Como pesquisadores fazem para sentir os efeitos da velhice na própria pele e entender assim as necessidades cotidianas dos idosos

Natasha Singer, jornalista do
NYT
Natasha Singer, jornalista do "The New York Times, veste macacão que simula efeitos da velhice
Não é fácil ser velho. Pela primeira vez na vida, conseguir sair do carro não é mole. Eu estou ficando corcunda e estou segurando em um andador para conseguir subir as escadas. Tenho 45 anos. Mas, sinto-me como se tivesse muitas décadas a mais por estar usando este Age Gain Now Empathy System, um “sistema empático de envelhecimento instantâneo” desenvolvido por pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology – MIT. O sistema foi batizado com o nome de Agnes.

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À primeira vista, o sistema pode até se parecer com um mero macacão “turbinado”: Um capacete, preso por fios a um escudo pélvico, me deixa com câimbras no pescoço e na coluna. Os óculos de lentes amarelas tornam minha visão turva. Faixas de plástico, que ligam o escudo pélvico a cada braço, travam minha envergadura corporal. Faixas de compressão dos joelhos me desestimulam a dobrá-los. Sapatos plásticos, com enchimentos irregulares de isopor para as solas, anulam por completo meu centro de gravidade. Camadas de luvas cirúrgicas me deixam totalmente sem tato.

O traje de empatia à velhice veio do MIT AgeLab, laboratório do renomado instituto americano voltado para estudos sobre o envelhecimento, onde o Agnes também foi criado para ajudar designers de produtos a ter uma melhor compreensão dos idosos - visando assim a criação de produtos mais inovadores para esta faixa etária. Muitas indústrias tradicionalmente se afastaram da produção destinada às pessoas acima dos 65 anos de idade, vendo os idosos como um grupo demográfico fora de moda - que provavelmente condenariam seus produtos aos jovens e aos gastadores de plantão. Mas, agora que a população americana vive mais e de forma mais ativa, diversas empresas estão reconhecendo o poder permanente deste mercado mais maduro.

“O envelhecimento é um fenômeno multidisciplinar que requer novas ferramentas de análise”, me contou Joseph F. Coughlin, diretor do AgeLab, sobrecarregado e exausto depois de tentar conduzir uma rodada de entrevistas enquanto usava o sistema Agnes. Vistas através das lentes amarelas, as cores vivas da gravata borboleta de Coughlin pareciam desbotadas aos seus olhos. “O sistema Agnes é uma dessas ferramentas”, ele explicou.

Como muitos outros centros de pesquisas de universidades e empresas espalhados pelo país, o AgeLab desenvolve tecnologias para auxiliar os idosos a manter a saúde, a independência e a qualidade de vida. Empresas consultam o laboratório para melhor entender seu público alvo e saber como expor à análise seus produtos, práticas e serviços.

Jornalista do NYT sente os desafios de executar tarefas cotidianas usando macacão que simula efeitos da idade
NYT
Jornalista do NYT sente os desafios de executar tarefas cotidianas usando macacão que simula efeitos da idade
É frequente que os visitantes descubram duras verdades no AgeLab: Muitos adultos não gostam dos produtos, como, por exemplo, os telefones com enormes botões que denunciam a velhice de seu dono. “A realidade é tão forte que um produto não pode ser destinado diretamente a um homem de idade, pois, desta forma, um homem jovem não irá comprá-lo... E muito menos o de idade”, disse Coughlin.

A idéia é ajudar empresas a desenvolver e comercializar produtos adequados à idade – por exemplo, com tamanhos de fontes e velocidade de som customizáveis – da mesma forma como aconteceu com os produtos que não agridem o meio ambiente. Ou seja, oferecer características atraentes e embalagens que despertem interesse de determinado grupo demográfico, sem alienar outros grupos de consumidores. Os salgadinhos feitos no forno são apenas um exemplo de produtos que atraem todo mundo, mas que são direcionados às pessoas de idade. Pastas dentais que prometem o branqueamento dos dentes e a saúde das gengivas são outro exemplo.

