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Como fazer amigos na vida adulta?

Entre adultos, a maioria das amizades é feita em função das atividades que compõem suas rotinas

Danielle Nordi, iG São Paulo | 03/08/2011 06:08

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Não são raras as pessoas que, por volta de seus 30 anos de idade, começam a se perguntar “onde foram parar os meus amigos?”. Com a correria do dia a dia e as mudanças normais de rotina que todos vivenciam ao longo da vida, fica cada vez mais complicado ter tempo – e disposição – para cultivar amizades. E, para piorar, os amigos que acabam ficando para trás não costumam ganhar nenhum “substituto”.

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Foto: Arquivo pessoal Ampliar

Um grupo de mulheres se conheceu e criou laços de amizade na escola dos filhos

“De um modo geral, adultos não procuram fazer novas amizades.” É o que afirma a psicóloga Angelita Corrêa Scardua, mestre em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Psicologia Junguiana pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Isso acontece porque, de maneira geral, vamos acumulando ideias pré-concebidas do que é legal e do que é bom. É difícil uma pessoa se encaixar perfeitamente nestes requisitos já pré-estabelecidos”, explica. “Tendemos a julgar muito pela aparência e isso restringe muito o nosso grupo de amigos.

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Fora a falta de tempo que vem com o acúmulo de diversas atividades e o cotidiano comprometido por trabalho e família, os interesses também mudam, e, com eles o perfil dos amigos. Estes fatores representam uma grande restrição em termos de oportunidades para incluir amigos novos em nossas vidas. “Procuramos pessoas com quem tenhamos afinidade, mesmo que momentânea. É um processo natural e todos passam por isso. O que acontece é que quando somos adultos nossa rotina é bastante engessada com emprego e família”, explica Angelita.

Casadas x solteiras
Uma grande mudança no estilo de vida pode ameaçar algumas amizades. O casamento e o nascimento de filhos, por exemplo, podem alterar de maneira profunda rotinas e interesses. Será que a amizade entre mulheres casadas e solteiras é possível?

“Eu falo para algumas amigas solteiras que, quando elas chegam em casa, o dia delas está acabando. Para quem tem filhos, o dia está começando”, afirma a fisioterapeuta Patrícia Macedo Bento Santos, 38, mãe de um menino de seis e uma menina de três anos. É justamente aí que mora a dificuldade de cultivar algumas das relações mais antigas. O ritmo de vida torna-se muito diferente e é preciso empenho para que ambas abram espaço em suas rotinas para conservar a relação. “A vida social de quem tem filhos gira muito em torno da criança, o que não acontece com quem é solteiro. As duas precisam se comprometer com a amizade para que não se distanciem.”, diz Angelita.

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Para a organizadora de casamento Thais Denker, 27, que é solteira, o casamento das amigas não representou um problema grave. “Muitas já têm filhos e festas infantis fazem parte da minha rotina. Sempre participo e, com isso, preservo pessoas importantes na minha vida”, afirma. Thais reclama, no entanto, que muitas amizades terminaram porque os que casaram tiveram filhos e foram incapazes de acumularem tantas funções.

A psicóloga e coach Rosângela Casseano lembra que muitas relações não são encerradas necessariamente por causa das crianças. “Às vezes acaba antes, durante o namoro mesmo. Muitas mulheres, por exemplo, começam a namorar e os homens não se tornam amigos. Isso pode contribuir para um afastamento”, afirma.

Onde estão os novos amigos?
Mas quem anda negligenciando essa parte da vida pode estar cometendo um erro. “Ter amigos é um dos melhores presentes que podemos nos dar”, afirma Rosângela.

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O ambiente de trabalho costuma ser uma fonte óbvia de novos contatos sociais da vida adulta: os interesses e problemas, mesmo que sejam passageiros, são compartilhados pelos colegas de emprego, explica Angelita. "O vínculo vem de forma bastante facilitada."

Mas o trabalho não é a única saída. Além do emprego, os filhos acabam se tornando aliados cada vez mais importantes. Foi o caso de um grupo de mais de dez mulheres, do qual Patrícia faz parte, que se viram compartilhando as mesmas alegrias e angústias da maternidade. Elas se conheceram na escola dos filhos, e mantêm contato estreito há anos. “Nos encontrávamos nas festas da escola e nos aniversários das crianças, mas percebemos que tínhamos realmente afinidade e começamos a marcar jantares e almoços com mais frequência”, afirma Patrícia.

