Conheça as histórias de quatro mulheres que cumpriram seus objetivos de ano-novo

Quem nunca terminou o mês de dezembro fazendo lista de boas intenções? É natural querer consertar desvios e focar esforços para atingir objetivos e realizar sonhos no ano-novo. Inspire-se com as histórias de quatro mulheres que venceram seus desafios em 2010 e bateram suas metas.

Emagreci e comecei uma nova vida
“Em dezembro faço 11 meses de gastroplastia, pertinho do Natal. É um presente saber que alcancei o peso desejado”

Caroline perdeu 50 quilos e espera gêmeos
Fabrizio Motta dos Santos/ FotoArena
Caroline perdeu 50 quilos e espera gêmeos

Bebê rechonchuda, Caroline Carvalho cresceu ouvindo do pai: “menina linda da perna grossa, vestido curto, papai não gosta”. Na adolescência, a aceitação foi mais difícil. Aos 18 anos e com 125 quilos ela destoava das loiras esguias descentes de alemães, em Blumenau. “Sair com os amigos, namorar... todas estas situações normais para uma adolescente tornaram-se insuportáveis para mim”, lembra ela, hoje com 27 anos.

Numa consulta médica, descobriu que tinha problemas hormonais e fez o primeiro tratamento para emagrecer. Caroline chegou aos 78 quilos, mas voltou a engordar. Foi então que ela decidiu fazer a gastroplastia – uma cirurgia que reduz o tamanho do estômago. “Após toda a preparação inicial, decidi em outubro de 2009 que iniciaria 2010 com o pé direito e que até o final do ano alcançaria meu objetivo: emagrecer e iniciar uma nova vida”, conta a atriz e contadora de histórias. A cirurgia foi em 13 de janeiro e, nas palavras de Caroline, “transcorreu maravilhosamente bem”.

Em alguns dias, ela passou a se alimentar com líquidos e, ao longo das semanas, reaprendeu a comer, seguindo orientações totalmente novas. “No total foram 50 quilos eliminados para todo o sempre deste ‘corpitcho’, mas não sem esforços”, diz a atriz. “Não foi fácil, mas nada paga olhar no espelho, adorar o que está vendo e saber que tudo isso é resultado do esforço e da disciplina”, afirma. A rotina ganhou várias suplementações nutricionais e injeções de vitamina B12, das quais Caroline tem pavor. “Em dezembro faço 11 meses de gastroplastia, pertinho do Natal. É um presente saber que alcancei o peso desejado.” Além da recompensa estética, Caroline consegue dar conta muito melhor do trabalho de atriz, com mais fôlego e resposta melhor do corpo.

Além da meta cumprida, ela ganhou um presente inesperado: há um mês descobriu que está grávida. “Depois do susto, choro, desespero, fui ao cirurgião com muito medo e certa de que receberia uma 'lavada'. Meu médico me parabenizou, ficou feliz e ainda me disse que um bebê é sempre um presente de Deus. Tanto desespero por nada?”, brinca Caroline. “Não há nada mais incrível do que saber que dentro de mim existem três corações pulsando, o meu e mais dois que dão vida ao que mais desejo neste momento, meus bebês”, diz a futura mãe de gêmeos.

Por conta da operação, Caroline ainda emagreceu seis quilos desde o início da gravidez, mas já sabe que vai engordar até o fim da gestação. “Que venha um barrigão para acomodar esta turminha. Sei que ganharei alguns quilinhos, mas a gata aqui corre atrás do prejuízo assim que os bebês nascerem”, se empolga. Mais planos, mais desafios, novas alegrias previstos para o ano que vai chegar.

Larguei o cigarro
“Se eu consegui parar de fumar, consigo qualquer coisa na vida”

Depois de 25 anos fumando, Maria conseguiu largar o cigarro
Eduardo Cesar/ Fotoarena
Depois de 25 anos fumando, Maria conseguiu largar o cigarro

Por 25 anos, a bioquímica aposentada Maria de Los Angeles Rodenas Garcia, 58 anos, foi escrava do cigarro. Morria de vergonha. “Eu não nasci fumando, não quero morrer fumando”, diz. O hábito começou com uma decepção amorosa e quando ela se deu conta já havia virado um vício. Eram duas carteiras de cigarro por dia. Ao longo de todos esses anos, houve diversas tentativas de largar o fumo, mas as recaídas sempre estragavam tudo.

Maria não estava feliz consigo. “Passei 2009 inteiro pensando nisso e tomando coragem. Em janeiro, decidi que desse ano não passaria. Foi minha resolução de ano-novo”. E dessa vez, ela resolveu fazer tudo diferente: procurou um médico e entrou em um programa antitabagista com mais recursos. Para lutar contra a ansiedade provocada pela falta repentina de nicotina no metabolismo, Maria se inscreveu numa academia. “Já sou por natureza ansiosa. Dessa vez, saí do médico, comprei a medicação e já comecei a musculação na semana seguinte”.

Maria não engordou – medo comum de quem quer largar o cigarro – e até emagreceu alguns quilinhos. “As pessoas dão dez anos a menos para mim hoje. A pele está mais clara, cabelo e olhos mais brilhantes, até meu jeito está mais faceiro”, conta a bioquímica, que voltou a ser paquerada. “Minha autoestima mudou muito”. Tanto que ela desengavetou outros projetos, como a reforma da casa. “Não tinha coragem de pintar as paredes porque sabia que a fumaça iria amarelá-las”, conta Maria.