Pesquisadores do AgeLab estão estudando os níveis de estresse de idosos que operam um sistema de estacionamento paralelo sem o uso das mãos, desenvolvido pela Ford Motors. Embora este sistema com assistência ultra-sônica possa facilitar a marcha à ré para os idosos, que já não conseguem mais girar o pescoço como antes, as características do veículo – como detector de ponto cego e sistema de áudio ativado por voz – foram desenvolvidas para atrair todos os tipos de motoristas que apreciam tecnologia.
“Com um pouco de sorte, vou conseguir que os varejistas coloquem produtos nas prateleiras sem saber que os mesmos são voltados para os idosos”, disse Coughlin.

Idosos e a economia
Pesquisadores testam equipamento para facilitar que idosos façam baliza na hora de estacionar
NYT
Pesquisadores testam equipamento para facilitar que idosos façam baliza na hora de estacionar
Os primeiros dos 76 milhões de baby-boomers americanos completaram 65 anos em janeiro. Este grupo – resultante do súbito aumento de natalidade pós Segunda Guerra Mundial - tem a expectativa de viver mais que suas gerações anteriores. De acordo com estimativas das Nações Unidas, o número de pessoas acima dos 65 anos de idade deve dobrar em todo o mundo, chegando a 1,5 bilhões em 2050 – comparados aos 523 milhões do ano passado. Isso quer dizer que, pela primeira vez, esta faixa etária logo irá ultrapassar as crianças com menos de 5 anos de idade. A conseqüência disso é que muitas pessoas talvez tenham de adiar a aposentadoria – ou nunca aposentar-se por completo – para conseguir manter uma renda sustentável.

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Muitos economistas vêem essa explosão demográfica da faixa etária de 70 – e oitenta e poucos – anos não como um ativo, mas como uma iminente crise orçamentária. Afinal, estima-se que mais de 600 bilhões de dólares são gastos anualmente no tratamento de demências em todo o mundo.  “Nenhum outro fator tem maior probabilidade de moldar a saúde econômica, as finanças e as práticas públicas nacionais como o índice irreversível de envelhecimento da população mundial”, escreveram analistas da Standard & Poor em relatório recente.

Porém, pesquisadores com foco na longevidade, como Coughlin – que tem um blog chamado Disruptive Demographics – estão apostando que os baby boomers, diferentemente de gerações anteriores, não irão passar por longos períodos de cuidados. Na verdade, alguns grupos de pesquisa de instituições como a Oregon Health & Science University, o MIT e a Stanford, juntamente com fundações e com o setor privado, estão desenvolvendo práticas e sistemas para traçar um cenário diferente: Idosos vivendo independentemente em casa por períodos mais longos, seja esta casa uma residência particular ou uma comunidade para idosos.

Eles dizem que dispositivos para evitar pequenas catástrofes, como o fato de um idoso não conseguir se levantar depois de uma queda, representam o velho modelo de negócios para a velhice. O novo modelo envolve tecnologias e serviços que promovem o bem-estar, a mobilidade, a autonomia e a conectividade social deste grupo etário. Exemplos disso são a caixa de pílulas com tecnologia sem fio, que transmite informações sobre o uso de medicamentos do paciente, e os novos serviços financeiros, como o plano de aposentadoria criado pelo Bank of America Merrill Lynch que ajuda o investidor a planejar por uma vida mais longa ou para iniciar uma nova carreira.

Saúde pública
Analistas deste segmento afirmam que estes tipos de produtos e serviços juntos já representam um mercado multibilionário. E, se for provado que tais inovações promovem a saúde e a independência, retardando a entrada em longos períodos de assistência à saúde, as possíveis economias ao sistema de saúde pública poderiam ser ainda maiores.

