Regras de etiqueta para a emergente de Passione não pagar mico no Jardim América

Irene Ravache interpreta a perua Clô
Divulgação/TV Globo
Irene Ravache interpreta a perua Clô
Do popular bairro do Cambuci direto para o classudo Jardim América. Clô Souza e Silva, a perua vivida por Irene Ravache na novela global Passione, definitivamente “subiu na vida”. A família tem origem humilde – o marido Olavo, personagem de Francisco Cuoco, ficou rico com o negócio de reciclagem de lixo.

Dinheiro, ela tem. Mas o sonho mesmo é ser chique e entrar para o clube dos colunáveis e bem-nascidos de São Paulo. A tarefa não parece fácil, em tempos que luxo está cada vez mais distante da obviedade do consumo de grife, Clô tem poucas chances de brilhar.

Ostentar é a regra. Para falar de sua nova mansão, a ricaça capricha nos detalhes: “Meus copos não são de requeijão. É tudo cristal da Bohemia. Tudo que tem aqui na minha casa é importado, é assinado, tudo coisa boa”, alerta ela durante cena cômica. Em outra passagem, ao definir-se, diz: “Eu sou uma socialite em plena ascensão”.

Parece piada, mas existem muitas Clôs pelo mundo. Prova disso são os registros do fotógrafo inglês Martin Parr. Em tom irônico, ele retrata a ostentação da riqueza e o consumo em países emergentes. A mostra “Luxury”, que chega a São Paulo no começo de setembro, revela o extravagante lifestyle dos novos ricos de Pequim, Dubai e Moscou.

Mas se dinheiro não garante a “finesse”, o berço resolveria a questão? Definitivamente não. Especialista em etiqueta, Cláudia Matarazzo, diz que problema mesmo é a falta de noção de espaço, no sentido amplo da abordagem. “A explicação é que existe gente espaçosa no mundo, e só. Não adianta ter dinheiro, ela vai continuar sendo espaçosa”, diz a autora do livro “Superdicas de Etiqueta” (Editora Saraiva), que também é chefe do cerimonial do Governo do Estado de São Paulo.

Quatro toques para Clô, por Cláudia Matarazzo

1. Menos é mais
Elegância passa obrigatoriamente por discrição, não existe alguém elegante que não seja discreto. E privacidade também. A falta de privacidade é a coisa mais deselegante.

2. Garota-propaganda
Pendurar um monte de marcas e deixar o logotipo da grife aparente não é legal. Bolsa, bijuteria, roupa com inicial? Não.

3. No restaurante
Dirija-se às pessoas certas. Por exemplo, o pedido é com o garçom e reclamação é com o gerente. E também não precisa ter vergonha na hora de pedir: caso não conheça o prato, informe-se com o maitre – ruim é fazer o pedido e não saber o que vai comer.

3. Eu tenho, eu posso
Ostentar é péssimo, mas, em contrapartida, a pessoa não precisa esconder o que tem. Como tudo na vida, é uma questão de bom senso.

Serviço:

“Luxury”
As fotos de Martin Parr serão expostas na próxima edição da SP Arte/Foto, na capital paulista.
Onde: Shopping Iguatemi - Av. Brig. Faria Lima, 2232, 9º andar
Quando: 9 a 12 de Setembro de 2010
Entrada gratuita
Site oficial: www.martinparr.com

“Superdicas de Etiqueta”
Autora: Claudia Matarazzo
Editora: Saraiva
136 páginas
R$11,90


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