Para o programa dar certo, tomou remédios para ansiedade por quatro meses, pastilhas de nicotina e investiu muito em autoconhecimento. “Estou desenvolvendo técnicas próprias para lidar com a ansiedade, me conheço muito melhor hoje”, diz. Quando bate a fissura pelo cigarro, ela a dribla com caminhadas, ginástica ou sessões de ioga na praça perto de casa. “Se eu consegui parar de fumar, consigo qualquer coisa na vida. É uma medida de valor mesmo”. Uma resolução forte, que dependeu da noção de que o tratamento continua, mesmo depois de dez meses sem fumar. “Não sinto mais falta do objeto cigarro na minha vida”. Maria venceu a queda de braço.

Comprei meu apartamento
“Sempre tive vontade de comprar minha casa. Estou adorando ter meu cantinho”

Camila Lima poupou por dois anos e em 2010 mudou para o próprio apartamento
Guilherme Lara Campos/ Fotoarena
Camila Lima poupou por dois anos e em 2010 mudou para o próprio apartamento

Primeiro, pagar a faculdade. Depois, comprar sua própria casa. Esses eram os planos de Camila Lima, administradora, 27 anos, para 2010. “Fiquei economizando por dois anos e meio para poder dar a entrada no apartamento”, conta. Há três meses a rotina se repete: ela sai do trabalho e ruma para um canto só seu – e por lá se delicia com os pequenos prazeres da vida de quem mora sozinho. “Tenho controle remoto só para mim”, comemora. “Chego e curto o básico: é bem silencioso, ótimo para ler. Cozinho, faço coisas que eu gosto”, diz.

Camila tem família grande, e embora quisesse o sossego, se organizou para ficar pertinho dela. “Se canso do silêncio, meus parentes estão em bairros vizinhos”, diz. Para montar a casa, contou com a ajuda dos pais e muito planejamento. “Foi difícil, porque ao morar sozinha todos os gastos vêm para você”, afirma.

O sonho é antigo, mas Camila se programou para conseguir realizá-lo dois anos depois de terminar a faculdade. No começo de 2010, começou a procurar imóveis em sites, e foi tudo muito rápido: encontrou uma boa oportunidade em abril, fechou o negócio em maio e se mudou em agosto para o novo apartamento. Agora, é se acostumar com a vida nova. “Estou pegando a manha ainda, porque tenho só o fim de semana livre para cuidar da casa. Mas está valendo muito a pena”, diz.

Claro que houve sacrifícios para cumprir a meta no prazo. “Muitas vezes dava vontade de pegar o dinheiro guardado e fazer uma viagem bacana, mas resisti”. O lazer não ficou de lado, Camila fez substituições para se divertir com menos dinheiro. “Não vai dar pra fazer uma viagem pra Europa, mas vamos para Montevidéu”, brinca. Pela alegria no rosto dela, não há dúvidas de que valeu a pena.

Casei!
“Meu casamento ficou melhor do que eu esperava. Era tudo que eu queria”

Driblando várias dificuldades, em 2010 Adriana Liu teve o casamento dos seus sonhos
Christian Hara/ acervo pessoal
Driblando várias dificuldades, em 2010 Adriana Liu teve o casamento dos seus sonhos

Adriana Liu, secretária trilíngue de 32 anos, não queria mais noivar. “Fui noiva duas vezes e não casei. Não queria ser noiva de novo”, diz. Conheceu Alberto Ngai e, em menos de um ano de namoro, em junho de 2009, ele a pediu em casamento. “Pensamos: ‘vai ser daqui a um ano’”, conta a secretária, emocionada. “Eu nunca namorei tão rápido, sempre tive namoros de cinco ou seis anos”, diz.

Se pudessem, teriam casado em 2009 ainda, mas como os dois estavam trocando de empresa, a fase era turbulenta demais para organizar uma festa desse porte. “Então decidimos casar em 2010 de qualquer jeito”, diz Adriana. Aí começou o desafio: planejar um casamento em poucos meses, com um orçamento relativamente limitado, unindo as famílias e acertando a agenda de modo que o pai de Adriana, que estava na China cuidando da mãe doente, pudesse comparecer à cerimônia. “Meu sonho era entrar na igreja com meu pai”, afirma.

Ao ir num casamento no mesmo local em que gostaria de se casar, Adriana encontrou Jamila Santana. Ao ver a organizadora com a mão na massa, arrumando a mesa de docinhos, decidiu para quem pediria ajuda. “É tanta informação que você fica perdida”, desabafa a secretária. “Foi um milagre, porque eu não tinha condição de pagar muitas coisas, e com os contatos dela, consegui fazer um casamento incrível dentro do meu orçamento. Chorei, tirei fotos com todos os fornecedores”, conta.

No final, até coisas difíceis de prever acabaram dando certo. “Meu pai veio da China, e estar com minha família toda, reunida, foi inesquecível, porque foi como eu queria e muito mais. Tinha tudo para não dar certo, mas deu”, comemora. “Meta batida, missão cumprida, e agora é pensar no futuro. Pensar nos filhos, na vida de casada, curtir muito”, diz Adriana. Ano-novo, sonhos novos.

E você, qual meta quer bater em 2011? Deixe o seu comentário abaixo!

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