Essa é a mensagem conclusiva que Eric Dishman, diretor mundial de inovações em saúde da Intel, há mais de uma década vem tentando transmitir a legisladores e executivos do segmento. Um carismático obsessivo pela saúde pública, Dishman já prendeu a atenção de platéias em conferências de tecnologias médicas, fascinadas por suas palestras sobre o tema - nas quais ele leva um daqueles antigos aparelhos telefônico de discar para dramatizar a necessidade de conectar os idosos à tecnologia.

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Em seu escritório em Beaverton, estado do Oregon, ele demonstra protótipos, como um sistema de redes sociais para centros de acolhimento de idosos, que estão sendo testados por americanos de idade avançada. Ele diz que, geralmente, estudos de campo de suas engenhocas resultam em “catástrofes de sucesso”- os dispositivos se mostram tão populares que os testadores e suas famílias são relutantes em devolvê-los.

As pessoas que estão testando os aparelhos para as redes sociais, por exemplo, solicitaram modelos extras para amigos que estão fora dos testes. “o mercado oferece uma oportunidade enorme para novas tecnologias e serviços que ofereçam bem-estar, prevenção e melhoria do estilo de vida. Quaisquer países ou empresas que estejam na linha de frente no momento irão deter completamente a categoria”, disse ele.

Moradia

O condomínio Mirabella, novo complexo imobiliário de 130 milhões de dólares da região à beira-mar de Portland, pode ser a comunidade de luxo para aposentados mais verde do país. O edifício tem água aquecida através de sistema solar, garagem com manobristas que estacionam os carros em um sistema de empilhamento, sensores que desligam as luzes quando as escadarias estão vazias e certificação platina do Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) - grupo que estabelece padrões referenciais para construções sustentáveis.

Mas, não importa se a garagem do prédio está cheia de automóveis Prius, o modelo de carro híbrido da Toyota considerado um dos menos poluentes dos Estados Unidos. O Mirabella também aspira ser o condomínio mais voltado para o público idoso do país – ao oferecer oportunidades de desenvolver e testar as mais modernas tecnologias de cuidados domiciliares em saúde e desenvolver conceitos para os idosos.
A Ankrom Moisan Associated Architects, escritório de arquitetura responsável pelo projeto, foi quem surgiu com a idéia de manter ativos os residentes idosos do condomínio. O edifício urbano, convenientemente localizado ao lado da Universidade de Ciência e Saúde de Oregon, permite que seus residentes se mantenham saudáveis, participantes e socialmente conectados na medida do possível, disse Jeff Los, um dos diretores da empresa.

“Historicamente, residências de luxo para o público sênior sempre foram construções de três andares instaladas no meio de alguma área rural com 30 acres de extensão. Este é um prédio de 30 andares construído em um único acre, com uma parada de transporte público bem na porta de entrada do edifício.
Os empreendedores, a empresa Pacific Retirement Services, compraram o terreno pertencente à universidade com o intuito de estimular a pesquisa na instituição vizinha, o Oregon Center for Aging & Technology, o Orcatech – centro dedicado às novas tecnologias voltadas para os idosos.

Como parte do projeto, a empresa gastou quase meio milhão de dólares na instalação de cabeamento de fibras óticas para que os residentes do Mirabella fossem estimulados a se tornar voluntários de um programa de “laboratório vivo” - no qual sensores de movimento sem fio, instalados nos apartamentos, acompanhariam, em tempo real, os movimentos e, consequentemente, o padrão de saúde dos participantes.

Idosos de outras partes da cidade já estão participando do programa. Os pesquisadores esperam comprovar que o monitoramento contínuo pode ajudar a prever e prevenir problemas como quedas, ou mesmo retração social, disse o Dr. Jeffrey Kaye, professor de neurologia que dirige o Orcatech. E alguns residentes podem eventualmente querer modificar o sistema de monitoramento para que possam baixar seus dados de saúde no computador e fazer uso dos mesmos, disse Los.

