto mês de gravidez - deixar para o final da gestação, quando a mãe está mais sensível, pode levar a compras por impulso. Pelo você consegue se preparar para recebê-lo sem passar apertos.

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