A morena Rubia quer ser humorista, mas, por enquanto, passa os dias nas areias da praia do Tombo

Rubia Krupp surfa, corre, anda de skate. Mas foge da academia
Luiz Fernando Menezes/Fotoarena
Rubia Krupp surfa, corre, anda de skate. Mas foge da academia
Rubia Krupp é uma graça e quer ser humorista. Já fez curso de atores na escola Wolf Maya, mas acabou desistindo no meio por causa de outra paixão: a praia do Tombo, no Guarujá. “Não gostava de morar sozinha em São Paulo”, disse. Largou tudo e voltou. Agora planeja um novo curso, no litoral mesmo. Longe da praia não fica mais.

Nem sempre foi assim. Rubia é paulistana e, há dois anos, nunca nem tinha ido ao Guarujá. E nem gostou muito da ideia quando seu pai tornou-se sócio de uma marina. Hoje não imagina outra vida.

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O namorado skatista Marcelo Rezende ela conheceu na areia, a poucos metros da casa onde vive com a família e de onde não pretende sair nem com o incômodo das traças e do mofo atiçados pela maresia e que, segundo ela, custaram metade de seu guarda-roupa. Tudo bem. Para sua vida atual não é preciso mesmo muita roupa.

À vontade no corpo perfeito, ela conta que não malha. "E adoro chocolate", maltrata. Mas a rotina da morena de 25 anos dispensa mesmo qualquer malhação mais monótona: "estou aprendendo a surfar, faço aulas. E ando de skate todos os dias. Corria na areia também, mas anda calor demais", explica.



Ela começou a andar de waveboard - um skate de duas rodas - para acompanhar o namorado profissional. Mas é praticando diariamente na avenida Prestes Maia, de frente para o mar, que ouve a maior parte das cantadas. "Os caras chegam junto mesmo, são abusados. Incomoda", conta, sem perder o sorriso. "E me preocupa que pensem que estou querendo me exibir, afinal, no dia seguinte estou sempre de volta com meu skate. E lá estão eles com aquelas cantadas tipo 'ah, se meu dinheiro desse'", lamenta.

O melhor da praia do Tombo, além de ser praticamente seu quintal, é o fato de ser uma das menos procuradas por turistas e uma das duas únicas no Brasil a ter a Bandeira Azul, certificado internacional de qualidade e limpeza. Mas, "neocaiçara", ela conta que o que incomoda é o desrespeito dos forasteiros. "O pessoal que vem de fora suja a praia mesmo, corre de carro. Mas eu fazia isso quando morava em São Paulo também, admite.

Além da dificuldade geográfica, sua busca por uma carreira como a de sua favorita Fernanda Torres encontra outros obstáculos, em sua opinião. "Existe muito preconceito contra mulher bonita no humor, sim. Eu acho a Fernanda Torres linda, mas sinto dificuldades˜, afirma. "Não sou nem mulherão, nem baranga. Então não posso fazer nem a gostosona, nem a 'Betty, a Feia'. Sou bonitinha", diz. Bonitinha?

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