Na verdade, mesmo antes da inauguração do Mirabella no outono passado, residentes solicitaram ajustes no prédio. Eles pediram espaço extra na garagem para guardar seus caiaques, lembra-se Dishman, que faz parte do conselho administrativo do condomínio. “Os baby boomers vão ser velhinhos muito diferentes”, disse ele.

Cerca de 30 idosos da região de Portland se voluntariaram para participar do “laboratório vivo” da Orcatech. Dorothy Ruhterford, 86 anos, uma ruivinha miúda com ânimo impressionante, é uma delas. E ela é um modelo do tipo de envelhecimento independente, com a colaboração da tecnologia, que os pesquisadores esperam estimular.

Seus brincos de osso colorido – um presente do dentista que os confeccionou em material dentário – balançam enquanto ela me conduz em uma turnê para me mostrar os equipamentos instalados pelos pesquisadores em seu apartamento. Os sensores que monitoram a velocidade e a freqüência de suas atividades pontilham o teto - pendurados em moveis, eletrodomésticos e portas. “Eu não tenho qualquer tipo de preocupação com a privacidade. Eles não passam de sensores, não são câmeras de vídeo”, ela explica.

Uma caixa de pílulas com tecnologia sem fio a lembra sobre os horários de tomar as vitaminas diárias. O computador, onde ela se diverte com jogos de palavras e números, registra seus resultados diários. Mas, até agora, seu experimento favorito envolvido no sistema é um robô antropomórfico da Vgo Communications, apelidado de Célia, equipado com uma tela de vídeo.

O robô pode ser operado remotamente, a qualquer momento, por uma neta e uma bisneta de Rutherford que moram no estado de Wyoming, para segui-la pela casa enquanto ela interage em um bate-papo através da tela de vídeo. Rutherford, garçonete aposentada, fala com familiares através do Skype. Ela ressalva, porém, que o Skype “não sai do lugar”, enquanto que o robô se desliza convenientemente sobre rodízios, de um cômodo para outro da casa.

“Quando eu vi o robô Célia pela primeira vez, eu pensei que existe todo tipo de possibilidade para nos manter instalados em casa. Porque alguém iria para uma comunidade de aposentados se novas maneiras de nos manterem em casa por mais tempo podem ser criadas?”

O programa piloto não é nada barato: O custo do computador e da instalação de 6 sensores sai por US$1.000, e US$2.600 adicionais por ano para o suporte técnico, acesso à internet e visitas domiciliares dos pesquisadores. O preço do monitoramento é variável (O robô, que não é parte integrante do sistema, foi experimentado por cada participante por uma semana e custa US$6.000, mais um taxa mensal de serviços de US$100).

O monitoramento contínuo de pessoas como a senhora Rutherford pode apontar a direção correta para programas de saúde mais preventivos, uma alternativa ao padrão de médicos que atendem pacientes idosos com freqüência irregular, geralmente tratando apenas de problemas depois deles de graves acidentes ou deles se transformarem em doenças agudas.

“E se houvesse milhares de casas em todo o país com estes sistemas simples instalados?”, questionou Kaye, da Orchatech, referindo-se ao sistema de monitoramento. A idéia é determinar se mudanças em hábitos cotidianos – como o ritmo do caminhar, a postura, o sono, as medicações e os resultados dos jogos de computador – podem prever com precisão coisas como o declínio cognitivo ou problemas de equilíbrio, permitindo que os médicos intervenham antes de um idoso cair e, por exemplo, fraturar o quadril.

Só existe uma pedra no caminho: o mercado para a tecnologia voltada para a independência dos idosos ainda está engatinhando. Devido ao preconceito etário, Dishman diz que muitos lojistas ainda não estão prontos para abrir espaço para tais produtos e muitas empresas sequer querem desenvolvê-los.

“Tecnologia para melhorar a qualidade de vida desta faixa etária é como o ovo de Colombo: Será que o mercado vai tomar o primeiro passo, ou são as empresas que vão desenvolver novas tecnologias sem saber onde as mesmas podem ser vendidas?”, ele questionou.