A amizade é tão presente que a estudante Aimara Crepaldi, que vive atualmente na Alemanha, fez questão de comemorar o aniversário da filha de seis anos aqui no Brasil, em julho deste ano, com as amigas do grupo da escola. “Sempre ouvi dizer que crianças unem os adultos. Nós somos um bom exemplo disso. Nossos filhos nos deram a oportunidade de fazer amigos especiais”, conta.

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Outra integrante do grupo, a comerciante Edna de Souza Oliveira, 45, revela que o interesse em atividades em comum foi o principal ingrediente que as uniu. “Fazemos programas sociais de acordo com nosso momento de vida. Buscamos oportunidades das crianças se divertirem e nós também. Almoçamos, de vez em quando, apenas nós mulheres. Isso reforça muito nosso vínculo de amizade também.”

“É importante ressaltar que toda relação tem início, meio e fim. O término não pode ser fonte de sofrimento agudo. Precisamos aceitar isso para poder viver melhor. Além disso, amigo não precisa estar presente todos os dias. O sentimento de amizade é mais importante e compensa ausências que possam ocorrer”, afirma Rosângela.

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22 Comentários |

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  • Katia | 10/08/2011 16:46

    Olá! Quem estiver a fim de conhecer gente nova e fazer amizades, me add: pietra_katia@hotmail.com

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  • aline | 10/08/2011 10:59

    Achei que estivesse sozinha nesse mundão! Mas pelo que vi tem muita gente como eu...\nTive uma ideia. Já que a maioria aqui passa por esssa situação que tal adicionarmos umas as outras para mantermos contato? me add alinegsenna_190@hotmail.com

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  • Luna | 07/08/2011 16:46

    Olá, tenho 30 anos e sou solteira. A matéria não se aplica muito a mim, pois sou autônoma e portanto, não tenho colegas de trabalho.\n\nEu sinto que além disso

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    mirian | 11/08/2011 08:34

    Nossa Luna,vc precisa fazer algo para preencher sua vida,entre numa academia,ou faça um curso...me add no facebook,ou msn mirian_nyrfestas@hotmail.com,beijos

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    aline | 10/08/2011 10:52

    Oi luna, tbm trabalho sozinha. Sei o que sente.\nNo meu caso o trabalho e estudo foram distanciando me das minhas amigas e não apareceram novas amizades...

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  • rita | 06/08/2011 08:29

    \n\n\nsinto muita falta por não ter amigos, sou casada e vivo na solidão,meu marido não me enxerga , me anulei a vida inteira por causa dele , hoje sinto como me prejudiquei.\n\n

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    Katia | 10/08/2011 16:44

    Oi Rita! Nao desanime! Precisamos aprender a arte de dizer nao, assim nos sentimos como q libertos de uma prisao... entre em contato comigo por e-mail : katiagobitti@ig.com.br, quem sabe poderemos trocar uma ideias rs

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  • Dadá | 04/08/2011 15:15

    Gostei da matéria. Realmente chega uma fase em que os interesses são diferentes então fica difícil manter contato com os amigos. A amizade continua mas manter contato, fazer programas juntos fica mais complicado principalmente qd são casados. A agenda é outra, os compromissos e interesses são outros. Mas como a Bíblia diz podemos confiar que nunca estaremos sozinhos pois Deus está conosco em todos os momentos. Precisamos sempre buscar um relacionamento intímo com Ele para nos sentirmos a sua presença.

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  • Sidney | 04/08/2011 11:48

    É mais comum do que eu imaginava e pensei que fosse sómente comigo.........

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  • Vanessa | 04/08/2011 11:24

    Estou passando por isso também: falta de amigos!!\ntenho 35 anos me casei, me separei e parece que os amigos somem!!!\nOu são casados e tem filhos entre outras atividades. E nós que não temos filhos, nem marido ou namorado ficamos sem amigos. Nem sempre o trabalho nos trás amigos, pois muitas vezes existem outros sentimentos e situações que não nos propiciam esses laços. As amizades realmente fazem falta, para sair, trocar idéias.\nExiste um outro lado além dos que são casados e tem filhos também.

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