Ele diz que sua missão tem sido convencer o Congresso americano a incluir o tema na pauta nacional; ele também gostaria de ver a Casa Branca estabelecer uma comissão dedicada ao envelhecimento. Ele ressalta que a União Européia já se comprometeu com mais de 1 bilhão de euros para o estudo de tecnologias voltadas para a velhice.

Mas, até o momento, ele diz que as autoridades com quem se encontrou não assumiram a causa. Na lista de iniciativas do tradicional discurso do Estado da União ocorrido no mês passado, o Presidente Barack Obama enfatizou a energia limpa, mas não a tecnologia voltada aos idosos. Dishman questiona: “O que precisamos fazer para que a velhice e as tecnologias para ela voltadas tenham a mesma urgência e investimentos que as tecnologias ambientais e o aquecimento global?”, ele questionou.

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Os americanos começaram a associar a velhice à fragilidade e à invalidez ao invés de relacioná-la à memória institucional e à competência. “As pessoas de alguma forma presumem que quando somos jovens, somos vitais. Mais tarde, quando passamos dos 40, entramos em um declive íngreme em direção à morte”, disse Ken Dychtwald, CEO da AgeWave, organismo de pesquisa e consultoria dedicado ao envelhecimento da população.

Por mais de um quarto de século, o sessentão Dychtwald, ele próprio um baby boomer, vem tentando reformular a idéia do envelhecimento como um fenômeno positivo. Ele cunhou o termo “middlescence” para expressar a idade avançada como um estágio transformativo, como a adolescência, no qual as pessoas têm tempo livre e um interesse maior em passar por novas experiências. Ele também criou um antídoto contra a aposentadoria: O “rehirement” – um termo que mescla as palavras inglesas “retirement” (aposentadoria) e “hire” (contratar) – algo como uma nova contratação de trabalho.

Mas, ele diz que até o momento, muito poucas empresas já aplicaram conhecimento criativo para compreender os mais velhos e desenvolver tecnologias, serviços, experiências e mesmo novas carreiras para este grupo.

Ele nos convida a imaginar um novo setor imobiliário, que atenda os antigos hippies da geração baby boomer que querem formar comunidades de aposentados com amigos - comprando coberturas comunais de seis suítes em Chicago ou fazendas em Vermont. Ou cemitérios de internet, ele continua, que preservem videotecas sobre as vidas das pessoas para que seus descendentes possam desfrutar destas informações.
“Ao invés de ver a maturidade como uma oportunidade de vender títulos de algum clube de golfe ou um remédio para artrite - já que a pessoa que acabou de completar 60 anos ainda tem mais 20 anos de vida - porque não criar programas educacionais que motivem as pessoas a sair, a aprender novas habilidades e a ter uma reprise na vida?”

Empatia
Agnes, o traje de empatia desenvolvido pelo AgeLab do MIT, está calibrado para simular a destreza, a mobilidade, a força e o equilíbrio de uma pessoa de 74 anos. Minha empatia claramente aumentou depois de algumas horas de teste. Mas, encabuladamente, eu ainda quero me livrar da roupa e das décadas que ganhei, instantaneamente, ao usá-la.

Coughlin começou o AgeLab em 1999 para abordar o que ele chama de “paradoxo da longevidade”: a idéia que, enquanto pessoas de muitos países desenvolvidos agora vivem várias décadas a mais do que os nascidos um século atrás, muito poucos legisladores, instituições e segmentos estão se dedicando a ajudar pessoas a tornar estas décadas extras saudáveis e produtivas.

Mais de uma década depois, com a geração baby boomer completando 65 anos, especialistas como Coughlin esperam transformar a velhice na nova ecologia. O trabalho deles seria bem mais fácil se fosse divertido usar o traje Agnes.

Tradução: Claudia Batista Arantes


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